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O Tablado celebra 100 anos de Maria Clara Machado e70 anos de fundação com montagem online de Quem Matou o Leão?

por Waleria de Carvalho
Quem matou o Leão

Celebrando os 100 anos de nascimento de Maria Clara Machado e os 70 anos de fundação d’O Tablado, uma nova montagem de um dos clássicos pouco encenados de Maria Clara Machado poderá ser vista, gratuitamente, por todo o Brasil, no site do Teatro Unimed (www.teatrounimed.com.br), a partir do sábado, 27 de novembro, às 16h. Com direção de Susana Ribeiro e Sérgio Dias Maciel e realização da Dueto Produções, a peça infantil Quem Matou o leão? é dividida em quatro episódios, que estreiam aos sábados e domingos, sempre no mesmo horário (16h). O espetáculo completo poderá ser visto até o dia 16 de janeiro de 2022, sendo uma excelente opção de lazer para as crianças no período de férias escolares. Esta nova e muito divertida produção do Teatro Unimed leva para crianças de todo o Brasil (e do mundo!) a indispensável obra de Maria Clara Machado, escritora que dedicou sua vida ao teatro e que jamais subestimou a inteligência singular da infância. Suas peças, com estilos diversos, sempre contam histórias divertidas e amorosas, apresentando conteúdo poético e humanístico. O ano de 2021 marca também os 20 anos de morte da autora.

Maria Clara Machado é a grande idealizadora d’O Tablado, à frente do qual esteve por cinco décadas. Professora, diretora, atriz e dramaturga, escreveu e encenou dezenas de peças infantis de sucesso, deixando um legado precioso para as artes cênicas do país. Para ela, nascida em Belo Horizonte, em 1921, a família era a base para a realização de seus sonhos. Uma nova família foi formada quando, em 1951, fundou com alguns amigos o Grupo de Teatro Amador O Tablado. Seu reconhecimento nacional e internacional veio como dramaturga infantil. Crianças do mundo inteiro conhecem o fantasminha Pluft, aquele que tinha medo de gente, e a bruxinha Angela, aquela que era boa. Entre dezenas de peças de sua autoria, destacam-se também O Cavalinho Azul,  A Menina e o Vento, O Rapto das Cebolinhas, Tribobó City, entre outras. Sua última peça, escrita em parceria com sua sobrinha, Cacá Mourthé, foi Jonas e a Baleia, na qual reconta o episódio bíblico. Considerado Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro, O Tablado se firmou, sobretudo, como uma escola de teatro, berço de inúmeros talentos, como Hamilton Vaz Pereira, Louise Cardoso, Malu Mader, Mauricio Mattar, Marcelo Serrado, Marcello Novaes, Drica Moraes, Claudia Abreu, Enrique Diaz, entre muitos outros.

Atriz e diretora e fundadora da Cia dos Atores, Susana Ribeiro protagonizou o musical Cazuza, Pro Dia Nascer Feliz, dirigiu Rent, o Musical (indicada para o Prêmio Reverência de melhor direção) e, com o espetáculo de sua companhia Conselho de Classe, ganhou os prêmios APTR, Cesgranrio e Shell de melhor direção. Atuou em novelas, minisséries e seriados na TV Globo e Netflix, como Mecanismo, Assédio, Nada Será Como Antes, Lado a Lado, Duas Caras, entre outros. Em cinema, participou de As Duas Irenes, (pelo qual foi indicada a melhor atriz coadjuvante em Gramado), Estorvo, Veja Esta Canção, entre outros. Sérgio Dias Maciel participou de inúmeras montagens de teatro, como Os Sete Afluentes do Rio Ota, 5 X Comédia, A Garota do Adeus, entre outras. Em cinema, participou de filmes como Reis e Ratos, Jenipapo, O Cinema Falado, entre outros. Em televisão, fez Malhação, Vidas Braileiras, Geração Brasil, Gabriela, entre outras novelas.

