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sexta-feira, julho 3, 2020

O Corujão e a Corujinha

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Se é que um sarau de poesias pode se tornar uma grife, este sarau só poderia mesmo ser o “Corujão da Poesia”, que acontece sem interrupções desde 2004. Fundado pelo assessor cultural da universidade Salgado de Oliveira (Universo), João Luiz de Souza, o João do Corujão, o sarau atualmente acontece às terças em Copacabana em dois locais: no Cine Joia regularmente e sempre na última terça do mês no restaurante Eclipse, na mesma Copacabana, paixão do Corujão. Além de Niterói e de São Gonçalo, terra do criador do evento. 
 
O Corujão  é a única vigília semanal de poesia, literatura e música da América Latina. Sendo assim, costuma receber os frequentadores fixos, figurinhas fáceis dos microfones abertos como este aprendiz de escriba e poeta, e também transeuntes, agitadores culturais de outros estados e até mesmo figuras de outros países. Ao final de cada edição, rola a libertação dos livros, na prática, um sorteio onde são repassados as obras doadas naquele dia.
 
Mas sendo eu um pai coruja de uma linda moça e talentosa poeta, Clara Patiño, 17 anos, coube a mim o prazer e a honra de levá-la pela primeira vez a um sarau poético, há duas semanas. Justamente, escolhi o Corujão da Poesia por ser um dos saraus que mais tenho frequentado e onde sinto-me bem recebido, como penso que os demais participantes também. João, que tem como padrinho do evento que lidera nada menos do que o cantor Jorge Ben Jor, conduz o sarau com doçura, firmeza, elegância e generosidade. 
E foi assim que vi minha filha ser recebida pelo João. A emoção tomou conta de mim quando fui surpreendido pela leitura de um poema, segundo a corujinha anunciou ao microfone, dedicado “ao meu pai que está ali sentado”. Não consegui segurar as lágrimas, que caíram, assim como o meu queixo. Fiquei encantando com a desenvoltura da Clara ao microfone, com a intimidade e a cumplicidade que ela demonstrou ter como seus versos e, sobretudo, com a alegria que ela transmitiu ao estar ali na frente de todos, se apresentando e contando um pouco de sua produçãl poética, recém-começada mas que, sem falsa modéstia do pai coruja, promete. 
 
A experiência de ir ao Corujão com minha filha foi tão incrível para mim e, acredito que para a Clara também, que na semana seguinte estávamos lá novamente. Desta vez, no Eclipse. Clara foi saudada efusivamente pelo João. Falou uma poesia. Depois voltou e falou outra. O carismático músico Márcio Bragança, responsável pela curadoria musical do Corujão de Copacabana, tocou, a meu pedido, a música “Rua Ramalhete”, de Tavito e Nei Azambuja, uma das minhas canções preferidas. Da mesa onde estávamos, Clara e eu cantamos a música juntos. Recém falecido, Tunai também foi lembrado por meio de “Frisson”, entre outras. Foi uma noite de poesia pura e de imporantes homenagens como a feita pela poeta Leyla Lobo à poeta, tradutora e editora Thereza Rocque da Motta e a homenagem de Avelino Romero à saudosa Leila Oli.  Uma noite mágica, uma noite coruja!
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