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sábado, julho 4, 2020

Perdemos Aldir

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Perdemos Aldir. Perdemos a capacidade de ouvir. Deixamos escapar pelas mãos de Marias e Clarices a definição do que seja, de fato, um mito. Perdemos a noção do perigo. Mito, segundo uma das definições dicionarizadas encontradas por este navegante, “é um relato fantástico de tradição oral protagonizado por seres que encarnam as forças da natureza”. Aldir era mestre-sala dos mares. Era força da natureza.  Era mito. Pode ser, eu admito, que um mito morra para a carne. Mas será eterna sua alma.

Mas calma! Não perdemos a nossa esperança equilibrista. Pois, a despeito de momentos transitórios, de “covids” covardes e covis de piratas pirados, o show de todo artista há de continuar.  Governos e invernos passam. Mas é triste constatar que um artista do porte de Aldir, que tanto deu à cultura brasileira, morra por descaso, por falta de planos, de hospitais, de leitos, de eleitos. A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e saúde. Aliás, o melhor plano de saúde é viver, diz a propaganda. Aldir propagou a vida.  Aldir musicou a vida. A morte não cai bem!

Uma vez estive na casa de Aldir. Foi o suficiente. Vascaíno de boa cepa, morador da Muda, Aldir era voz. Era alto-falante.  Era alto. Era virginiano. Entra ano e sai ano, Aldir era sempre Blanc. Aldir era sempre Aldir. Era toda uma Era. Será sempre! Do samba à MPB, da medicina às crônicas, aos blocos de carnavais. Da boemia aos becos. Da rua Garibaldi para o mundo. O mundo hoje está mais pobre. Morreram Marias e Clarices, morreram Aldir Blanc!

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