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junho 26, 2019
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Crítica | Duas Rainhas

📷 Reprodução / IMDb

“Duas Rainhas” apresenta tramas palacianas que transforma motivação em ambição 

Os amantes da história conhece bem os acontecimentos entre Elizabeth I (Rainha da Inglaterra e Irlanda) e Mary I (Rainha da Escócia). Um dos momentos mais tensos, já que as duas compartilhavam do mesmo sangue. Eram primas! Sabe-se que ainda hoje ambas não foram totalmente desmitificados pelos historiadores. Na visão romântica de alguns pesquisadores, a primeira delas é enxergada como uma mulher que nasceu para governar, enquanto a outra era uma mulher que linda que se limitava a seduzir e foi capaz de sacrificar seu próprio reino para se casar com o homem que queria. Dentre tantas obras literárias e cinematográficas que narram esse período, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 04 de abril, o drama Duas Rainhas, produzido pela Focus Features

Confira >>> Crítica | Shazam!

A produção explora a vida turbulenta de Mary Stuart. Rainha da França aos 16 anos e viúva aos 18, Mary luta contra a pressão de se casar novamente e, em vez disso, decide retornar ao seu país de origem para recuperar seu trono que está sob comando de Elizabeth I. Determinada, Mary afirma sua reivindicação de governar a Inglaterra ameaçando a soberania de Elizabeth. 

Antes de tudo é importante informar que, o filme se trata de um roteiro muito bem adaptado por Beau Willimon (House of Cards), baseado no livro Queen of Scots: The True Life of Mary Stuart escrito pelo historiador John Guy. A adaptação ficou muito fiel e cumpre com a sua principal função: apresentar uma história bem construída ao espectador. Tanto os mais estudiosos, quanto os leigos, vão se entusiasmar com o produto final. 

Mas o grande destaque são as atuações de Saoirse Ronan (Lady Bird: A Hora de Voar) e Margot Robbie (Esquadrão Suicida). Tudo funciona nas duas: elas se entregam as suas personagens, a caracterização realista, o texto e discursos impactantes do roteiro. Enquanto uma está determinada a ser aceita como a Rainha católica em um país cujo protestantismo já havia fincado raízes, a outra se deixa levar pelas fofocas de um bando de machistas. O resultado é truculência, conspirações, golpe e tramas palacianas. 

A fotografia é um espetáculo à parte. As lentes de John Mathieson (Rei Arthur: A Lenda da Espada) presenteia o público com visuais impressionantes. Outra que impressiona é a direção da estreante na função Josie Rourke só mostra que encontraram mais uma profissional de alto nível. A condução da produção é feita de maneira profissional  e faz Rourke merecedora de todos os elogios. 

No final das contas, Duas Rainhas é tão ideologicamente feminista que poderia apresentar uma Mary tatuada com a seguinte frase: En ma Fin gît mon Commencement! (Em meu fim está meu começo). Seria incrível!!! 

Assista ao trailer: 

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