21.4 C
New York
abril 23, 2019
Teatro & Dança

“Esperança na Revolta” leva histórias de resistência para o palco do Sesc Tijuca

A peça estreia dia 2 e fica em cartaz todas às sextas, sábados e domingos até 18 de novembro

Música, contação e jogo se unem no palco e dão vida ao espetáculo “Esperança na Revolta”, que estreia sexta-feira (2), às 19 horas, no Sesc Tijuca. Abordando a guerra sob vários aspectos e diferentes pontos de vista, em diversos contextos mundiais, o que está em jogo é o ser humano diante da violência de seu tempo e como ele reage e sobrevive a isso. São sete histórias reais e fictícias em contextos de guerras contemporâneas no mundo, em uma montagem ousada, dinâmica e visceral, traduzindo em total perplexidade em sons, atos e movimentos.

Liberdade? Amor? Sobrevivência. As histórias são contadas pelos atores Alex Nanin, Cláudia Barbot, Cátia Costa, Tarso Gentil, Daniel Vargas, Lívia Prado, Nádia Bittencourt, Beà, Reinaldo Junior, com objetivo de mostrar como a violência atinge a todos, mesmo em diferentes escalas e que a única certeza é que não há vencedores, mas para alguns ainda resta alguma esperança. A partir de diversos personagens, esses atores cantam, contam, jogam, dançam, tocam e vivem histórias de guerra.

O olhar em direção à esfera mundial responde questões levantadas pelo capitalismo e pela globalização, em que migração, genocídio contra minorias, individualismo, cultura de consumo, manipulação midiática e tentativas de hegemonia são realidades efetivas. A peça mostra a perplexidade diante os interesses dos que promovem as guerras, traduzindo cenicamente, em atos, sons e movimentos. A música é mais do que um elemento presente, é uma personagem que é executada ao vivo, guiando cada trama e seu contexto.

Um espetáculo do coletivo artístico Confraria do Impossível e o ineditismo da montagem se faz como um projeto de resistência. Totalmente idealizado, produzido, liderado por uma equipe negra. A soma do texto e direção de André Lemos, a direção artística geral de Hilton Cobra, o Cobrinha da Cia dos Comuns, supervisão cênica de  Vilma Melo (primeira atriz negra a ganhar o prêmio Shell) e supervisão dramatúrgica de Rodrigo França, (dramaturgo e ator premiado), resultam em uma peça potente que se propõe a ser um marco na história do teatro negro do país.

Leia também  Espetáculo 4 Amigos no Teatro Bradesco Rio

“O estado de guerra, independente do lugar ou da cultura sempre se encontra vivo, principalmente em nós, negros e favelados. Em alguns momentos e lugares mais críticos, em outros apenas em destroços ou lembranças. Uma identidade humana sem fronteiras. A principal resistência que se faz nesse projeto é uma montagem totalmente idealizada por negros, que se propõem a universalizar o corpo e as ideias de pessoas negras em qualquer dramaturgia ou personagem rompendo com todo e qualquer tipo de estereótipo”, destaca o diretor André Lemos .

O espetáculo fica em cartaz às sextas, sábados e domingos, sempre às 19 horas, no Sesc Tijuca, localizado na Rua Barão de Mesquita, número 539, Andaraí, Rio de Janeiro.

Serviço:
Local: SESC TIJUCA 
Datas: 2/11, 3/11, 4/11, 9/11, 10/11, 11/11, 16/11, 17/11, 18/11.
Endereço Rua Barão de Mesquita, número 539, Andaraí, Rio de Janeiro
Dias e Horários: Todas as sextas, sábados e domingos de 2 a 18 de novembro, sempre às 19 horas.

FICHA TÉCNICA
CONCEPÇÃO E DRAMATURGIA: Confraria do Impossível
SUPERVISÃO GERAL: Hilton Cobra
SUPERVISÃO CÊNICA: Vilma Melo
SUPERVISÃO DRAMATÚRGICA: Rodrigo França
TEXTO E DIREÇÃO: André Lemos
ELENCO: Alex Nanin, Beà Felício, Cátia Costa, Cláudia Barbot, Daniel Vargas, Lívia Prado, Nádia Bittencourt. Reinaldo Junior e Tarso Gentil
DIREÇÃO DE MOVIMENTO: Diego de Abreu e Cátia Costa
DIREÇÃO MUSICAL:  Béa Felício e André Lemos
PREPARAÇÃO CORPORAL e ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Reinaldo Junior
ORIENTAÇÃO TEÓRICA: Simone Kalil
PROJETO DE LUZ: Rommel Equer
MÚSICAS: AnarcoFunk e Confraria do Impossível
STAND-INs: André Lemos ,Camila Barra, Tati Villela e Wayne Marinho
CENÁRIO: Tarso Gentil
FIGURINOS: Caju Bejerra
ACESSÓRIOS: Rubens Barbot
DESIGN GRÁFICO: Maria Júlia Ferreira
AUDIOVISUAL e FOTOGRAFIA : Amanda Palma
OPERADOR DE LUZ: Luan Vieira
OPERADOR DE SOM E AUDIOVISUAL: Camila Barra
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Confraria do Impossível
REALIZAÇÃO: Confraria do Impossível e Terreiro Contemporâneo

Leia também  'Loucos por Barbra: Um Tributo a Barbra Streinsand' no Teatro Solar

Posts relacionados

Após o súbito fechamento do Teatro Eva Herz, classe teatral se une para que Aqui Jaz Henry volte aos palcos a partir desta sexta, dia 19, no Solar de Botafogo

Redação

Natal Mágico no Teatro Bradesco Rio

Redação

Comédia “O Porteiro” reestreia no Teatro Café Pequeno dia 30 de novembro

Redação

Yerma estreia no Teatro Dulcina

Redação

Renato Albani no Teatro Bradesco Rio

Redação

Lightwire Thater – Um Natal Eletrizante no Teatro Riacchuelo Rio

Redação

Deixe um comentário