A trilha sonora de Quem Matou o leão?, concebida pelo produtor musical João Brasil e pelos diretores Susana Ribeiro e Sérgio Dias Maciel, é um espetáculo à parte. Entre as composições, obras de John Morris (como People in Hall e Step by Step), Gigliola Cinquetti (Dio Come Ti Amo), Sidney Miller (O Circo), Astor Piazzolla (Oblivion), entre outros.

Sinopse: Quem matou o leão? é uma comédia de picadeiro para crianças de todas as idades. Escrita por Maria Clara Machado, a peça reúne a palhaçada circense com o mistério e suspense detetivescos. Numa tarde qualquer, o Circo Italiano de Carlo Estupore (Júlio Mello) inicia a sessão, quando tudo vira de cabeça para baixo com a morte da maior atração do dia, o leão Mussolini. O detetive Enrico Bulcone (Rodrigo Nasser) e sua assistente Canetone (Lara Prado), que estavam na plateia, tomam conta do picadeiro e começam as investigações, na companhia das palhaças Soluço, Tampinha e Sapoti (respectivamente Amanda Massaro, Fernanda Jannuzzelli e Maria Silvia do Nascimento), garantia de risos, poesia e muita alegria durante toda a investigação.

Episódio I – Respeitável Público! O grande Circo Italiano vai começar com suas maravilhosas atrações: a extraordinária Mulher Barbada (Laíza Dantas), o halterofilista (Hércules Soares), a mulher serpente (Mariá Guedes), o incrível domador (Marcelo Ferrari), a linda bailarina (Julieta Ribeiro) e o trio de palhaças mais engraçado do Brasil. De repente, tudo vira de cabeça para baixo quando o inesperado acontece. Agora, o detetive Enrico Bulcone e sua assistente Canetone precisarão da sua ajuda para desvendar esse mistério!

Episódio II – Quem matou o leão? Essa é a pergunta que todos do circo se fazem. O picadeiro se transforma no palco dos interrogatórios. Todos são suspeitos! Enquanto isso, as palhaças Sapoti, Soluço e Tampinha armam e desarmam confusões e uma história de amor é ameaçada com a chegada de uma carta.

Episódio III – Filipo Brabo, domador do querido leão, torna-se um grande suspeito e seu romance com Violeta Dulcora está por um fio. Carlo Estupore, dono do circo e sua esposa Maria Draculina sussurram no camarim. Coisas muito estranhas estão acontecendo. Felipo traça um plano com a ajuda das palhaças. Quando tudo parece perdido, chega uma visita surpreendente, mudando o rumo dos acontecimentos.

Episódio IV – Felipo Brabo revela fatos que ninguém sabia e Dr. Paura, o veterinário (Alexandre Malhone), revela informações importantes. O mistério é desvendado e o picadeiro vira festa e alegria! Viva o circo!

O espetáculo Quem Matou o Leão? fecha a programação 2021 do Teatro Unimed, como parte do projeto Teatro Unimed Em Casa, que estreou em 2020 com Luis Miranda, em Madame Sheila, e seguiu em 2021 com o espetáculo Dez por Dez, obra de Neil LaBute adaptada pelos Irmãos Leme e protagonizada por Angela Vieira, Bruno Mazzeo, Chandelly Braz, Denise Fraga, Eucir de Souza, Ícaro Silva, Johnny Massaro, Leopoldo Pacheco, Luisa Arraes e Pathy Dejesus; o filme-concerto Criolo Samba em 3 Tempos; o programa de entrevistas Hora de Naná, comandado por Naná Karabachian, que reuniu um time de estrelas formado por Ana Carolina, Reynaldo Gianecchini, Mart’nália, Seu Jorge, Elias Andreato e Claudia Raia; e, mais recentemente, o show-filme Nordeste Ficção, com Juliana Linhares e os convidados Zeca Baleiro e Josyara. O Teatro Unimed Em Casa é uma iniciativa comprometida em levar a produção artística inédita e de qualidade até onde as pessoas estão, contribuindo para aumentar o acesso gratuito à cultura em tempos de isolamento social.

