Exposição “Estamos vivos”, de Daniel Gnattali, na Blé Galeria e Arte

Jorge Ben
Jorge Ben

O artista visual Daniel Gnattali, jovem de 31 anos que está com sua terceira exposição individual intitulada “Estamos vivos” na Blé Galeria e Arte, em Botafogo (RJ), de 9 a 30 de novembro, com entrada franca. São cerca de 50 obras, entre ilustrações, gravuras, desenhos, colagens, fotografias, pinturas e técnicas mistas com temas diretamente relacionados à natureza e à espiritualidade. A curadoria é do artista plástico Valerio Ricci Montani. Daniel é autor da ilustração “Mantra” (anexada), que viralizou em 2012 e até hoje é sucesso de vendas nas lojas Touts. Publicadas em seu siteFacebook e Instagram, os cartuns e tirinhas são carregados de humor e poesia. “Descobri nas tiras uma mídia interessante para que eu pudesse falar de temas atuais, engraçados, misturando poesia com desenho”.

Além dos trabalhos autorais, Daniel tem lindos trabalhos comerciais para a cervejaria artesanal Hocus Pocus e para a marca Quetzal Chocolate de Origem. A música também exerce grande influência em suas criações. Filho do arranjador e compositor Roberto Gnattali, sobrinho-neto do maestro Radamés Gnattali e irmão da cantora Nina Becker, Daniel também é músico. Ele toca violão e canta na banda Simpáticos – que só interpreta Jorge Ben Jor. E quando chega o carnaval, Gnattali vira John Lennon no bloco do Sargento Pimenta.

Morador de Santa Teresa, Daniel vê nas artes visuais a possibilidade de se expressar. Trabalhos autorais e comerciais são registros gráficos da própria elaboração de sua consciência, que o faz perceber suas obras como janelas para questionamentos cada vez mais profundos, seja por meio de um cartum bem-humorado sobre um tema do cotidiano, um rótulo psicodélico ou uma série de pinturas dedicadas a São Jorge e as lendas que cercam o santo guerreiro.

“A natureza, como símbolo primordial desta conexão, é amplamente retratada no meu trabalho, tanto como tema principal quanto como pano de fundo. A representação de mitos e rituais é, igualmente, uma maneira de encontrar este lugar sagrado, da consciência presente. É uma forma antiga de procurar um significado para nossa existência por meio da sacralização da vida”, explica Daniel.