Em julho, projeto aproxima o Galpão 5 da Funarte BH da realidade de um canteiro de obras

O trabalho dos artistas Luis Arnaldo e Marcelino Peixoto traz para dentro do espaço de exposição algumas ações cotidianas do ambiente da construção civil

Exílio
Exílio

O projeto Ação para erguer colinas, proposta dos artistas plásticos Luis Arnaldo e Marcelino Peixoto (Coletivo Xepa), é um dos vencedores do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea de 2015 e ocupa o Galpão 5 da sede da instituição em Belo Horizonte no período de 15 de julho à 31 de agosto. O projeto é composto por duas ações de desenho, Erguer Colinas e Exílio, que serão realizadas a partir da inserção de 80 m³ de areia no espaço e a distribuição em 8 colinas. “Queremos fazer da galeria e seu entorno um canteiro para construção, tornando possível ao espectador perceber o trabalho e o acontecimento como fatos sensíveis, palpáveis e intelectivos”, afirmam.

 De acordo com Luis Arnaldo, a ação “Erguer Colinas” é a primeira e terá duração determinada pelo esforço dos próprios artistas no transporte da areia do pátio central para o interior do Galpão 5. “A partir da entrada no espaço,  iremos desenhar de forma silenciosa, em um trabalho contínuo”, explica Luis. A ação inclui, no dia de abertura da exposição, programada para as 06 horas da manhã do dia 15 de julho, o próprio transporte da jazida até a sede da Funarte MG.

 Após o início do deslocamento das colinas de areia, os artistas começam a segunda ação de desenho, Exílio. Com lápis grafite, Marcelino e Luis irão desenhar sobre as paredes da galeria, usando como referênci​a projeções fotográficas dos montes que restaram do lado de fora, e que ainda serão erguidos no interior do galpão. “ Estamos também propondo uma aproximação dos fazeres cotidianos, no caso, o trabalho em um canteiro de obra, como sinônimo do trabalho do artista”, ressalta Marcelino. Integra a programação a participação de profissionais da construção civil.

 A partir do dia 12 de agosto, os artistas irão disponibilizar a areia para doação.. O material poderá ser retirado, por qualquer pessoa interessada, no próprio pátio da Funarte MG mediante agendamento prévio pelo telefone (31) 99221-7316. Com isso os artistas procuram convocar o público e incluí-lo na condição de atores do trabalho, principalmente os profissionais da construção civil, agentes fundamentais na formação de nossas cidades.

Mais informações sobre o projeto no endereço:

https://erguercolinas.wordpress.com

Os artistas:

Luis Arnaldo. Campinas (SP), 1985. Vive em Belo Horizonte (MG). É bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG (2010) e em Artes Plásticas pela UEMG (2016). Tem como principal objeto de interesse o Espaço e seus agentes formadores. São exposições individuais recentes: Ação de Desenhar o que Resta, SESC Palladium, Belo Horizonte/MG, 2015; Partituras, Fundação Cultural Badesc, Florianópolis/SC, 2016; e Acidente geográfico, Museu de Arte Contemporânea (MARCO-MS), Campo Grande/MS, 2016. Dentre as premiações destaca-se o Prêmio Arte e Patrimônio 2013, do MinC/IPHAN/Paço Imperial, RJ. São programas de residência artística nos quais participou recentemente: Seoul Art Space Geumcheon, Seul/Coreia do Sul (2017); e Embassy of Foreign Artists, Genebra/Suíça (2016).

Marcelino Peixoto. Alvarenga (MG), 1971. Vive em Belo Horizonte (MG). É mestre em Artes Visuais e Bacharel em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFMG. Professor de Desenho do curso de Artes Plásticas e professor da disciplina Arte, Ação e Acontecimento na Pós-graduação em Arte e  Contemporaneidade, ambos na Escola Guignard da UEMG. Desde 2005 integra o Xepa* . Entre as participações em mostras, destacam-se: Daqui a um Século, Centro Cultural UFMG, Belo Horizonte/MG, 1997; Visitantes, Centro Cultural UFMG, Belo Horizonte/MG, 2002; Prato Feito, FAOP, Ouro Preto/MG, 2006; X, Centro Cultural da UFMG, Belo Horizonte/MG, 2007; Parabrisas, Espaciocentro, Córdoba/Argentina, 2007; e O que temos para o almoço, Funarte MG, Belo Horizonte/MG, 2014. São exposições individuais importantes: Riscos Contínuos, BDMG Cultural, Belo Horizonte/MG, 2007; Arqueologia, Galeria da Copasa, Belo Horizonte/MG, 2007; : aquarela : entre : aquarela :, Palácio das Artes, Belo Horizonte/MG, 2008; Transferência, Galeria de Arte da CEMIG, Belo Horizonte/MG, 2009; Ação de Desenhar o que Resta, SESC Palladium, Belo Horizonte/MG, 2015; e Partituras, Fundação Cultural Badesc, Florianópolis/SC, 2016.

* Fundado por Marcelino Peixoto e Viviane Gandra em 2005, o Coletivo Xepa tem como foco principal ações e intervenções em espaços e formatos variados. Mais informações: www.xepa.art.brwww.coletivoxepa.blogspot.com.

Crédito da foto: divulgação. ou de Marcelino Peixoto e Luis Arnaldo

 Serviço: 

INÍCIO • 15 DE JULHO 2017 – 6H ÀS 22H
VISITAÇÃO • 16 DE JULHO A 31 DE AGOSTO,
QUARTA-FEIRA A DOMINGO – 14H  ÁS 22H
LANÇAMENTO DA PUBLICAÇÃO • 31 DE AGOSTO,
QUINTA-FEIRA – 19H ÀS 22H

FUNARTE GALPÃO 5
RUA JANUÁRIA 68, CENTRO – BH – MG – Agendamento de visitas: 99221-7316