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sexta-feira, julho 3, 2020

O egoísmo – é ele quem está lentamente envenenando o mundo

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Pedro Veroneze é escritor, poeta, romancista e roteirista. Também carioca nascido em 2001 e começou a produzir seus textos aos 12 anos de idade. Reside atualmente na região serrana do Rj; Nova Friburgo. Na cidade, exerce, como acadêmico, sua função ao Anexo Jovem da Academia Friburguense de Letras, empossado a cadeira 7A. Há dois anos publicou sua primeira obra na Editora a qual ajudou a fundar, The Pandemic, por Editora Fross. Dois anos depois, publicará, no primeiro semestre de 2020, seu segundo livro, Entre Cactos e Balões. Para conhecer mais do autor, basta seguir seu perfil pessoal; @pedroveronezeoliveira

“O terror me faz sentir. Fico alerta, prestando atenção, e o mais importante, com medo. E eu sou um tanto assustado; o que torna ainda mais divertido. O terror me faz sentir. E se eu leio, vejo, ouço, faço e não sinto; esse é um terror para mim, um que não provar.”

Boa leitura!

Escritor Pedro Veroneze, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a escrever “The Pandemic”?

Pedro Veroneze – Bom, para te ser sincero, é uma pergunta bem difícil para mim. Hoje estou no time 18. Publiquei The Pandemic com 16 anos. Comecei-o a escrever por volta dos 13. E apesar de novo, já é de agora minha memória lesar meus pensamentos. Mas basicamente; empatia, criatividade e uma vontade de escrever, eu acho. As pessoas, escritores em especial, costumam muito romantizar a questão de um projeto literário. Sobre aquilo que o incentivou e tudo mais. 

Para mim, é tudo balela para ganhar a mídia. A criatividade não é um dom, isso é bobagem poética. Diria para você como cerne de minha questão; minha linda, chata, assustadora e divertida imaginação criativa. Tudo que faço na vida vem dela.

O que mais o atrai nos textos de terror?

Pedro Veroneze – O que mais me atrai nos textos de terror é o terror, eu acho. Eu sei que é redundante, mas quando vejo um filme ou série, quando leio um livro, quero sentir aquilo. Participar, torcer; ou até quase nunca, chorar. Afinal, os sentimentos são nossos sentinelas na vida. 

O terror me faz sentir. Fico alerta, prestando atenção, e o mais importante, com medo. E eu sou um tanto assustado; o que torna ainda mais divertido. O terror me faz sentir. E se eu leio, vejo, ouço, faço e não sinto; esse é um terror para mim, um que não provar.

Apresente-nos a obra 

Pedro Veroneze – Meu livro fala sobre pessoas. Sobre pessoas, suas decisões e suas relações. Se ambienta a noroeste dos Estados Unidos em alguns frios condados por lá. Um vírus começou a se espalhar rápido. Em breve, se tornaria uma Pandemia. Eles acham que pode ter vindo do leste europeu. Terrorismo. Ou quem sabe as geleiras derretidas pelo aquecimento global liberaram um vírus pré-histórico. Ou é um castigo de Deus a nossos pecados. Ou um flagelo do Diabo. Os seres-humanos são crentes; pois mesmo que não é, crê em não crer. Motoqueiros se matam em suas irmandades de gangues, soldados protegem e desertam, adolescentes ficam felizes em dizer, foda-se a escola. E os doentes e necessitados passam dificuldade, não há mais o médico do hospital nem o psicólogo para tratar a TDI. Será que as pessoas podem realmente viver sozinhas e afastadas? 

O egoísmo. É ele quem está lentamente envenenando o mundo. E isso é a verdadeira Pandemia.

Qual o momento que mais chamou a sua atenção, enquanto escrevia “The Pandemic”

Pedro Veroneze – Certamente quando percebi sua semelhança a vida. Inicialmente, não era um projeto meu transforma-lo num compacto livro. Eu escrevia um capítulo inteiro, ou algumas páginas quando estava triste; vem as reflexões. Ou quando estava engraçadinho ou bêbado no brilho e nasce Seth e outros. Ou romântico quando pensava em certos alguéns. Ou com um puta medo de um filme ou por sensação, simplesmente. Havia centenas dessas cenas. Daí, eu com todo esse material, conheci um engenheiro e arquiteto que me ajudou a projetar a casa. Fui o pedreiro, morador e o empreiteiro que supriu os materiais, mas foi ele que me disse onde subir parede e onde colocar as janelas. Devo muito ao meu editor, sócio e amigo Antonio Carlos Frossard. Editora chefe da para sempre minha Editora, Fross.

