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junho 16, 2019
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Curso na Tijuca ensina idosos a usarem redes sociais

Alunos usam seus próprios celulares e tablets para praticar

É notório que a população brasileira com mais de sessenta anos de idade vem crescendo. Temos bairros no Rio de Janeiro que já possuem um perfil de terceira idade. Estudos, inclusive, já comprovam esse número. O IBGE comprova essa sensação que temos quando nos mostra que, em 1940, havíamos crescido 4% em relação a pessoas com mais de 60 anos e, hoje, temos um crescimento de 10%. Isso representa um contingente de quase de 15 milhões de pessoas, ou seja, 8,6% da população brasileira.
 
Como fazer com que os idosos acompanhem todas as mudanças e que seja inserido e aprenda a manipular uma tecnologia a qual foi exposto tardiamente? Às vezes, esse idoso sequer tem à sua disposição qualquer tipo de aparelho, mesmo quando participa de um núcleo familiar que esteja integrado na era digital. 
 
Aprender algo novo já é um desafio para qualquer pessoa. Quando falamos de terceira idade, normalmente apresentam certo receio ou desconforto com esse tema. “O medo de sentir ridículo ou mostrar fragilidade acaba fazendo com que eles recuem frente ao novo”, conta Tathiana Tavares, fonoaudióloga especialista em ginástica para o cérebro e neurologia. Por entender tudo isso, aulas de inclusão digital são promovidas pelo Método Supera Tijuca, que utiliza apostilas adequadas para esse público com letras grandes e linguagem de fácil entendimento. A especialista acrescenta que os alunos levam seus próprios dispositivos – celulares e tablets – às aulas porque, dessa forma, eles já colocam em prática o que aprendem nos aparelhos que usam no seu dia a dia. As aulas são feitas por temas como fazer download de aplicativos, receitas culinárias, mídias (fotos e vídeos), mapas (GPS), sites de compras online, redes sociais, etc. 
 
Para Vera Lúcia, professora aposentada de 81 anos, as aulas sobre tecnologia fizeram com que aprendesse um mundo novo. “Eu não sabia nada. Tinha até medo de mexer no aparelho. Inclusive, me sentia uma ‘analfabeta digital’. Hoje, vejo como posso me manter informada e, principalmente, como a vida na tecnologia é útil e facilitadora”, conta a aposentada. 
 
“A maioria dos alunos nos procura com discurso muito parecido, não querem mais depender dos filhos ou netos para executar tarefas no celular. Querem se  sentir livres para buscar, explorar e interagir com a tecnologia e as pessoas. Curioso como são situações muito parecidas. Filhos que ao invés de explicar, pegam o aparelho, resolvem o problema e devolvem sem permitir que o idoso aprenda. Aqui ele recebe uma atenção especial, com explicações que muitas vezes vão além do conteúdo exposto nas apostilas. A medida que vão aprendendo e conseguindo executar se tornam mais confiantes e felizes. Os sorrisos nas aulas mostram isso”, explica Tathiana. 
 
A professora de Geografia Darcy Monteiro, de 76 anos, brinca que, com o conhecimento em tecnologia, saiu da pré-história. “Por onde circulo, professores, amigos e família, todos são muito sabidos sobre isso. Me sintia atrasadinha. Precisei correr atrás para ter um pouco de conhecimento digital”, conta Darcy.
 
As aulas acontecem uma vez por semana e tem duração de duas horas durante quatro meses. O aluno, ao se matricular, recebe um kit de material didático composto por duas apostilas, uma bolsa e um lápis. Temos wifi para que possa usufruir de todo aprendizado de forma plena, sem riscos de depender da sua rede de dados.
Serviço: o Método Supera Tijuca fica na Rua Conde de Bonfim, 425, loja H, Tijuca, Rio de Janeiro. Horário de funcionamento: 9h às 18h. Telefone: (021) 3069-9794. 

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