“O teatro é um ambiente mágico e atemporal, que sempre nos presenteia com cenas emocionantes. A Central Nacional Unimed está honrada em colaborar com um espetáculo que apresenta um retrato cultural importante por meio da história de Maria Clara Machado, uma das principais escritoras da história do Brasil. Que as famílias possam aproveitar a peça proporcionada pelo Teatro Unimed para respirar cultura e viver cenas de diversão, que, além de boas memórias, contribuem para a saúde plena e o bem-estar”, afirma Luiz Paulo Tostes Coimbra, presidente da Central Nacional Unimed. Segundo Fernando Tchalian, CEO da desenvolvedora Reud, controladora do Teatro Unimed, “para quem produz arte e cultura, como o Teatro Unimed, é muito importante dedicar-se à formação de novos públicos. O Brasil tem uma fantástica produção cultural voltada para os pequenos e é uma grande honra para nós termos uma obra de Maria Clara Machado e do icônico O Tablado como nossa estreia de programação especialmente dedicada às crianças e que, certamente, vai agradar também aos adultos”.

Como tem feito durante todo o período de pandemia, o Teatro Unimed chama a atenção para iniciativas de apoio a profissionais das artes, fortemente afetados pelo momento em que diminuiu a produção de espetáculos. Com Quem Matou o Leão?, o público será convidado a apoiar a organização humanitária I Know My Rights (www.ikmr.org.br), que atua em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, em defesa dos direitos das crianças refugiadas no Brasil, por meio de programas de desenvolvimento em arte-educação, saúde e integração social. Iniciativas anteriores foram dedicadas ao Backstage Invisível, Fundo Marlene Colé, à APTR – Associação dos Produtores de Teatro e ao GAMI – Grupo Afirmativo de Mulheres Independentes do RN.

Todos os profissionais envolvidos com as filmagens de Quem Matou o Leão? tiveram contínuos registros de condições de saúde, sendo submetidos a testes periódicos pela rede de medicina diagnóstica Alta Excelência Diagnóstica, referência em tecnologia, inovação e qualidade médica, com foco no atendimento humanizado (www.altadiagnosticos.com.br). Além disso, como tem sido prática cotidiana do Teatro Unimed e do Edifício Santos-Augusta, realizou-se todo o protocolo de praxe de ações anti-Covid, com higienização contínua de equipamentos, acessórios, pisos e ambientes, uso de máscara obrigatório generalizado, higienização periódica das mãos, amplo distanciamento social e desinfecção diária dos locais.

Quem Matou o Leão? – ficha técnica
Autora: Maria Clara Machado
Direção: Sérgio Dias Maciel e Susana Ribeiro

Elenco: Alexandre Malhone, Amanda Massaro, Debora Lamm, Fernanda Jannuzzelli, Hércules Soares, Julieta Ribeiro, Julio Mello, Laíza Dantas, Lara Prado, Marcelo Ferrari, Mariá Guedes, Maria Silvia do Nascimento e Rodrigo Nasser

Produção: Clarice Philigret e Dadá Maia
Direção de fotografia: Dudu Miranda
Direção de arte: Bia Junqueira
Luz: Wagner Antônio
Visagismo: Claudinei Hidalgo
Produção musical: João Brasil
Trilha sonora: João Brasil, Sérgio Dias Maciel e Susana Ribeiro
Montagem: Carol Leone
Assistente de direção: Laura Mansur
Produção de figurino: Bruna Recchia
Assistência e produção de cenografia: Anita Blumenschein e Samara Pavlova
Cenotécnico: Jorge Ferreira
Assistentes de cenotecnia: Raissa Milanelli Ferreira, Karen Macedo Luizi, Guilherme Octávio Teixeira, Loro e Tico
Assistente de visagismo: Davidson Kolimbrowskey
Perucaria: David Lenk
Camareira: Sônia Carvalho
Costureira: Judite Gerônimo de Lima
Assistente de iluminação: Dimitri Luppi
Equipe técnica de luz: Lucas José dos Santos e Wanderley Wagner
Identidade visual: Tommy Kenny
Técnico de aéreo circense: Fernando Cervantes
Operadores de câmeras: Leonardo Maestrelli e Fábio Sagatio
Video assist: Alexandre Serafini
Som direto: Thiago Bittencourt
Assistentes som direto: Thiago Horta e Bira Guidio
Logger: Rodrigo Belati
Gaffer: Sergio Bronzo
Gerente técnico: Reynold Itiki
Comunicação: Dayan Machado
Assessoria de Imprensa: Fernando Sant’ Ana
Still: Pedro Pupo
Assessoria jurídica: Carolina Simão
Pós-produção: Quanta Post
Produção: Adriel Parreira
Idealização: Dadá Maia, Sérgio Dias Maciel e Susana Ribeiro
Realização: Dueto Produções

