Diogo Nogueira no Vivo Rio

Alma Brasileira, o quarto DVD da carreira de Diogo Nogueira, foi gravado também no Vivo Rio, em 25 de maio, como uma grande homenagem ao samba e à música popular brasileira, homenageando artistas que ajudaram na sua formação musical. São novas versões para canções de Milton Nascimento, Djavan, Gonzaguinha, e até Cazuza e Tim Maia, além das referências no samba como João Nogueira, Zeca Pagodinho, Roberto Ribeiro e Beth Carvalho. Na gravação Diogo contou com a participação especial de duas grandes estrelas do cenário musical: Maria Rita, com quem o cantor dividiu o palco pela primeira vez, para juntos interpretarem “Beiral”, de Djavan; e Beth Carvalho, madrinha musical do cantor, que cantou com ele “Caciqueando” e “Firme e Forte”.

No novo show, que tem duração de 80 minutos, Diogo estará acompanhado de uma banda de 11 músicos: Boris (direção musical e baixo), Henrique Garcia (cavaco), Wallace Peres (violão), Gordo (bateria), Inácio Rios (coro e banjo), Bruno Barreto (coro e percussão), Maninho (percussão), Wilsinho (percussão), Lamir Teixeira (flauta e sax), Fabiano Segalote (trombone) e Dodô Moraes (teclado). A direção de arte e cenografia do espetáculo é de Zé Carratu, o conteúdo visual de Arthur Carratu do Studio Curve, o desenho de luz de Cesio Lima e Thiago Bonanato e a operação e programação de luz de Lucas Gallardo.

O roteiro musical do novo show inclui todo o repertório do novo DVD, incluindo sucessos como “Porta Voz da Alegria”, “Alma Boemia”, “Clareou” e as inéditas “Pé na Areia”, e “Tim tim por tim tim”, além dos clássicos de Djavan (“Flor de Lis”, “Avião”, “Fato Consumado” e “Beiral”), Cazuza (“Codinome Beija Flor”), Gonzaguinha (“Sangrando”), Milton Nascimento (“Beijo Partido” e “Travessia”), Tim Maia (“Descobridor dos Sete Mares”), Zeca Pagodinho (“Cabô meu pai”, “Uma prova de amor” e “Quando a gira, girou”), e de seu pai João Nogueira (“Nó na Madeira”), escolhidas para relembrar as referências musicais de Diogo.

Com quase 10 anos de carreira, o carioca Diogo Nogueira é, sem dúvida, um dos principais nomes do atual cenário do samba brasileiro. Artista multifacetado, Diogo é cantor, compositor, instrumentista, apresentador, estreou como ator em 2015 no musical “SamBRA”, além de apresentador (seu programa “Samba Na Gamboa”, é hoje a maior audiência da TV Brasil e é também exibido pela TV Cultura). Com cerca de um milhão de cópias vendidas de seus CD e DVD, Diogo foi indicado ao Grammy Latino por todos os seus álbuns, prêmio que venceu por duas vezes. Sua discografia (sete CDs e três DVDs) renderam ao cantor seis discos de ouro, três DVD de ouro, dois de platina e um de platina dupla.

“Alma Brasileira” – o novo DVD de Diogo Nogueira

“Nascido e criado no samba, convivi desde menino com os grandes mestres que frequentavam a minha casa em festas intermináveis…”.

Como em muitos filmes biográficos, Diogo Nogueira começa seu quarto DVD, “Alma brasileira”, apresentando-se diretamente ao espectador. Para em seguida explicar quem eram os mestres e o que eles ensinaram:

“… poetas, boêmios, sambistas que me ensinaram o batuque, o gingado e a malandragem. Filho de Ângela e João Nogueira…”

Diogo Nogueira nasceu em berço de ouro musical. E herdou de seu pai, João Nogueira, o gene da voz de timbre bonito e o jeito malandreado, inventivo de cantar e de compor, principalmente samba. Herdou, mais do que isso, uma história no meio do samba e da música popular. Poderia, se assim quisesse, jamais levantar de berço tão esplêndido.

