BRAIN+ em parceria com Möeller&Botelho promove curso prático para teatro musical com Charles Möeller no Theatro NET Rio

Workshop com início em 2 de maio terá prática de montagem do musical Pippin, novo projeto da dupla Claudio Botelho e Charles Möeller.

Charles Möeller
Charles Möeller

Foi exatamente no palco da Sala Paulo Pontes, no Theatro Net Rio, que Charles Möeller e Claudio Botelho iniciaram os ensaios de seus primeiros espetáculos, nos idos anos 2000. Não é à toa a relação afetiva que o diretor mantém com o espaço onde fará a partir do dia 2 de maio um curso prático para teatro musical, em que os alunos poderão participar de todas as etapas de produção de um grande musical. Após as lições técnicas do método Möeller e Botelho apresentadas no primeiro mês, em seguida os alunos terão a oportunidade de partir para a prática. Os exercícios serão aplicados em cima de uma montagem do musical da Broadway Pippin, de Bob Fossen, cujo os direitos foram adquiridos pela dupla e a expectativa é de uma montagem para o segundo semestre.

Serão duas turmas de 60 alunos no máximo e uma carga horário de quatro horas semanais. O pré-requisito é ser maior de 12 anos de idade e principalmente ser um apaixonado pelo processo e estar interessado em ingressar no mercado de musicais. O curso faz parte da programação do +FESTIVAL Möeller&Botelho, que além do curso esta com dois espetáculos em cartaz no Theatro NET Rio, O Que Terá Acontecido a Baby Jane? e BEATLES NUM CÉU DE DIAMANTES 

– Vamos poder ver a diferença de um diretor de teatro e um diretor de musical. O de musical canaliza toda a cena para a canção e tudo isso flui para o cérebro divido em três partes: música, dança e interpretação – conta Möeller.

Há mais de 20 anos promovendo oficinas de teatro, Charles já revelou grandes talentos, cultivou jovens colegas de trabalho, além de reencontrar parceiros. No curso, alguns atores que fizeram parte da trajetória da dupla Möeller e Botelhos farão participações especiais anunciadas semanalmente.

– Um ator de musical é um diamante se lapidando diariamente, porque não é uma arte que demande um tempo gigante de elucubração. Você tem oito semanas para dançar, cantar, interpretar, pôr figurino e isso não significa que seja superficial, mas sim que o seu mergulho tem que ser muito mais radical. Tem que ter emoção, razão e foco. Isso não significa frieza. Você tem que ter todo o emocional trabalhado, senão fica parecendo um exorcismo – brinca o diretor.  

Musical Pippin

Pippin é um musical escrito e musicado por Stephen Schwartz, com libretto de Roger O. Hirson e direção e coreografia por Bob Fosse. Ele conta a história de Pippin, um jovem príncipe filho mais velho do rei Carlos Magno, em busca de autoconhecimento e de um significado para a sua vida. O protagonista e seu pai são personagens derivados de duas figuras reais da Idade Média, apesar do enredo, que se passa por volta de 780 d.C., no Sacro Império Romano,[1] ter muito pouca precisão histórica sobre eles.

Inicialmente um exercício estudantil de teatro criado por Schwartz para o grupo de teatro Scotch ‘n’ Soda Club da Carnegie Mellon University em 1967, com o nome de PIPPIN, PIPPIN,[2] ele estreou no Imperial Theatre na Broadway em outubro de 1972 e permaneceu quatro anos e meio em cartaz com apresentações contínuas, sendo hoje o 32º musical de maior duração na Broadway.[3] Multipremiado com o Tony Awards quando de seu lançamento, o musical teve diversas remontagens pelos Estados Unidos e pelo mundo nas décadas seguintes, culminando com a remontagem na Broadway de 2013, consagrada com 4 Tonys e 4 Drama Desk Awards. Os protagonistas da montagem original e da remontagem de 2013, Ben Vereen e Patina Miller, são os únicos dois atores a terem conquistado o Tony de melhor ator ou atriz em musical pelo mesmo personagem – o Mestre de Cerimônias.

Charles Möeller  (Santos SP – 1967)
Ator, diretor teatral, autor teatral, cenógrafo, figurinista, autor e diretor de TV. Charles Möeller Falcão nasceu em Santos (SP) em 30/04/1967 e foi criado em São Vicente. Foi no SESC de Santos que, aos 13 anos, fez seu primeiro curso de teatro, e participou de uma montagem amadora de “Morte e Vida Severina”, de Chico Buarque e João Cabral de Melo Neto, interpretando o Anjo da Morte. Em 1985, iniciou sua carreira de ator no teatro profissional na peça “O Noviço”, com direção de Neyde Veneziano, interpretando o papel-título, Carlos.

