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maio 23, 2019
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Crítica | Verão

📷 Hype Film Production

Apesar do título, trata-se de um filme muito “frio” 

Na década de 1980, enfrentando uma crise econômica, a URSS (Rússia) deixava de ser a segunda maior economia do mundo, ao ser ultrapassada pelo Japão. Na época, os militares tratavam com mão de ferro os fãs do rock. Imagine-se num show de rock sentado, quieto, silencioso, vestido como numa missa de domingo era assim que os adeptos do movimento musical, incentivados pelos Estados Unidos, eram obrigados a se comportar. Esse retrato é apresentado em Verão, que estreia nesta quinta-feira, dia 22 de novembro, em circuito alternativo (Recife, São Paulo e Rio de Janeiro). 

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Na sinopse, no verão de 1981, o rock underground chegava na Rússia Soviética, mais precisamente em Leningrado, onde hoje localiza-se a cidade de St. Petersburg. Sob a influência de artistas internacionais, como Led Zeppelin e David Bowie, o rock vibrava na cidade, marcando o nascimento de uma nova geração de artistas independentes. O jovem Viktor Tsoi (Teo Yoo) ganhou fama internacional e tornou-se o primeiro grande representante russo do gênero. Além da música, ele também ficou conhecido pelas polêmicas relacionadas a sua vida pessoal, como o triângulo amoroso que viveu junto com o seu mentor musical, Mike, e a esposa dele, Natasha.

Partindo do enredo, a produção levou o momento muito à sério. Tudo é chato: o fã não curte rock, assim como os jovens não bebem, não fumam, tampouco gozam. Um panorama artístico completamente diferente de um contexto social do ocidente. Aliás, o filme é mais música (mesmo sem letras), do que história.

Por falar em história, não é possível falar sobre, já que o roteiro foi escrito com muita preguiça. Faltam elementos na narrativa. Os diálogos são apresentados de qualquer forma. Percebe-se muita falta de vontade. Se houvesse o interesse, Kirill Serebrennikov (que também assina a direção) teria contado uma ótima história. E tudo isso piora, com a duração de 02h06min de projeção. 

Mas engana-se quem pensar que o filme não é ousado, muito pelo contrário. A fotografia é de um preto e branco sofisticado, com inserts coloridos em momentos raros. Os personagens são até bons (foram prejudicados pelo próprio roteiro, que não trabalha com os seus conflitos). Destaques para Irina Starshenbaum (Natascha Naumenko), Roman Bilyk (Mike Naumenko), Teo Yoo (Victor Zoi) e Aleksandr Kuznetsov.

No final, Verão é uma produção esquecível por seu enredo, mas imperdível pela músicas da banda Zoopark de Mike e canções de David Bowie, T.Rex entre outros. 

Assista ao trailer:

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