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junho 17, 2019
Cinema

“Elegia de um crime” estreia em São Paulo

Documentário, que encerra a “trilogia do luto” do diretor Cristiano Burlan, entra em cartaz exclusivamente no CineSesc

“ELEGIA DE UM CRIME”, de Cristiano Burlan, estreia com exclusividade no CineSesc, em São Paulo, dia 14 de março. O longa, distribuído pela Vitrine Filmes, foi vencedor dos prêmios ABD-SP (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas) e EDT (Associação dos Profissionais de Edição Audiovisual), do 23º Festival É Tudo Verdade, em 2018.  

Após relembrar a morte do pai em “Construção” (2006) e o assassinato do irmão em “Mataram Meu Irmão” (2013), Burlan investiga o trágico assassinato de sua mãe neste documentário. O último filme da “trilogia do luto” procura reconstruir a imagem de Isabel Burlan da Silva mostrando o retrato de um crime cometido pelo próprio namorado, Jurandir Muniz de Alcântara. Impune, o responsável está solto, e a busca pela justiça é o que move a família Burlan.  
  
O cineasta mostra, por meio dos depoimentos colhidos de familiares e amigos, um crime que milhares de mulheres sofrem todos os dias: “Minha mãe foi vítima de feminicídio, é preciso falar cada vez mais sobre isso”, diz Burlan. O criminoso, que agiu por ciúme, enforca a namorada sem dar a ela qualquer chance de defesa.  Jurandir Muniz de Alcântara é foragido da polícia e já havia cometido esse ato anteriormente.  
  
Para o diretor, filmar “ELEGIA DE UM CRIME” foi uma maneira de superar e se vingar do crime contra sua mãe. “Fazer filmes é olhar nos olhos do abismo. No ‘Elegia de um crime’ expus partes da minha tragédia familiar, ouvi parentes e amigos, cujos depoimentos trouxeram à tona destinos de diversos personagens, mapeando o histórico de dolorosas feridas emocionais destas pessoas e as minhas próprias”, completa.  
  
SINOPSE     
Uberlândia, Minas Gerais, 24 de fevereiro de 2011. Isabel Burlan da Silva, mãe do diretor, é assassinada pelo parceiro. “Elegia de um crime” encerra a “Trilogia do luto”, que aborda a trágica história da família. Diante da impunidade, o filme mergulha numa viagem vertiginosa para reconstruir a imagem e a vida de Isabel.  
  
FICHA TÉCNICA
Direção: Cristiano Burlan  
Produção: Bela Filmes  
Coprodução: Sancho&Punta  
Produção executiva: Priscila Portella e Bruno Caticha  
Roteiro: Cristiano Burlan e Ana Carolina Marinho  
Direção de fotografia: Cristiano Burlan, Renato Maia e Henrique Zanoni  
Montagem: Cristiano Burlan e Renato Maia  
Edição de som: Julia Teles e Vanessa Gusmão  
Mixagem: Edson Secco  
Duração: 92 min  
Classificação indicativa: 14 anos  
Ano de produção: 2018  

O DIRETOR  
CRISTIANO BURLAN nasceu em Porto Alegre. É diretor de cinema e teatro e professor. Sua filmografia contém mais de 20 filmes, entre ficções e documentários. Realizou a “Tetralogia em Preto e Branco” composta por quatro longas-metragens sobre a cidade de São Paulo, são eles: “Sinfonia De Um Homem Só”, “Amador”, “Hamlet” e “Fome” (premiado no último Festival de Brasília do Cinema Brasileiro). Seu documentário “Mataram meu irmão” (2013) foi o vencedor do É Tudo Verdade 2013, angariando os prêmios de Melhor Filme do Júri Oficial e da Crítica, do 4º Festival SESC de Melhores Filmes como Melhor Documentário do Ano e do Prêmio do Governador do Estado de São Paulo como Melhor Filme. Em 2016, escreveu o roteiro do longa-metragem “A Mãe”, selecionado para o 7º Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting e vencedor do prêmio de coprodução internacional para participar do Cinélatino, Rencontres de Toulouse – FRANCE. Em 2018, lançou seu último longa-metragem de ficção em que dirigiu e roteirizou, “Antes do Fim”, uma coprodução com o Canal Brasil que tem como protagonistas Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet. No mesmo ano, estreou no Festival É Tudo Verdade, em competição, o documentário “Elegia de um crime” sobre o assassinato de sua mãe. O filme encerra a “Trilogia do Luto” composta também pelos filmes “Construção” e “Mataram meu irmão”.  

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