Aos 16 anos, passou para a faculdade de Arquitetura, a qual cursou por um ano. Completou sua formação no Conservatório de Artes e Música (na Faculdade do Carmo, na Ponta da Praia), onde fez licenciatura de artes cênicas e artes musicais. Apaixonado desde muito cedo por teatro, Charles começou, aos 14 anos, a viajar para São Paulo para assistir espetáculos. Em uma dessas idas à capital paulista, assistiu a uma trilogia do diretor e criador do CPT – Centro de Pesquisa Teatral, Antunes Filho: “Romeu e Julieta”, “Nelson 2 Rodrigues” e “Macunaíma”. Ali decidiu para sempre o que queria ser e fazer na vida.

A gente não escolhe ser ator. É algo que você é ou você não é. Eu não consigo ter outra imagem na minha cabeça, durante minha infância, que não seja querer fazer teatro, querer pertencer a este mundo“, disse ele em uma entrevista.

 Aos 18 anos, mudou-se de vez para São Paulo, onde participou, por três anos, do CPT – Centro de Pesquisa Teatral, fundado pelo diretor Antunes Filho. Neste período, passou a fazer assistência de cenografia para J.C. Serroni, com quem trabalhou em espetáculos como “Xica da Silva” (direção de Antunes Filho/1988), “Jogo de Cintura” (texto e interpretação de Jandira Martini e Marcos Caruso, com direção de José Renato/1988) e “Paraíso Zona Norte” (junção de ‘A Falecida’ e ‘Os Sete Gatinhos’, de Nelson Rodrigues, com adaptação e direção de Antunes Filho/1989). Da cenografia, ele chegou aos figurinos. Em 1989, trabalhou com Gabriel Vilella em “O Concílio do Amor”, montagem do grupo Boi Voador. Por seu trabalho com os figurinos deste espetáculo, Charles ganhou os prêmios Mambembe, Shell, Apetesp e Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). O espetáculo foi apresentado de 16/11/1989 a 23/12/1990, no Centro Cultural São Paulo, e contava, no elenco, com Mônica Salmaso, Jairo Mattos, Cacá Amaral e João Fonseca, entre outros.

Em 1991, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde assinou a cenografia e o figurino de “O Alienista”, de Machado de Assis e direção de Almir Telles; “Dorotéia”, de Nelson Rodrigues e direção de Carlos Augusto Strazzer; e “Hello Gershwin”, musical de George Gershwin com direção de Marco Nanini, quando trabalhou pela primeira vez com Claudio Botelho. Como ator, trabalhou em espetáculos como “Colombo” (direção: Marcus Alvisi), “Lago 22” (direção: Jorge Takla), “A Gaivota” (direção: Jorge Takla), “Masther Harold e os Meninos” (direção: Antonio Mercado) e “Outra Vez” (direção: Sérgio Viotti).

Participou do grupo Os Fodidos Privilegiados, onde trabalhou com os diretores Antônio Abujamra e João Fonseca em “Exorbitâncias, uma Farândula Teatral” (ator, figurino e cenografia); “O Casamento” (figurino e cenografia), pelo qual recebeu o Prêmio Shell pelo figurino; “Auto da Compadecida” (figurino e cenografia); e “Os Libertinos: Tróilo e Créssida” e “Os Libertinos: Timon de Atenas” (cenografia). Sob a direção de Ana Kfouri, fez a cenografia e o figurino de “Volúpia” e “Gula”, ambos com roteiro da diretora.

Assinou também os cenários e figurinos dos espetáculos “De Rosto Colado”, de Irving Berlin e direção de Marco Nanini; “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson; “O Jovem Torless”, de Robert Musil; “Os Fantástikos”, musical de Schmidt & Jones; “Futuro do Pretérito”, de Regiana Antonini; “Na Bagunça do Teu Coração”, de João Máximo e Luiz Fernando Vianna, com direção de Bibi Ferreira; “Amor de Poeta”, de Tiago Santiago, direção de André Mauro; e “Candide”, opereta de Leonard Bernstein, com direção de Jorge Takla. Em 2002, Charles fez a adaptação de “A Diabólica Moll Flanders”, de Daniel Defoe. Para este espetáculo, protagonizado por Ary Fontoura, assinou também a direção e o cenário.

 Charles também criou cenários e figurinos para óperas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e de São Paulo, entre elas “Cavalleria Rusticana”, “La Bohème”, “La Traviatta” e “Madama Butterfly”. Em 2015, Charles assina o texto do espetáculo “O Impecável”, estrelado por Luiz Fernando Guimarães, e com direção de Marcus Alvisi.

SERVIÇO:

CURSO PRÁTICO PARA TEATRO MUSICAL COM CHARLES MÖELLER

Theatro Net Rio – Sala Tereza Rachel. Rua Siqueira Campos, 143 – Sobreloja – Copacabana. (Shopping Cidade Copacabana).

Data: A partir de 2 de maio.

Horário: Terças e quintas às 19h e às 21h

Classificação: A partir dos 12 anos.

Investimento:

Capacidade do Teatro: 60 pessoas por turma

Telefone: 21 2147 8060 / 2148 8060

Site: www.theatronetrio.com.br

Acessibilidade

Estacionamento no Shopping, entrada pela Rua Figueiredo Magalhães, 598.