Entre flores, Jacintho faz música agênera e traz frescor à música independente

Artista de Leme (SP) lança EP homônimo e canta sobre relações

Um jovem mortal era muito querido entre os deuses gregos. Um deles, Apolo, que amava o jovem, o que causou inveja em Zéfiro, o deus do vento. Numa tomada de fúria, ele acabou soltando um vento muito forte, que acabou por matar o jovem. O carinho de Apolo pelo jovem era tão grande, que não conseguindo ressuscitá-lo, transformou-o em flor e lhe deu o nome de Jacinto.

A flor originária dos continentes asiático, africano e europeu também está no sobrenome de Murilo Henrique Jacintho, que lança seu projeto solo, EP e sela de vez a paz com o nome que sempre escondeu, Jacintho. Com a flor no nome, elas ganham protagonismo no EP homônimo e permeiam todas as 4 canções, que foram gravadas ao vivo no Bodeguita Bar, em Pirassununga (SP), foram compiladas também em vídeos que lançados em seu perfil no Facebook e depois disponibilizadas no canal no Youtube. O artista é de Leme (interior de São Paulo).

“Edredom”, “Sobre Flores na Cama”, “Caça Quente” e “Óculos” trazem um eu-lírico agênero, utilizando muitas das vezes as flores como sujeito da ação, o que busca tirar os rótulos e trazer diversidade às canções. A ideia tem tudo a ver com a estética proposta por Jacintho, uma música livre, que mistura ritmos latinos, ciganos, nordestinos e nortistas trazendo um frescor à MPB.

Jacintho canta com paixão e é apaixonado pelo o que faz. A gravação ao vivo dá um gostinho também de como é o show do artista, que é acompanhado pela big band formada por Jacintho (voz), Alyne Suesique, Zica (voz), Marcos Godoy (guitarra), Marcos Zaniboni (contrabaixo), Lucas Gilli (bateria), Estevam Petrocchi (percussão e sonoplastia acústica), Bruno Miranda (saxofone), Adonias Fonseca (trompete) e Joni dos Santos (trombone).

Dentre as músicas, a que mais se destacou foi “Sobre Flores na Cama”, que dá um belo resumo do que se encontra na música de Jacintho:

Sobre flores na cama fala sobre um fim, sem identificar gênero ou orientação sexual. Onde o eu-lírico olha ao redor dentro de uma casa e se sente perdido em meio as ‘flores’, ao passo que entende que acaba de perder algo/alguém. E dessa forma o termo “flores” serve pra representar uma infinidade de sensações e até mesmo objetos. É uma grande reflexão do fim e apresentando as flores como um sujeito que transita não só pela casa, pelo quarto, mas pela grande maioria das canções que componho. Elas servem para referenciar sensações, sentimentos e pessoas”, conta.

Escute Jacintho nas principais plataformas digitais: Spotify, Apple Music, Deezer

Mais sobre Jacintho

Jacintho (foto: Ciro Bertolucci)
Jacintho (foto: Ciro Bertolucci)


Jacintho é uma entidade romântica que narra sobre as aventuras e desventuras do amor e a alcunha do cantor e compositor paulista Murilo Henrique Jacintho. Ele tem uma longa ligação com a música, trabalhando como editor de cultura na rádio Uniara FM de Araraquara (SP), enquanto também apresentava um programa e tocava o blog  “Musicaria”, com Rafael Barone (baixista de Liniker e os Caramelows) sobre música brasileira independente, em 2011. Ele também liderou a banda de postpunk “Ironias”, que o fez viajar pelo país e lançou dois EPs. O segundo EP do projeto Jacintho, já está encaminhado com a seleção do projeto LABMIS, do Museu da Imagem e Som. Murilo reside hoje em Leme (interior de SP).

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