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sexta-feira, julho 3, 2020

Imperfeito Olhar – uma única escolha não tem que pautar sua vida inteira

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Júlia Marques é escritora em tempo integral e estudante de Direito nas horas vagas. Essa, com certeza, é a frase que melhor a define. Paulistana, leitora compulsiva e viciada em músicas e em chocolate, encontrou na escrita sua vocação, seu porto seguro., 

Seu primeiro romance, Depois do Fim, foi publicado em formato digital na Amazon, e o segundo, Imperfeito Olhar, foi publicado pela Editora Coerência.

“Escrever é meu sonho. A escrita é a melhor parte de mim, a parte que escolhi para mostrar ao mundo. Por isso, quando penso nos meus objetivos, a primeira coisa que me vem a cabeça é ser lida.“ 

Boa leitura!

 

Escritora Julia C. Marques é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou a escrever um romance?

Júlia Marques –  é engraçado pensar no exato momento em que decidi que queria escrever um livro. Ou mesmo no segundo em que decidi que me tornar escritora era o que eu mais queria para a minha vida. 

A verdade é que escrevo desde sempre, desde que me entendo por gente. Sempre gostei de criar histórias, de imaginar diálogos e situações. No fim, uma coisa foi puxando a outra, e quando me dei conta já estava aqui, imersa em minhas palavras e histórias, sempre com a cabeça no mundo da lua. 

Para a maior parte dos meus livros, os publicados e o que ainda o serão um dia, a inspiração veio da minha outra grande paixão: a música. Cada um deles tem uma trilha sonora que me ajudou a pensar nos personagens e desenvolver a trama. 

 

Apresente-nos “Imperfeito Olhar”

Júlia Marques –  Imperfeito Olhar é o meu segundo livro publicado, e saiu pela Editora Coerência. 

A protagonista é a Anastácia Adans, uma garota que tem um passado difícil e aprendeu desde cedo que a vida não é lá muito justa. 

Ela aprendeu a sobreviver, a viver o melhor que pudesse, mas as circunstâncias duras em que o destino a colocou a fizeram tomar caminhos que não são muito bem vistos, endurecendo seu coração e a tornando fechada para a vida. 

Durante a execução do que era para ser apenas mais um trabalho, ela conhece Alec Sanders e sua família, e conforme o tempo passa e a convivência aumenta, Anastácia começa a questionar muito de suas escolhas de vida, começa a se perguntar se quer mesmo continuar seguindo por aquele caminho. 

Essencialmente, Imperfeito Olhar é um livro sobre escolhas, sobre o poder que aquilo que escolhemos tem no caminho que trilhamos. É uma história sobre as cores misturadas da vida, sobre como cada uma das nossas escolhas importa e que, em alguns momentos, aquilo que iremos decidir não reflete apenas em nós mesmos. 

 

Qual o momento da passagem da trama que mais a marcou, quando escrevia o livro?

Júlia Marques –  Muitos dos momentos desse livro me marcaram, porque algumas partes dele tratam de perda e violência, sobre as partes mais duras e complicadas da vida. Mas em um contexto geral, algo que me marcou muito nessa história foi o desabrochar da protagonista. Foi ver Anastácia sair de sua própria concha e voltar a encarar o mundo de frente, sem medo de se machucar ou de arriscar a tentar algo novo. 

Ela aprendeu muito durante essa jornada, e no fim, eu aprendi junto com ela. Tirei a lição de que em alguns momentos não importa o quão difícil as coisas estejam, a vida ainda tem coisas bonitas para mostrar. 

 

Como foi a escolha do título?

Júlia Marques –  O título foi escolhido com base em uma característica física da Anastácia, que é portadora de heterocromia. Ela possui os olhos de cores distintas, e no fim isso reflete o modo como ela enxerga o mundo a sua volta e a forma como enxerga a si mesma: fragmentada e imperfeita. 

 

O que mais a encanta em “Imperfeito Olhar”?

Júlia Marques –  Quando eu aceitei o desafio da minha própria cabeça e resolvi escrever esse livro, o que eu queria era passar a mensagem de que não existe perfeição quando se trata de ser humano. Que não existe o definitivo, mas apenas o mutável. 

O que mais me encanta em Imperfeito Olhar é justamente isso: o fato de que nada é perfeito ou eterno, que as coisas sempre mudam e que as pessoas mudam com elas. O fato de que dificuldades não significam impossibilidades, e que uma única escolha não tem que pautar a sua vida inteira. 

 

Cite três motivos para ler está obra literária? 

Júlia Marques –  Bom, vamos lá, três motivos, embora eu tenha uma grande dificuldade de escolher coisas favoritas, rsrs. 

  1. Imperfeito Olhar é uma história de superação, em certa medida. Uma história sobre como não importa o quão ruim as coisas tenham sido, elas ainda podem ser boas. 
  2. Amor familiar. Uma das coisas que eu mais me orgulho nesse livro é a relação existente entre Alec, a mãe dele, Lilian Elizabeth, e o filho dele, o pequeno Kalel. Esses três são o tipo de família que se ama e se apoia de forma incondicional, e eu tenho certeza que a relação deles irá encantar quem escolher dar uma chance para essa história. 
  3. Romance. Apesar de todos os outros temas que essa história aborda. Imperfeito Olhar é uma história sobre o poder do amor, sobre como ele pode ser transformador e servir como espelho para que, antes de olharmos para os outros, olhemos para nós mesmos e as nossas próprias atitudes. 

 

Qual o cenário, espaço geográfico escolhido para a trama?

Júlia Marques –  Imperfeito Olhar se passa em uma cidade praiana, no litoral dos Estados Unidos. É uma cidade de médio porte, com casas e jardins bonitos, na qual o ponto forte é o mar de águas cristalinas. 

 

Onde podemos comprar o seu livro?

Júlia Marques –  Imperfeito Olhar está a venda no site da Editora Coerência (link: http://editoracoerencia.com.br/livros/imperfeito-olhar/) ou diretamente comigo, por direct no instagram (@juhcostha). 

 

Quais os seus principais objetivos como escritora?

Júlia Marques –  Escrever é meu sonho. A escrita é a melhor parte de mim, a parte que escolhi para mostrar ao mundo. Por isso, quando penso nos meus objetivos, a primeira coisa que me vem a cabeça é ser lida. 

É esse o meu objetivo primordial: que as minhas histórias cheguem nas pessoas. Que as minhas palavras encontrem abrigo em outros corações que não apenas o meu. 

Esse é o meu sonho: conseguir fazer da escrita a minha vida por completo, escrever histórias que encontrarão abrigos e estantes, que serão lidas e relidas, exatamente como eu faço com o mundo particular que guardo nas estantes do meu próprio quarto. 

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Julia C. Marques. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor – especial Mulherio das Letras. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Júlia Marques –  Não desistam dos seus sonhos, por mais clichê que isso possa soar. Acredite, esse é o melhor conselho que eu posso dar. 

Não permita que a estrela se apague, sim? Acredite em você, acredite na melhor versão de si mesmo que você pode ser, e não tenha medo dos erros. Eles não são tudo, são apenas uma pequena parte de tudo que você pode ser, de tudo que pode ver. 

Se arrisque a viver cada dia com uma nova oportunidade, e lembre-se: qualquer escolha, por menor que seja, é importante. 

 

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Contato: [email protected]

 

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