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outubro 15, 2018
Cinema

Crítica | Nasce Uma Estrela

📷 Warner Bros. Pictures / Divulgação

Quarto remake dos clássicos é um filme verdadeiro com canções poderosas

Não existe nenhuma dúvida que Hollywood é a maior produtora de filmes do Planeta Terra. Esse distrito, localizado na cidade de Los Angeles, no estado da Califórnia (EUA), é um grande sonho para muitos profissionais. Especial como é, seus realizadores adoram retrata-la no próprio cinema. Assim como aconteceu em 1932 com o longa-metragem What Price Hollywood? (Hollywood), drama dirigido por George Cukor e estrelado por Constance Bennett e Lowell Sherman. O filme era um reflexo da visão romântica que o produtor David O. Selznick tinha de sua profissão. O enredo, traz a história de uma garçonete chamada Mary Evans, que chega ao estrelato em Hollywood graças à ajuda do alcoólatra diretor Max Carey, que procura manter-se à distância para não atrapalhar a carreira da moça. A história escrita por Adela Rogers St. Johns, recebeu uma indicação ao Oscar®.

Confira >>> Crítica | PéPequeno

Hollywood não alcançou grande sucesso, mas cinco anos depois (em 1937), serviu de inspiração para Nasce Uma Estrela, dirigido por William A. Wellman, o que que ganhou a ira de Cukor, que recusou a direção da adaptação, por se tratar de um “plágio”, segundo o seu próprio julgamento. Janet Gaynor eternizou a figura da jovem inocente que segue os seus sonhos, com a ajuda de um ator desiludido e alcoólatra, vivido por Frederic March. Em 1954, Cukor que havia se recusado a dirigir a primeira versão, aceitou conduzir o segundo remake de Nasce Uma Estrela, desta vez com as atuações memoráveis de Judy Garland e James Mason, aqui a protagonista Vicki realiza um número musical que a consagra no cinema. Em 1976, Nasce Uma Estrela ganha uma nova versão repaginada. Ao invés dos bastidores do cinema, o filme retrata o mercado musical. Barbra Streisand e Kris Kristofferson são os protagonistas. A direção foi assinada por Frank Pierson.

Enfim, nesta quinta-feira, 11 de outubro, chega aos cinemas brasileiros a mais nova versão, Nasce Uma Estrela, com atuações majestosas de Lady Gaga e Bradley Cooper nos papeis principais. Cooper estreia como diretor e assina o roteiro. A produção é da Warner Bros. Pictures.

📷 Warner Bros. Pictures / Divulgação

Na sinopse, esta releitura da trágica história de amor, Cooper interpreta o experiente músico Jackson Maine, que descobre a artista desconhecida Ally (Gaga), por quem se apaixona. Ela está prestes a desistir de seu sonho de se tornar uma cantora de sucesso… até que Jack a convence a mudar de ideia. Porém, apesar de a carreira de Ally decolar, o relacionamento pessoal entre os dois começa a desandar, à medida que Jack luta contra seus próprios demônios.

Como já indica a sinopse acima, o roteiro da nova adaptação segue o mais próximo do visto pelo refilmagem do ano de 1976. A nova história (escrita por Will Fetters & Bradley Cooper e Eric Roth, com base no roteiro de 1954, de Moss Hart, e também no roteiro de 1976, escrito por John Gregory Dunne & Joan Didion e Frank Pierson) é tão brilhante quanto os clássicos.

Ao todo, Cooper ganhou várias indicações ao Oscar por sucessos como O Lado Bom da Vida, Trapaça e Sniper Americano. Ele entrega um bom resultado na criação, produção, direção e atuação do filme. Todas as suas atividades foram desempenhadas com o sucesso que todos os clássicos merecem. Seu Jackson Maine é complexo, problemático, depressivo e amoroso na medida certa. Acredite, ele vai lhe emocionar.

Lady Gaga entrega uma atuação fenomenal. Apesar de ser uma cantora de enorme sucesso, tem em seu currículo algumas atuações, dentre elas, em American Horror Story: Hotel, que lhe rendeu uma estatueta de Melhor Atriz em Minissérie do Globo de Ouro, em 2016. Ainda naquele ano, recebeu uma indicação ao Oscar pela canção original Til It Happens to You, do documentário The Hunting Ground. O filme apresenta uma Gaga nua e crua. Sem maquiagem, com os cabelos naturais. Algo impressionante, jamais visto antes. Mas isso é perfeito, pois sua atuação oferece a realidade que a personagem necessita. Com suas limitações, que corre atrás de um sonho.

O destaque vai para a emocionante trilha sonora, todas as composições são originais e escritas por Gaga e Cooper em parceria com Lukas Nelson, Jason Isbell e Mark Ronson. Vale ressalvar e frisar que as interpretações musicais foram gravadas ao vivo. O que é um grande diferencial. No campo da música, Bradley Cooper impressiona com o talento. Claro que ele precisou de treinamentos e aulas de canto. Quando o casal se apresentam juntos, a plateia fica toda impressionada com aquele espetáculo.

Nasce Uma Estrela prova que além de ser uma boa intérprete musical, Lady Gaga é também uma igualmente ótima atriz. O filme é marcado pela boa química entre os casal protagonista. Todo esse show de talento, está inserido num contexto triste e verdadeiro. Mas é uma obra que ficará na memória. A força das lindas canções originais tocam na alma do espectador. É algo tão poderoso, quanto a própria Hollywood. No final, o espectador sairá da sala com os olhos umedecidos. Foi dada a largada para o período de seleção para o Oscar 2019.

Assista ao trailer:

Para mais informações sobre o filme, clique aqui.

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