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março 24, 2019
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Djavan mostra a autenticidade de sua obra, fala de briga com produtor e do estranhamento de suas letras em podcast exclusivo da Deezer

Conforme conversamos, segue a pauta sobre o Deezer Essenciais com ninguém mais, ninguém menos que Fato consumado, Djavan e sua sonoridade são um Oceano que nos devora. Aos 50 anos de carreira, essa flor de liz da música brasileira – planta símbolo de lealdade, honra e poder na cultura antiga francesa, mas também da pureza, da beleza e até da renovação espiritual – é o novo convidado do Deezer Essenciais.

Companheiro de um dia frio de muita gente, no Deezer Essenciais, podcast exclusivo da Deezer, série que homenageia músicos brasileiros renomados através de entrevistas que usam a discografia do artista como fio condutor da conversa, Djavan conta do estranhamento inicial de seu nome, de processos difíceis de gravação e seu cuidado em preservar a autenticidade de seu trabalho no início, meio e fim.

Esse bem querer e fidedignidade com sua arte ficam explícitos no trecho do Essenciais que ele comenta a gravação do disco Lilás, de 1984, em Los Angeles, nos EUA. Djavan teve alguns problemas com o produtor e o engenheiro de som. Ele descreve como uma experiência horrível, um dos discos mais difíceis e sua carreira, duas pessoas que dificultaram demais a sua vida: “Eles não estavam acostumados com um artista que realmente sabia o que queria. Em geral o que acontece é que um produtor determina tudo num disco, inclusive direciona esse disco para onde quiser, independente do que foi gravado”, explica. Mas quem bateu o martelo foi o cantor, dizendo ao engenheiro: “Rapaz, você não vai conseguir fazer isso num disco meu. O disco é meu, quem manda sou eu, quem vai dizer como ele tem que ser sou eu”.

Açaí, guardiã, zum de besouro um ímã, a suavidade da branca tez da manhã na sonoridade das letras de Djavan chamam atenção pela beleza e complexidade. Mas nem sempre foram aceitas. Assim como seu nome, que foi contestado no início de carreira, quando queriam trocar ou colocar mais letras, como ele conta no Deezer Essenciais, as letras passaram pela linha do equador que parecia dividir e excentricidade da poesia. Com o álbum “Seduzir”, gravado em 1981, a questão veio à tona: “A música ‘Faltando um pedaço’ é uma música muito importante deste período porque ela começa a colocar no foco a minha escrita, a minha letra, né? Que acabou virando uma que se questionou, e contestou, e gostou, e amou. Quer dizer, isso eu acho ótimo porque é uma movimentação que decorre de algo que é a princípio inusual (a minha maneira de escrever). E ‘faltando um pedaço’ inicia essa discussão”, comenta.

Quem gosta parece estar jurado pra morrer de amor por Djavan, então não perde tempo e clica no Essenciais Djavan, onde 15 faixas foram selecionadas para que ele contasse a sua história. Essas e outras curiosidades, contadas pelo próprio e intercaladas por trechos de seus hits estão lá.   

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