SERVIÇO

Quem Matou o Leão?
Peça de Maria Clara Machado
Local: Teatro Unimed em Casa (online)
Endereço: www.teatrounimed.com.br

Quando:
Episódio I – sábado, 27 de novembro de 2021, às 16h (estreia)
Episódio II – domingo, 28 de novembro de 2021, às 16h
Episódio III – sábado, 4 de dezembro de 2021, às 16h
Episódio IV – domingo, 5 de dezembro de 2021, às 16h

O espetáculo completo poderá ser visto no site do Teatro Unimed até o dia 16 de janeiro de 2022
Classificação: livre
Ingressos: gratuito e sem cadastro

Duração: cerca de 15 minutos cada bloco
https://www.facebook.com/TeatroUnimed
https://www.instagram.com/teatrounimed/

Única biografia de um negro escravizado no Brasil, ‘Baquaqua estreia no Teatro Dulcina

Baseado em autobiografia de homem escravizado da África ocidental, espetáculo realiza curtíssima temporada no Centro

Baquaqua

Baquaqua (Foto: Fernanda Dias)

Muitos foram os negros africanos que cruzaram o Atlântico em direção ao Brasil na condição de escravos, mas raras foram as vozes que conseguiram traduzir os horrores da escravidão. Mahommah Gardo Baquaqua é uma rara exceção. E é amparado pelos registros publicados na autobiografia “An interesting narrative – Biography of Mahommah G. Baquaqua” que Rogério Athayde desenvolveu a dramaturgia do espetáculo “BAQUAQUA”, que estreia dia 02 de dezembro às 19h em curtíssima temporada no Teatro Dulcina. Dirigida por Aramis David Correia e com preparação corporal da premiada atriz Tatiana Tiburcio, a montagem apresenta o ator Wesley Cardozo no papel de Baquaqua e narra a história de vida do homem que foi escravizado e traficado da África para o Brasil durante o século XIX.

“Não é um tema fácil de se tratar. É espinhoso, é triste e é atual, pois seus reflexos ainda estão aqui hoje. Não nos livramos da escravidão; ela permanece no cotidiano de vários ‘Baquaquas’ invisibilizados da nossa sociedade. Três instâncias me motivam a ser um agente de transformação: ser ator, ser professor e ser um homem negro. E, como um agente social, tenho que levar essa história que é nossa e de nossa ancestralidade para o máximo de pessoas que conseguirmos”, resume Wesley, também diretor de produção do projeto.

Nativo da região ocidental da África, Baquaqua escreveu aquela que até hoje é considerada a única autobiografia de um ex-escravizado que viveu no Brasil. A trajetória se inicia no Benin e tem passagens por Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Nova York, Haiti e Canadá, expondo todas as atrocidades da escravidão e seus reflexos nos dias de hoje.

A peça traz do universo literário para os palcos os relatos de um escravo em um país estrangeiro e nos faz refletir sobre outras milhares de histórias de pessoas que foram sequestradas do continente africano. Só para o Brasil, estima-se que mais de 5 milhões de negros foram traficados e escravizados. Mas por que essa história? Por que entre tantas histórias escolheu-se contar essa?

“Era uma necessidade latente de voltar aos palcos depois de alguns anos e sobretudo com um personagem histórico, que nos convida a olhar para esse tema da memória da escravidão e como foi isso no Brasil e no mundo, só que a partir de um olhar da pessoa que foi escravizada. Então, tem realmente um olhar muito sensível desse personagem. Essa volta ao passado para entender esse presente que a gente está e saber para onde a gente segue”, discorre Aramis.

