Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita é marcado com caminhada, em Copacabana

Ação acontece no domingo (17) e contará com a presença de representantes da área e pacientes

O Grupo Perinatal, em parceria com ONGs, Associações e Sociedades, irá realizar, no próximo dia 17 de junho, a Caminhada pela Conscientização da Cardiopatia Congênita. A ação contará com a presença de profissionais da área de saúde, além de representantes da ONG Pequenos Corações, SOPERJ (Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro), SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) entre outros. “Estão todos convidados para essa caminhada, que marca um momento de luta, conscientização e esperança”, completa Dra. Sandra Pereira, Coordenadora de cirurgia cardíaca da Perinatal. O evento terá como ponto de encontro o Hotel Copacabana Palace e a concentração se inicia às 09h.

Dia 12 de junho foi adotado, no Brasil, como Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita Hoje a malformação é responsável por 40% dos óbitos por anomalia congênita em bebês com menos de um ano. “Precisamos esclarecer mais sobre a importância do pré-natal, e com isso do diagnóstico precoce. Além de debater propostas para que todas as crianças tenham acesso ao tratamento adequado”, finaliza Dra. Sandra.

Dados gerais:

Cardiopatia Congênita é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge no coração do bebê durante a gestação.

1 em cada 100 fetos apresenta problemas de malformação do coração no mundo;

É responsável por 40% dos óbitos por anomalia congênita em bebês com menos de 1 ano;

A incidência é a mesma da síndrome de Down , e crianças com a síndrome têm 30% mais chance de apresentar doença do coração;

Média de sobrevida internacional é de 75%;

70% dos casos de cardiopatia congênita necessitam de intervenção logo no primeiro ano de vida;

1 em cada 3 casos necessita de cirurgia complexa no primeiro mês de vida;

Ao ano, são 28.846 novos casos no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular;

Existem mais de 45 cardiopatias principais, podendo chegar a 150 subvariedades;

Mais de 30% dos cardiopatas críticos recebem alta das maternidades sem diagnostico, aumentando o risco de vida: “Muitos deles chegarão ao hospital já em estado grave de saúde e correm risco de morrer ou terem várias lesões e sequelas”, explica a Dra. Sandra Pereira, coordenadora de cirurgia cardíaca da Perinatal.

Assista ao vídeo com a Dra. Sandra Pereira sobre as Cardiopatias Congênitas

Como é feito o diagnóstico?

O exame pode ser feito durante o pré-natal, entre a 18ª e a 24ª semana de gestação, caso seja solicitado pelo médico;

O exame é o ecocardiograma fetal (ultrassom com ênfase no coração), procedimento intrauterino com o qual realiza-se uma avaliação morfológica e funcional do coração do feto;

Outro exame que se realiza para uma triagem em todos recém nascidos é o Teste do Coraçãozinho, hoje obrigatório em todas as maternidade. Caso haja uma suspeita da cardiopatia o recém nascido não pode ser liberado para alta, antes de ser feito um ecocardiograma no bebê.

Se diagnosticada a cardiopatia, obstetra e pediatra poderão encaminhar a gestante para um centro de referência em cardiologia neonatal, para que a cirurgia seja feita logo após o nascimento, aumentando as chances de sobrevida do bebê;

Há bebes que nascem assintomáticos e podem vir a falecer pouco tempo depois.

Principais patologias:

De alta complexidade:

Hipoplasia da cavidade esquerda (imagem): quando o bebê nasce sem a metade principal coração, com mortalidade de 100% caso não seja realizada a reconstrução. A Cirurgia de Norwood é realizada em poucos hospitais no Brasil, e no RJ somente em um hospital. Esses são pacientes muito graves, com predisposição a diversas complicações, o que exige uma equipe especializada.

Doença de Ebstein: Consiste no comprometimento do lado direito do coração, fazendo com que ele aumente de tamanho de forma exagerada. De difícil reconstituição, cirurgia com a técnica do Cone se tornou reconhecida em todo o mundo por preservar as válvulas do paciente, evitando a evolução para o uso de válvulas artificiais, o que exigia novas cirurgias apenas para a substituição das próteses.

Transposição com Comunicação Interventrícular e Estenose Pulmunar: acontece quando os vasos estão trocados, sendo necessária a mudança de posicionamento da aorta e da artéria pulmonar, paralelamente ao processo de desobstrução da artéria pulmonar. A técnica da translocação não exige o uso de próteses, material artificial colocado no coração

Outras cardiopatias graves:  tetralogia de Fallot, defeito do septo atrioventricular, drenagem anômala de veias pulmonares, entre outras.

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