Qual a mensagem que deseja transmitir ao leitor, por meio da leitura de “The Pandemic”?

Pedro Veroneze – Quero que as pessoas tenham empatia. Não simplesmente ter, mas agir. Você que sentiu pena do cara pedindo esmola, da mulher sendo agredida ou de qualquer merda acontecendo e não fez nada, é igual a quem ignorou. Não o façam, as pessoas estão vazias por conta disso. E a chuva só chora. E eu chovo. Deu alguma merda, seja empático. Não há mistério no tratar o outro como gostaria de ser tratado, ceder ao outro aquilo que gostaria que lhe fosse cedido caso necessitasse. Se não fossemos amparados por leis, pais, autoridades, responsabilidades; o que faria para sobreviver? E não me venha dizer que sabe. 

O cínico só saberá quando posto a prova. O livro evoca isso. Sobreviver, o que é? Como é? Eu concordo com Supertramp. A felicidade só se é real quando se é compartilhada. E a vida é nada mais que um intervalo de tempo entre duas datas. E o que você decide fazer entre elas. As pessoas são fadadas à escolhas, só a morte não há possui. Então viva. Viva e viva.Viva La Vida.

Resuma o livro em duas palavras

Pedro Veroneze – Preciso de três. Comicamente trágico e divertido.

Onde podemos comprar o seu livro?

Pedro Veroneze – Sinceramente, não sei te responder. Mas pesquise-o. E parecerá os sites. Contudo, o site da Editora Fross, onde o mesmo nasceu, é minha indicação pessoal, além de mim, é claro. Entre em contato via [email protected]. Ou me chame no instagram e de quebra também conheçam mais dos meus trabalhos; @pedroveronezeoliveira.

Quais os seus principais objetivos a serem alcançados na área literária?

Pedro Veroneze – Quero que as pessoas com minha escrita fujam para o mundo delas. Saiam e corram dessas conversas mundanas com pessoas que não tem nada a acrescentar. Como acredito em uma crença compartilhada por um dos meus personagens na minha próxima publicação, acredito que todos possuem seu universo particular. E os universos possuem planetas.

Quero ser a passagem de ida a esse lugar. Se distraia, ria, chore. Ou não. Mas é melhor quando tudo isso se junta. Acredite. Melhora 100\100 na experiência.  Espero que as toque e as faça pensar na importância que dão as coisas insignificantes, enquanto distraio. Tu leu isso? Já ganhei meu dia, noite, tarde ou madruga.

Soube que já tem livro no prelo. Apresente-nos o seu novo lançamento literário.

Pedro Veroneze – Meu próximo lançamento é um romance chamado Entre Cactos e Balões. Agora nesse primeiro semestre de 2020. O título já é autoexplicativo. Um cacto nunca poderia ficar com um balão sem fode-lo com um abraço. E o balão, um ser livre para voar alto e por onde bem entender não poderia ficar com um cacto preso a um vaso ou deserto, enraizado a um lugar. 

O livro evoca essa metáfora. Também fala sobre pessoas e suas relações. Mas sem pano de fundo, censura ou licitude. Ele é seco no que tem que ser e umedecido quando necessário. Um fodido jovem filho de uma rica família advinda da política novaiorquina tenta sobrevive aos trapos se virando no brooklin, lugar onde a mãe, cresceu, enriqueceu e morreu. Seus irmãos ficam com o pai para ter regalias que só o dinheiro paga. Uma merda acontece quando se envolve com outro delinquente filho de uma patrulha policial há algumas gerações. Depois de cruzar alguns estados, se veem encurralados a se mudarem de país; para assim, descobrir o que realmente a vida tem a oferecer entre duas datas. Para conhecer o pouco do muito grande mundo.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Pedro Veroneze. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Pedro Veroneze – Bom; se perdeu tempo comigo agora, tem meus sinceros agradecimentos. Estou em débito com vocês, leitores. Nada seria dos escritores sem vocês, considerem-se importantes. E quem conseguir, acorde antes do sol nascer, coe um café, há mais coisas que são pessoais nesse café. Sente na varanda e olhe o sol nascer. Ele brilha suficientemente lindo sem nós. 

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura
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Contato: [email protected]

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