A trajetória de Baquaqua ilumina parte da história do negro no Brasil, trazendo à tona temas importantes para serem entendidos, como a escravidão, a sociedade escravista, os estereótipos do escravo, dentre outros pontos. O espetáculo vai levar o público aos horrores do passado, a uma reflexão sobre o presente e pretende contribuir para um futuro melhor, ajudando a formar novas gerações mais conscientes e capazes de compreender mais a fundo a real diáspora africana nas Américas.

SERVIÇO:

“BAQUAQUA”
Temporada: 02 a 12 de dezembro
Quando: Quinta a Domingo
Horário: 19h
Onde: Teatro Dulcina – Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro – Rio de Janeiro
Ingresso: R$ 30 / R$ 15 (meia-entrada)
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: 10 anos

FICHA TÉCNICA:
DRAMATURGIA _ Rogério Athayde
A partir da biografia de Mahommah Gardo Baquaqua & Samuel Moore
TRADUÇÃO_ Robert Krueger
DIREÇÃO_ Aramís David Correia
ATOR_ Wesley Cardozo
PREPARAÇÃO CORPORAL_ Tatiana Tiburcio
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO_ Dagba Produções
FIGURINO_ Carla Costa
ILUMINAÇÃO_ Wilson Reiz
DIREÇÃO MUSICAL_ Fabio Simões Soares
CENÁRIO_ Silvia Portugal
ASSISTENTE DE FIGURINO_ Cassia Salles
CENOTÉCNICO_ Rostand Albuquerque (Galpão6centos Cenografia)
PROGRAMAÇÃO VISUAL_ Douglas Zacharias
ASSESSORIA DE IMPRENSA_Marrom Glacê Assessoria – Gisele Machado & Bruno Morais
VISAGISMO_ Bruno Matsolo
FOTÓGRAFA_ Fernanda Dias

Sonhos, pesadelos, memórias e fantasia compõem Horizonte Submerso, espetáculo audiovisual que comemora os 25 anos da Confraria da Dança

Horizonte Submerso traz à cena uma linguagem híbrida de dança, teatro e música que rompe fronteiras e amplia os horizontes de alcance da obra 

Horizonte Submerso

Horizonte Submerso (Foto: Foto de F. Barella)

O universo criativo do escritor Edgar Allan Poe,  do artista plástico Paul Klee e do desenhista, músico e cineasta Dave McKean inspiraram o novo espetáculo da Confraria da Dança, que celebra seus 25 anos com a estreia de Horizonte Submerso, obra audiovisual que fica disponível para o público no Youtube da Confraria da Dança a partir do dia 29 de novembro de 2021, às segundas e terças, 21h, com acesso gratuito. A obra foi criada e é interpretada por Diane Ichimaru – que também assina direção artística, dramaturgia, figurino e criação das máscaras, Marcelo Rodrigues – que também assina o desenho de luz, e Esio Magalhães, ator e palhaço convidado especialmente para esse projeto. Já a composição e execução da trilha musical é do compositor, arranjador e pianista Rafael dos Santos, também convidado especial que é parceiro de longa data do grupo, tendo assinado trilha de outros espetáculos. Com a Confraria da Dança, é a primeira vez que Rafael entra em cena junto com os bailarinos.

Além da temporada, está marcado também um bate-papo com os criadores do espetáculo mediado pela atriz e encenadora Veronica Fabrini por Zoom, no dia 30 de novembro, terça-feira, às 21h30. Para participar, basta se inscrever por meio deste link. Veronica é mestre em Artes pela UNICAMP, Doutora em Artes Cênicas pela USP, com pós-doutorado em Filosofia na Universidade de Lisboa. É professora do Instituto de Artes da UNICAMP desde 1991, nas áreas de poéticas do corpo, direção e atuação. Atua principalmente nos seguintes temas: atuação, performance, dança, teatro gestual, dramaturgia de cena e dramaturgia de imagem.

