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junho 18, 2019
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Crítica | Homem-Aranha no Aranhaverso

📷 Sony Pictures Animation / Divulgação

Visual incrível e representação da diversidade, são os pontos fortes do filme

Em 2011, a Marvel Comics introduziu em sua HQ, Ultimate Fallout #4, o personagem Miles Morales com a identidade de Homem-Aranha. O personagem foi escrito por Brian Michael Bendis, Jonathan Hickman e Nick Spencere, desenhado por Sara Pichelli, Salvador Larroca, Clayton Craina e a capa feita por Mark Bagley, a partir das ideias do editor-chefe, Axel Alonso, que se inspirou no ator Donald Glover e no então Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para criar o primeiro Spider-Man negro. 

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A saga do novo Homem-Aranha tem Morales como o encarregado de proteger a cidade dos vilões. Ele é um jovem negro, de origem hispânica, que a Marvel qualificou como o “novo personagem mais importante do século”. Após a editora encerrar a linha no final de 2015, Miles se tornou um personagem do Universo Marvel tradicional, começando com histórias sobre a marca All-New All-Different Marvel publicada nesse mesmo ano. Na época, já se falava de uma possível adaptação para os cinemas. 

No dia 18 de janeiro de 2017, a Sony Pictures Animation anunciou que estava desenvolvendo um filme animado do Homem-Aranha intitulado Spider-Man: Into the Spider-Verse que seria inspirado em Morales. Em dezembro daquele ano, o primeiro trailer do filme estreou na Comic Con Experience em São Paulo. Finalmente, os fãs poderão conferir o resultado dessa produção, batizada como Homem-Aranha no Aranhaverso, que estreia nesta quinta-feira, dia 10 de janeiro, em circuito nacional. 

A animação mostra a história do adolescente Miles Morales, um jovem negro do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras variações do Homem-Aranha. 

Primeiramente, é importante informar que a direção de Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman é acertiva em todos os quesitos técnicos, oferecendo uma experiência memorável para o espectador. Em contraste,  o roteiro escrito por Phil Lord e Rodney Rothman encontra as emoções daqueles que são fãs e acompanham todas as tramas do Amigo da Vizinhança. 

Nicolas Cage, John Mulaney, Jake Johnson, Hailee Steinfeld, Shameik Moore e Kimiko Glenn em “Homem-Aranha no Aranhaverso”. 📷 Sony Pictures Animation / Divulgação

 O visual é algo nunca visto. Remetendo a uma revista de História em Quadrinhos, com direito a caixa de diálogos, balões e onomatopeias. Os conhecedores da arte moderna vão lembrar do pintor identificado com Pop Art, Roy Lichtenstein. Sem dúvida, é uma estética de encher os olhos. 

Toda a proposta do filme gira em torno dos seus personagens / time de heróis: a equipe é formada pelas diferentes possibilidades do Homem-Aranha em vários universos (por isso o “Aranhaverso” do título). Na realidade de Miles Morales (Shameik Moore), Peter Parker (Jake Johnson) morreu, mas o mesmo personagem (de outra dimensão) o encontra, e a dupla sai em busca de aventuras. 

Mulher-Aranha (Hailee Steinfeld), o Porco-Aranha (John Mulaney), Peni Parker (Kimiko Glenn) e o Homem-Aranha Noir (Nicolas Cage), são os demais. Juntos, todos protagonizam boas sequências, com direito a alívio cômico e tiradas que fazem a platéia gargalhar. E tudo isso melhora com as aparições do Porco-Aranha e do Looney Tunes. Brian Tyree Henry e Mahershala Ali também fazem parte do time de dubladores, como o pai e tio de Morales.

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Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Animação, Homem-Aranha no Aranhaverso deixa a seguinte mensagem no final: “junto com seus grandes poderes também vêm grandes responsabilidades… e grandes perigos.”. Vale o combo especial para levar o balde de pipoca como brinde. 

Assista ao trailer: 

 

 

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