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domingo, julho 12, 2020

Ousadia em tempos de solidão

Peça Se não agora, quando? aborda tema polêmico

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Tristeza, angústia, falta de perspectiva e solidão. Tudo junto leva à depressão que nem sempre tem final feliz. Mas quem disse que essa dor que dilacera a alma não pode ser passageira e você, por mais que esteja imbuído (a) de sentimentos negativos, não resolva escolher ficar por aqui e dar outro rumo à sua vida?
Falar de suicídio no palco é ousado demais, mas necessário em tempos tão difíceis onde a maioria das pessoas está perdida. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil está em oitavo dentre os países com maior número de suicídios atrás de Índia, China, Estados Unidos, Rússia, Japão, Coréia do Sul e Paquistão. Por dia, 32 pessoas em nosso país cometem o ato desesperado. 

Marcélli Oliveira, atriz e autora da peça Se não agora, quando?, que voltará ao Sesc Tijuca, no dia 6 de março, de sexta a domingo às 19h, mostra toda coragem e lucidez  num texto visceral. Ela faz refletir sobre um assunto que todos fogem: a morte, principalmente quando alguém, seja na flor da idade ou não, resolve desaparecer da vida sem deixar rastros, apenas muitas dúvidas e sofrimento para a família.

Em Se não agora, quando?, com direção de Leonardo Hinckel, Marcélli conta a história de uma mulher (poderiam ser muitas) e a forma encontrada para lidar com a solidão. Da sacada de sua janela “conhece’’ todos os vizinhos e, como sua vida é vazia, acaba por saber o passo de cada uma daquelas pessoas que também têm sua rotina, a maioria das vezes bem extenuante. E o que dizer da internet, que parece abrandar a solidão, mas só faz aumentá-la pois temos mil amigos virtuais e nenhum presencial. Não cumprimentamos o vizinho mas batemos papo com o resto do mundo sem saber ao menos quais as características de quem está do outro lado da tela.

A dramaturga conta que resolveu abordar o tema polêmico aos olhos da sociedade porque somente no ano passado três pessoas que ela conhecia se suicidaram. Uma era atriz e sua causa mortis foi problema no coração. Mas a verdade era outra. “Disseram que houve problemas respiratórios, parada cardíaca. Alguns dias depois ouvi cochichos: ela se matou. Tinha depressão. Acho que está na hora de paramos de sussurrar sobre o assunto. Vamos gritar, vamos ouvir. Vamos falar sobre isso’’, diz Marcélli Oliveira, que também escreveu em atuou em Casório (2012) e é a autora de Às Terças (2014). 

UM PEQUENO GIRO

Escola do Teatro Bolshoi completa 20 anos

Quebra Nozes - foto: Vanderléia Macalossi
Quebra Nozes – foto: Vanderléia Macalossi

Em março de 2020, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, localizada em Joinville, única filial do famoso Teatro Bolshoi da Rússia, completa 20 anos no país. Para celebrar, dois espetáculos, nos dias 14 e 15 de março, às 20h, no Centreventos Cau Hansen, estão sendo preparados. No sábado, 14 de março, a Primeira Bailarina da Ópera de Kazan, Amanda Gomes, sobe ao palco com seu partner e também Primeiro Bailarino, o russo Mikhail Timaev, para dançar o Balé “O Quebra-Nozes”. Já no domingo, 15 de março, os bailarinos do Teatro Bolshoi da Rússia, Bruna Gaglianone e Erick Swolkin, apresentam a Grande Suíte do Balé “Don Quixote”. Mais de 100 alunos, bailarinos da Cia. Jovem e professores da Escola Bolshoi sobem ao palco junto com os solistas convidados para encenar esses dois clássicos universais da dança. Os balés têm remontagem do mestre russo Vladimir Vasiliev, que é Patrono Fundador da Escola Bolshoi.

Prêmio Plumas e Paetês homenageia Maurício Mattos

Maurício Mattos
Maurício Mattos

Amante do Carnaval – “o Maior Espetáculo da Terra”, dos desfiles das escolas de samba, em especial da Portela, o empresário Maurício Mattos será o homenageado na 16ª edição do Prêmio Plumas e Paetês, previsto para maio na Cidade das Artes. Ao longo dessa trajetória, o projeto foi chancelado pela Organização dos Estados Ibero-americanos – (OEI), desde 2012, e diplomado pela Comissão de Cultura da ALERJ, com o Diploma Heloneida Studart.

Além, desta homenagem pelo Prêmio Plumas e Paetês, Maurício Mattos ganhou outro presente. A convite do Presidente de Honra da Portela – Monarco, o empresário passa fazer parte da seleta ala de “Velha Guarda” da azul e branco de Madureira e Oswaldo Cruz. Pela primeira vez o veterano sambista cruzará a Sapucaí no carro alegórico da “Velha Guarda”.

Prévia da Bienal de Veneza em Copacabana

Bienal
Bienal

Em todo mundo, as cidades conquistam as pessoas pelas suas belezas naturais, história, cultura e arquitetura. Algumas não têm o encanto natural do Rio, mas cativam pela arte, exuberância e funcionalidade. Exibem esculturas que se confundem com projetos arquitetônicos e viram cartões postais. Juntar artistas com essas características e arquitetos é uma tendência no mercado internacional, que será apresentada em coletiva para a imprensa, neste domingo (23), às 15 horas, no Fairmont Hotel, em Copacabana, com a presença do artista visual e arquiteto brasileiro Edo Rocha e do arquiteto americano Neil Kerman. E também dos artistas do Gotham Innovation Greenhouse, entre outros. Na ocasião, haverá coquetel de lançamento da exposição com trabalhos selecionados no Brasil para participar da bienal. A coletiva será comandada pelo galerista Louis Ventura, da Saphira & Ventura Gallery, de Nova Iorque.

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