Os artistas referenciados para a criação de Horizonte Submerso aparecem na obra como inspiração para um submundo, um lugar reservado aos sonhos e as lembranças. Por assumir esse caráter, o espetáculo se divide em nove cenas fragmentadas, como quadros que se sobrepõem um ao outro. “Estabelecemos um diálogo entre os três artistas a partir de elementos encontrados em suas obras, como as cabeças bidimensionais sugeridas por McKean, os escritos poéticos do conto Berenice, de Edgar Allan Poe e a obsessiva reflexão sobre instabilidade e equilíbrio no universo em mosaico de Paul Klee”, ressalta Diane Ichimaru.

Os artistas que inspiraram a obra são de gerações e países diferentes, o que reforça a interseção da linguagem criativa produzida por eles, afinal todos estabelecem uma relação entre o real e o fantástico. São também artistas que discutem, em seus trabalhos, os impasses da dualidade, do sarcasmo, da realidade subjetiva e da abordagem sobre o tempo de um modo distorcido e fragmentado, atingindo muitas vezes o inconsciente.

As cenas propõem reflexão em torno de questões como o tempo, a finitude, o equilíbrio, a instabilidade e a gravidade. Desse modo, o trabalho aborda problemáticas universais e extremamente atuais, como dilemas existenciais, a aceitação do contrário, a superação do medo e do desconhecido, o enfrentamento da morte e a convivência mútua entre o consciente e o inconsciente.

Para Diane e Marcelo, integrantes da Confraria da Dança, as colaborações dos dois artistas convidados (Esio Magalhães e Rafael dos Santos) proporcionam uma expansão da força dramatúrgica e do hibridismo entre movimento, palavra e música, características marcantes do repertório do grupo. Isso também contribuiu para que fosse criado um  jogo cênico de equilíbrio que traz elementos autobiográficos dos artistas, sobretudo suas lembranças da infância.

“Embebidos em autoironia, confrontamos nossos lados sombrios, sonhos e pesadelos, navegando entre os destroços da memória, avançando para o desconhecido à mercê da fantasia. Compomos nas cenas múltiplas camadas de ressignificação do espaço-tempo, confrontando a objetividade do mundo exterior com o mundo interior e subjetivo que move cada indivíduo”, comenta o criador-intérprete Marcelo Rodrigues.

FICHA TÉCNICA
Criadores-intérpretes: Diane Ichimaru, Esio Magalhães e Marcelo Rodrigues
Composição e execução de trilha musical: Rafael dos Santos
Direção artística e dramaturgia: Diane Ichimaru
Desenho de luz: Marcelo Rodrigues
Operação de luz: Coré Valente
Figurinos, máscaras e adereços: Diane Ichimaru
Costuras: Nice Cardoso
Fotografia: FBarella
Câmeras: Bruno Torato e Thiago Pinheiro
Som direto: Talles Rodrigues
Edição de vídeo: Bruno Torato
Projeto gráfico: Lucas Ichimaru
Assessoria de comunicação: Márcia Marques / Canal Aberto
Produção executiva: Pedro de Freitas / Périplo
Produção e realização: Confraria da Dança
  
SERVIÇO
Horizonte Submerso
Temporada: De 29 de novembro de 2021 a 14 de dezembro de 2021, segundas e terças, 21h
Acesso: Youtube da Confraria da Dança
Duração: 38 minutos
Classificação indicativa: Livre

Conversa com os criadores do espetáculo mediada por Veronica Fabrini
Dia 30 de novembro, terça-feira, 21h30 | Acesso pelo Zoom. 
É necessário se inscrever para a atividade por meio deste link

Rita Benneditto, em ritmo de retomada cultural no pós-pandemia, apresenta novo show ‘Samba de Benneditto’ no Teatro Rival Refit, no Mês do Samba

Jovelina Pérola Negra, Jorge Aragão, Arlindo Cruz e Dorival Caymmi são anairapenas alguns nomes do repertório que faz homenagem ao samba de várias regiões brasileiras

Rita_Benneditto

Rita_Benneditto (Foto: Thais_Gallart)

Cantora e compositora de timbres diversos e ao mesmo tempo ressaltando uma voz única, Rita Benneditto defende em novo show, sambas representantes de diferentes regiões do país. Depois do sucesso do “Tecnomacumba”, projeto que comemora 18 anos em turnê pelo Brasil e exterior, a artista maranhense volta dia 3/12, sexta-feira, ao Teatro Rival Refit, agora, pela primeira vez com seu ‘Samba de Benneditto’ no tradicional palco da Cinelândia, RJ.

