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junho 16, 2019
Livros

Carreira ideal aos cinquenta: Dupla estreia no mercado de livros infantis e explora narrativa sobre os dramas da infância

Dupla de escritoras retrata personagens que vivem dilemas reais e leva a biblioterapia para auxiliar no aprendizado e desenvolvimento infanto juvenil

A garrafa e a rolhaHistórias que ensinam valores para criançada de forma lúdica e divertida podem ir além de entreter e incentivar o gosto pela leitura. Quando autores decidem explorar uma narrativa com protagonistas que se distanciam de princesas, super heróis e abordam situações comuns vividas por meninas e meninos que já sofreram bullying ou enfrentam outros dilemas sociais, as crianças se veem representadas, passam a exercitar o autoconhecimento e verbalizam com mais facilidade seus sentimentos.

Foi por esse motivo que as escritoras Margarete Amaral e Lili Lili, autoras estreantes no mercado de livros infantis que depois dos cinquenta encontram a tão sonhada realização profissional na Literatura, se uniram e deram origem ao que elas chamam de Dueto Literário. O projeto consiste em levar até as escolas, espaços públicos e eventos para a criançada, histórias que popularizam saberes e ensinamentos acerca da diversidade, boas práticas e cuidados com os animais, meio ambiente, entre outras relações da vida em sociedade. No Dueto Literário você encontra as obras ‘A menina que libertava passarinhos’ (Lili Lili), ‘A Garrafa e a Rolha’ (Margarete Amaral) e ‘A menina do pé preto’ (Margarete Amaral).

A menina do pé preto A menina do pé preto[/caption]

Pós graduada em Arteterapia, Margarete Amaral colocou suas histórias a serviço da Biblioterapia, terapia através dos livros. A escritora organiza rodas de Biblioterapia voltada para crianças que apresentam quadros de ansiedade, hiperatividade ou até mesmo atravessaram algum tipo de trauma. “Os livros são capazes de estabelecer conexões potentes e surpreendentes. Dentro dessa perspectiva, a Biblioterapia ajuda a criança a estabelecer um diálogo sobre suas angústias com um adulto, seja a professora, a mãe, a dinda, o pai, ou seja, alguém em quem confiam,” pontua a escritora e advogada Margarete Amaral.

Já Lili Lili, massoterapeuta e autora do livro ‘A Menina que libertava passarinhos’, resolveu contar a história de Duda,  uma menina que vivia inconformada ao se deparar com passarinhos presos em gaiolas e, por isso, solta o pássaro de sua tia. A obra foi sucesso na Escola Municipal Embaixador Dias Carneiro, em Jacarepaguá da rede pública do Rio.  Além disso, Lili escreve tirinhas infantis e desenvolve conteúdo audiovisual no Youtube com as personagens da vaca Loli e a menina Flor. O intuito das titirinhas é destacar o valor da amizade, os cuidados com a natureza e o respeito em diferentes situações da vida em sociedade.

“Nossa ideia é que os pequenos se identifiquem com os protagonistas das histórias. Isso deixa a criança feliz, contribui para o seu desenvolvimento intelectual, emocional e para o vínculo familiar,” conclui a autora Lili Lili.

Dueto Literário:

Lili Lili:

Amante do Cinema e das Artes, Lili Lili é uma escritora em movimento. O talento para criar  narrativas, idealizar cenários e personagens transcende o universo da Literatura. A autora já passou pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro, momento em que colocou sua imaginação e criatividade a serviço do desenvolvimento de roteiros de curtas e longa-metragem. Mas foi a literatura infantil que a projetou no cenário das artes.

Em sua obra ‘A Menina que libertava passarinhos’ a autora aborda a importância da liberdade para a plenitude da vida. Além disso, escreve tirinhas infantis e desenvolve conteúdo audiovisual no Youtube com as personagens da vaca Loli e a menina Flor com o objetivo de conscientizar crianças sobre o valor da amizade, os cuidados com a natureza e o respeito em diferentes situações da vida em sociedade.

Margarete Amaral:

Margarete Amaral
Margarete Amaral[

Uma autora versátil que transita entre a literatura infantil e a Biblioterapia.  É formada em Direito e Pós Graduada em Arteterapia. Já nasceu com a caneta no coração e um bloquinho na cabeça. Tanto é que seu primeiro livro foi escrito aos 11 anos e o texto original deu vida a primeira obra da autora, intitulada ‘A Garrafa e a Rolha’, publicada em 2015.

Um material largamente utilizado em rodas de Biblioterapia, experiência psicoterapêutica feita através de livros e textos. Em paralelo, ‘A Garrafa e a Rolha’ também é utilizado como material educativo, voltado para crianças com idade mínima de 3 anos. Já sua segunda obra, ‘A menina do pé preto’, publicada em 2017,aborda, de forma sutil, a questão da diversidade, o bullying e prega o respeito às diferenças.

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