Mas qual nada, a maior herança de Diogo – mais que a voz, o convívio com os mestres e a história – são as tais “festas intermináveis”. Vale lembrar, no ano em que o samba começa a comemorar seu centenário oficial, que antes de ser ritmo, de ser gênero musical, de ser propriamente música, samba era sinônimo de festa. “Vamos ao samba de fulano”, dizia-se antes de 1917 mesmo que na festa em questão tocasse uma valsa, um lundu, um tanguinho brasileiro.

Pois “Alma brasileira” é isso: uma daquelas “festas intermináveis” que, se antes eram promovidas por João Nogueira, hoje são por seu filho cheio de bossa para cantar. E com muito carisma para comandá-las.

No “samba” de Diogo Nogueira é claro que o samba predomina.

Logo na abertura, e ainda no mesmo diapasão autobiográfico da fala que inicia o filme, ele diz quem é na forma do samba clássico “Porta voz da alegria” (de André Renato e Luiz Claudio Picolé), título de seu mais recente CD: “Eu sou partideiro/Porta-voz da alegria da rapaziada/Carioca da gema e bom brasileiro/E a vida que eu levo não troco por nada”.

Em seguida, pinça o que já é um pequeno clássico do seu repertório, “Alma boêmia” (da grife Toninho Geraes/Paulinho Resende), música num formato tão contemporâneo, o samba de roda à carioca, na melhor linhagem que vem de Martinho da Vila, passando por Roberto Ribeiro e desaguando em Zeca Pagodinho. “Morro dos prazeres que você me dá/Quando eu não sair de marola/Eu vou te levar/Você dorme cedo, eu só vou deitar/Quando dou o tom na viola pro galo cantar”, diz o samba de roda ambientado na carioca Santa Tereza.

Aliás, não por acaso, uma sequencia de sambas iniciais desemboca numa homenagem a Zeca Pagodinho, de certa forma pai de todos os sambistas contemporâneos, num medley de tirar o fôlego, com “Cabô meu pai” (Moacyr Luz/Luiz Carlos da Vila/Aldir Blanc), “Uma prova de amor” (Nelson Rufino/Toninho Geraes) e “Quando a gira, girou” (Serginho Meriti/Claudinho Guimarães).

Zeca viu a homenagem e curtiu: “O Diogo é um garoto muito bom, e é um dos poucos que está virando mais amigo, tem sido muito bom pra mim, falei isso pra ele outro dia: que aprendi muito com o pai dele e hoje tô aprendendo com ele.”

O espírito festeiro de Diogo e de sua música fica evidente num dos sambas inéditos do DVD, “Segue o baile”, outra de Luiz Claudio Picolé em parceria com Flavio Cardoso, uma deliciosa crônica sobre a noite carioca em forma de samba sincopado: “Hoje tem baile lá na quadra/Mais tarde o bicho vai pegar/Vai ter Bebeto, Devaneios, Copa 7/Não posso faltar/Coloco meu pisante novo/E vou pro meio suingar”.

O balanço festivo contamina até sambas românticos com o também inédito “Tim tim por tim tim” , do midas Serginho Meriti e Rodrigo Leite, com pinta de sucesso: “Eu faço tudo pra ficar contigo/Eu compro um sítio em Jacarepaguá/Se é pra ficar contigo eu faço tudo pra te namorar/Morar na Paraíba ou no Paraná/Faço de tudo pra te agradar, é só você mandar”.

Mas no “samba” de Diogo Nogueira, como nos velhos sambas, nas antigas “festas intermináveis”, há muito mais do que samba. Na verdade, na “Alma brasileira” de Diogo cabe de tudo que possa traduzir tal alma. Ou seja, tudo que ele goste de cantar. Simples assim.

Lá pelas tantas, Diogo dá um “viva à música popular brasileira”. E canta, por exemplo, o que há de mais sofisticado no repertório de Milton Nascimento como a canção “Beijo partido”, de Toninho Horta. Ou transforma em samba o primeiro sucesso de Milton, “Travessia”. E canta, de seu jeito, Cazuza (“Codinome Beija-flor”), Gonzaguinha (“Sangrando”), Tim Maia (“O descobridor dos sete mares”) e uma sequência respeitável de Djavan: “Flor-de-lis”, “Avião”, “Fato consumado”.