Nesse projeto, a filha ilustre de São Benedito do Rio Preto, cidade que fica no interior do Maranhão, mostra seu olhar sobre o samba e as muitas formas com que ele é executado no Brasil afora. Um dos principais nomes da MPB, Rita reúne 26 composições, entre clássicos e autorais numa grande viagem pela história da cultura afro-brasileira valorizando sambas de várias épocas e estilos.

Seu passeio musical vai desde o samba de terreiro, transitando pelo samba de roda da Bahia, mas sem esquecer suas raízes maranhenses, o samba caboclo dos “Fuzileiros da Fuzarca”, os blocos tradicionais do carnaval do Maranhão, seu Pai Fausto Benedito e “São Benedito” – o santo dela de devoção, assim como “Santa Rita de Cássia”. Todos são referências marcantes do lugar onde nasceu e que não ficaram de fora do animado repertório que pretende não deixar o público parado na plateia.

Ao longo de 25 anos de carreira, o samba sempre esteve presente na vida e voz de Rita Benneditto, considerada uma das cantoras mais representativas de sua geração. “Há muito tempo eu queria dedicar um projeto ao samba, exatamente como faço esse show com olhar personalíssimo sobre ele. E, aos poucos, fui maturando o Samba de Benneditto” – explica a intérprete, que não vê a hora de reencontrar seus fãs diante do palco.

O novo show é para Rita uma inspiração contínua do bem-sucedido “Tecnomacumba”, o divisor de águas na carreira. O roteiro segue pontuando com o seu olhar naquilo que fundamenta a raiz do samba, mas não abandona a influência na modernidade.

A linha de trabalho é destacada por ela como um ato de brasilidade e manifestação à história musical do Brasil, grande terreiro onde a cultura negra se faz presente em todo canto. Após a estreia nacional de “Samba de Benneditto” no ano passado em São Paulo, no SESC Pompeia, antes da pandemia, a apresentação seguiu para o Rio de Janeiro, no Clube Manouche. Com o isolamento social, no Teatro Rival Refit a produção ganha nova data com a retomada cultural carioca. 

O samba e sua história na voz da artista que tem na arte mais que uma vocação: um sacerdócio

Discriminado durante décadas, o samba ficou inicialmente segregado aos terreiros e, tempos depois, às patuscadas de fundo de quintal. No caso do Maranhão, os terreiros são os do “Tambor da Mata”, cuja maior representatividade está na região do Codó. Essas manifestações são também conhecidas como Terecô.

Rita faz questão de marcar no novo trabalho esse lado da sua ancestralidade. Ela ganhou de Nei Lopes “Terecô”, um samba em parceria com Everson Pessoa, no qual o compositor e pesquisador, grande conhecedor da história do gênero, faz na letra menção à Encantaria Maranhense.

Da sua terra natal, ela caminha por outros estados do Nordeste. De Pernambuco, mas precisamente, da Ilha do Massangano, saúda o tradicional “Samba de Véio”.  Da Bahia,  reverencia dois representantes importantes ligados ao coco e ao samba de roda: Bule-Bule (nome artístico de  Antônio Ribeiro da Conceição) e Roque Ferreira. O primeiro faz-se presente com “Que moça bonita é aquela?” e, o segundo, com “A filha do macumbeiro” (Roque Ferreira e  Dunga).

