Casa do Choro realiza primeira edição do Festival de Inverno

Já pensou em passar mais de 10 dias em contato total com os principais nomes do choro na atualidade, em um mergulho especial em tudo que se refere ao ritmo? Pois isso se tornará possível de 18 a 29 de julho, na primeira edição do Festival de Inverno da Casa do Choro. Quem se inscrever no projeto poderá ter aulas de instrumentos  e prática de conjunto com os melhores professores na área, além de palestras e rodas de choro. Serão mais de 10 dias de vivência musical!

O show de abertura fica por conta do grupo Los Cuatro, formado por quatro músicos que vêm de lugares diferentes e procuram integrar, através da linguagem do choro, as diferentes manifestações musicais da América Latina e do mundo. Eles sobem ao palco da Casa do Choro nos dias 19 e 20 de julho, às 19h.

As inscrições para o Festival de Inverno podem ser realizadas através do site www.escolaportatil.com.br O valor total da imersão é de 800 reais. A Casa do Choro fica na Rua da Carioca, 38, Centro/RJ.

Instituto Casa do Choro

No cartório, o Instituto Casa do Choro nasceu oficialmente em 1999. Seus fundadores, músicos interessados em preservar e divulgar a história e o repertório do gênero, criaram uma razão social sem-teto, mas foram otimistas desde o início. Há três anos, a Casa do Choro abriu suas portas para o público, onde todas essas frentes — os trabalhos de pesquisa, educação e produção musical — encontram abrigo na Rua da Carioca, número 38.

Em 2000, Luciana Rabello uniu forças com Mauricio Carrilho, mestre no violão e sobrinho do flautista Altamiro Carrilho, para criar a Escola Portátil de Música (EPM), com um corpo docente formado por músicos de ponta, entre eles Cristóvão Bastos, Pedro Amorim, Paulo Aragão e Celso Silva. Mais de 12 mil pessoas já passaram pelos bancos da EPM nestes quinze anos, tempo também de existência da Acari Records, primeira e única gravadora de choro do mundo, dirigida pela dupla e dona de um catálogo com mais de 60 títulos lançados até agora. Recentemente, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) convidou a equipe coordenada por ela a inscrever o choro como patrimônio imaterial da humanidade – seguindo os passos do frevo, reconhecido em 2012.

Com oito salas de aula, um estúdio que leva o nome de Raphael Rabello (irmão de Luciana já falecido e um dos maiores violonistas do país) e um teatro com 120 lugares, o espaço conta ainda com mais de 18 mil partituras e dois mil discos de 78 rotações e LPs. Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Inepac) e cedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro para o Instituto Casa do Choro, o prédio de número 38 da Rua da Carioca, estava em ruínas e foi totalmente restaurado com apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), patrocínio da Petrobras e incentivo da Lei Rouanet. O sobrado de origem moura foi construído por volta de 1902 e, no que depender desses chorões, terá vida longa. Como o choro.

 

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.