Com outra cantora que nasceu em berço de ouro e que abraçou o samba, Maria Rita, Diogo divide uma outra canção de Djavan, uma suingadíssima “Beiral”, em gravação digna de uma parceria entre a filha de Elis Regina e o filho de João Nogueira.

Milton e Djavan já ouviram o que Diogo fez com a obra deles. E aprovaram: “Um trabalho impecável, muito atento aos mínimos detalhes. Simplesmente lindo”, escreveu Milton Nascimento sobre “Alma brasileira.  “Adorei as versões do Diogo para as minhas músicas”, rebateu Djavan. “Com estilo e leveza, consegue imprimir sua marca, trazendo essas canções para o seu universo. Muito bom”.

O tal “universo” de Diogo a que se refere Djavan, com todo o seu ecletismo, é mesmo o samba. Por isso é muito significativo o passeio quase histórico que ele faz pelo gênero centenário.  Ele recebe a madrinha do samba contemporâneo, Beth Carvalho, para um emocionante dueto pagodeiro em torno dos clássicos do quintal “Firme e forte”, de Efson e Nei Lopes, e “Caciqueando”, de Noca da Portela.

Passeia pelo universo de sua escola, a Portela, numa sequência aberta pelo clássico de Monarco “Coração em desalinho”. Apresenta uma sequencia de partido-alto. Revisita o universo do pai com o sincopado “Nó na madeira”. E do repertório de Roberto Ribeiro redescobre o lindo “Inquilino do universo”. Explora do samba social de Leci Brandão (“Zé do Caroço”) às crônicas tão típicas da Geração Cacique de Ramos com sucessos de Zeca Pagodinho (“Faixa amarela”, “Não sou mais disso”, “Brincadeira tem hora”), Almir Guineto (“Não quero saber mais dela”, “Caxambu”) e Jorge Aragão (“Cabelo pixaim”). E chega até a geração pós-Cacique, com sambas como “Samba de Arerê”, de Xande de Pilares.

Na sua festa, Diogo Nogueira pede licença aos convidados para mostrar seu samba novo. E ataca no romântico e suingado “Paixão, além do querer”, parceria com seus companheiros de banda Inácio Rios e Raphael Richaid. E apresenta sambas de novos compositores, como o quase bossanovista (pela sofisticação harmônica e pelo clima) “Pé na areia”.

E se a casa é de samba, por isso simples, o tratamento musical é de luxo. Além do conjunto que normalmente acompanha Diogo, há orquestra de cordas, sopros e coro, com direção musical e arranjos do baixista da banda, Boris, e alguns arranjos também do mestre Jota Moraes.

Gravado no Vivo Rio em 25 de maio de 2016,  com direção geral do próprio Diogo, de Afonso Carvalho e  Raoni Carneiro,”Alma brasileira” faz jus ao título. Ao revelar a alma musical de um artista brasileiro acaba por revelar o momento musical de um país do ponto de vista de sua mais importante linhagem, a do centenário samba carioca. E de como ele é feito hoje. (por Hugo Sukman)

Serviço

Data: 20 de Maio
Local: Palco Principal
Horário de início do Espetáculo: 22h
Abertura da casa: 20h
Censura: 18 anos
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Telefone: 2531-1227
Facebook: http://www.facebook.com/VivoRioRj

BILHETERIA

Camarote A – R$ 220,00
Camarote B – R$ 180,00
Balcão – R$ 80,00
Frisa – R$ 150,00
Setor Vip – R$ 220,00
Setor 01 – R$ 180,00
Setor 02 – R$ 140,00
Setor 03 – R$ 100,00

Vendas online: www.vivorio.com.br 

Meia-Entrada: Estudantes, Professores da Rede Pública do Município do Rio de Janeiro e maiores de 60 anos são beneficiários de desconto de 50%. A venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada ao comparecimento do beneficiário aos pontos de venda, munido de documento original que comprove condição prevista em lei. É obrigatória a apresentação dos documentos também na entrada do espetáculo.

– Estacionamento com manobrista
– Aceitamos dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa, Mastercard, Credicard e Diners)
– Não aceitamos cheques
– Acesso para deficientes físicos
– Ar condicionado

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