Com concepção e direção geral de Rita Benneditto em “Samba de Benneditto” referências históricas e atualidade dãose às mãos em roda (de samba). A cantora ao mesmo tempo em que resgata pérolas como “Rainha do mar”, de Dorival Caymmi (1914-2008), abre alas à produção de nomes mais recentes, caso de Zeca Pagodinho, do qual revisita “Minha fé” (Murilão da Boca do Mato), inclui compositores de sua geração, como João Martins, de quem canta “Lendas da mata”, e Luedji Luna, com “Banho de Folhas”. E permite-se (re)encontrar faixas da própria discografia: “Caramba, Galileu  da Galiléia” (Jorge Ben Jor), gravada por ela no seu terceiro CD “Comigo” (2001); e “O que é dela é meu” (Arlindo Cruz, Rogê, Marcelinho Moreira), gravado no disco “Encanto” (2014).

Ainda na seara das reverências históricas do samba, Rita joga luz sobre o legado de duas mulheres, artistas que conseguiram se impor num meio que, durante anos, foi majoritariamente  masculino. São elas Jovelina Pérola Negra (1944-1998) e Dona Ivone Lara (1922-2018). Do repertório da primeira, a cantora pescou duas pérolas: “Água de cachoeira” e “Sorriso aberto”. Da coleção musical de Dona Ivone, escolheu “Axé de Ianga (Pai Maior)”.

E já que o assunto é a força autoral feminina, artista brinda o público com três de suas composições. Além de “Benneditto seja”, o roteiro traz a também inédita “Rainha do Candomblé” e “7Marias”, single lançado em 2018.

Ficha Técnica
Concepção e direção geral: Rita Benneditto
Coordenação geral e direção de produção: Elza Ribeiro
Direção musical: Fred Ferreira e Rita Benneditto

Músicos:
Fred Ferreira (guitarra, violão, viola caipira e vocais)
Michel Ramos (cavaco e violão 7 cordas)
Beto Lemos (rabeca, baixo e vocais)
Ronaldo Silva (percussão e vocais)
Júnior Crispin (percussão e vocais)
Mafram Maracanã (percussão)
Iluminação: Mario Lobo
Técnico de som: Andreas Sepulveda
Cabelo e maquiagem: Ju Cordeiro
Roadie: Anderson Pupu
Produção executiva: Alessa Fernandes
Mídia Social: LB Digital e Conteúdo
Assessoria de Imprensa: CICLO Comunicação/ Clóvis Corrêa 

Apoio:
Edson Rysco
Isaac
Realização: Elza Ribeiro Produções 

Siga Rita Benneditto:
http://www.fb.com/ritabenneditto.oficial
https://www.instagram.com/ritabenneditto
http://youtube.com/ritabenneditto 

Serviço

Show: Samba de Benneditto”
Dia 3 de dezembro, sexta-feira – 19h30
Concepção e direção geral: Rita Benneditto
Direção musical: Fred Ferreira e Rita Benneditto
Com a cantora e compositora Rita Benneditto 

Músicos:
Fred Ferreira (guitarra, violão, viola caipira e vocais)
Michel Ramos (cavaco e violão 7 cordas)
Beto Lemos (rabeca, baixo e vocais)
Ronaldo Silva (percussão e vocais)
Júnior Crispin (percussão e vocais)
Mafram Maracanã (percussão) 

Teatro Rival Refit
Endereço: Rua Álvaro Alvim, 33-37 – Cinelândia – RJ
Telefone: Tel. 2240-4469
Capacidade: 350 lugares

Na entrada, todos terão temperatura aferida, e haverá dispensers de álcool 70° em gel distribuídos pelas dependências do teatro. O público só pode retirar a máscara para o consumo de bebida e comida, sentados em seus devidos lugares.

Abertura da casa: 18h30
Bilheteria:
Aberta de quarta a sexta – das 15h às 20h. Sábados e feriados – das 16h às 20h30 (somente em dias de shows)

Ingressos:
R$ 80,00 (Inteira)
R$ 40,00 (Estudante / Idoso / Professor da Rede Municipal / Funcionário Refit / Assinante O Globo)
R$ 60,00 (Promoção 100 primeiros)
R$ 63,20 (Promoção Santander 21)

Vendas de ingresso pela Sympla

https://bileto.sympla.com.br/event/64291/d/81188

Duração: 1h30

Classificação indicativa: 18 anos

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