Eva Wilma comemora 60 anos de carreira, cheia de energia, com a Peça “Azul resplendor”

Aos 80 anos, a atriz de teatro, cinema e televisão Eva Wilma está no palco com “Azul resplendor”, onde interpreta Blanca Estela, uma dama do teatro afastada de seu ofício há mais de 30 anos, até que reencontra seu mais devotado fã, Tito Tápia, interpretado pelo ator Pedro Paulo Rangel.

O texto é do dramaturgo peruano Eduardo Adrianzén e a direção de Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas. Após temporada em São Paulo, o espetáculo teve estreia no Rio, em 9 de janeiro, no Teatro Sesc Ginástico.
 
Com uma carreira de sucesso, Eva Wilma já fez diversos trabalhos na TV, no cinema e inúmeras peças de teatros. Além disso, recebeu vários prêmios como o APCA e Molière, por sua interpretação em Black-Out, dirigido por Antunes Filho e o Prêmio Shell por Querida Mamãe, além de outros no cinema. Na televisão foi premiada pelo APCA e pelo Troféu Imprensa.  
 
Sopa Cultural: você completou 80 anos de vida e 60 de carreira. Qual o segredo dessa energia toda?
Eva Wilma: Cada dia mergulhar mais intensamente nas coisas que faço.
A peça ‘Azul Resplendor’, faz parte das comemorações pelos 60 anos de carreira?
De certa maneira sim, porque é um texto que chegou nas minhas mãos e falo um pouquinho sobre isso. 
 
Na peça, você interpreta uma grande dama de teatro, que é a Blanca Estela, afastada do seu ofício e carrega uma grande amargura. Qual é a diferença entre vocês?
Eu nunca me afastei (risos). Essa é a diferença básica (risos). 
 
Você começou a carreira como bailarina. Quando e como você decidiu sair da dança e fazer carreira de atriz?
Justamente em 1953. Comemorei os 60 anos no ano passado. Foi o meu primeiro contrato de trabalho para um balé importante, mas aí já tava começando a acontecer três coisas maravilhosas. A primeira delas, o teatro de arena, o primeiro da América Latina. O Zé Renato que idealizou e inaugurou, e me convidou para fazer parte.
A segunda coisa, a Multifilmes, um estúdio de cinema que concorria com a Vera cruz, um convite para fazer um filme. Acabei fazendo no mesmo ano os 3 primeiros filmes, dos 20 e tantos que fiz na minha carreira. E também o convite para a televisão. Podia aceitar os três (convites) na época. E aí como estava começando a minha carreira profissional, achei estimulante e gratificante em todos os pontos de vista e optei pela carreira de atriz.
 
Você começou na TV Tupi. Quando você decidiu ir para a Globo? Você já havia recebido algum convite antes?
O convite foi 1980, depois que a Tupi acabou.
 
Parece que o primeiro convite você não aceitou? Foi isso?
… Onde você leu isso? 
 
Ah, lemos muito sobre você…
Mas olha, vou te dar uma coisa para ler. Essa assino embaixo, porque fui eu que rascunhei inteirinho, meu livro biográfico da coleção Aplauso Especial, da Imprensa Oficial. Tá no site imprensaoficial.com.br do Estado de São Paulo e o livro se chama “Eva Wilma: arte e vida”.
 
Ai, tudo é verdade.
 
Você tem ideia de quantos espetáculos e novelas já participou?
Olha já perdi a conta, viu! (risos)… Aí você abre o livro que tem tudo no currículo (risos). O livro tá divido em cinema, teatro e televisão. Então por exemplo, cinema são mais de 22 filmes e teatro mais de 30 espetáculos, alguns deles dois, três anos seguidos. E novelas tem várias, seriados, minisséries, …. Seriado Mulher; os Maias, mini-série maravilhosa; a Novela Esperança, O Rei do Gado, Indomada…São muitas, tá tudo lá (no livro) (risos).
 
Qual novela foi a mais marcante para você?
O público que decide.
 
Ah, mas, você não tem uma que você diz: “essa eu amo”.
Mulher de Areia, original de 1993, e várias outras da Globo. 
 
ocê fez um teste com o diretor Alfred Hitchcock para o filme “Topázio” (1969). O que você sentiu quando recebeu o convite?
Sim. Muita emoção! Foi ótimo e maravilhoso!
 
Quem é Eva Wilma na realidade?
Risos… Tudo isso é público. Todo mundo sabe. Sou na vida profissional a mesma na vida real (risos). Só que na profissional são inventadas as personagens (risos).
Com Rafael Nascimento 

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