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setembro 19, 2018
Gastronomia

Cara,bola Restrô em nova fase

Ostras Frescas - foto: Maria Archer
Ostras Frescas - foto: Maria Archer

Um achado em meio ao agito de Ipanema, o Carambola, comandado pela chef Maia van Velthem, sempre foi um porto seguro para a hora do almoço. Agora, com recente mudança de uma galeria na Visconde de Pirajá para um amplo espaço com jardim na Prudente de Moraes, a casa atinge a maioridade, com cardápio ampliado, com opções que vão do brunch ao happy hour, passando por receitas especiais servidas uma vez por mês, como a maniçoba.

Adepta da cozinha brasileira com influências do Norte do país, onde viveu parte da infância, Maia sempre foi uma entusiasta dos produtos regionais. Pimenta jiquitaia, taperebá, cupuaçu e tapioca são alguns dos ingredientes que sempre tiveram vez em sua cozinha e que seguem sendo realçados em suas receitas.

O menu começa com entradas e saladas, tendo como boas pedidas o steak tartare da chef (R$ 39), com gema de codorna e batata-frita ou a  salada de lascas de mignon (R$ 43), servida com mix de folhas, relish de cebola roxa, tomatinhos cereja, molho de mostarda com tomilho e croutons.

Entre os principais, nhoque de batata doce com camarões (R$ 57), servido com molho cremoso de limao siciliano e aneto; Camusquim da Graça (R$ 57), prato tradicional da culinária paraense feito pela chef com espaguete ao molho de camarão seco e fresco e pimenta de cheiro; Salmào ao mel de cumaru (R$ 69), acompanhado de purê de mandioquinha trufado e tomatinhos confitados; Ossobuco com pimenta Wayana – Apalai Moqueada (tribo indígena do Amapá que usa Moquém, grelha de paus sobre o fogo, para assar ou secar), cozido lentamente e servido com purê de cará e azedinha e Medalhões de mignon ao molho de cupuaçu e jiquitaia (R$ 70), acompanhado de arroz de castanha do Pará e queijo de búfala.

Entre as sobremesas, boas pedidas são o creme brûlée de cupuaçu e nibs de castanha do Pará (R$ 19); o crumble de maçã com sorvete de baunilha (R$ 19); o sagu de tapioca com vinho tinto e creme inglês de cumarú (R$ 16) e o petit gateu com calda de chocolate e sorvete de vanilla (R$ 19).

Às quintas e sextas, de noite tem happy hour com ostras de Santa Catarina – servidas frescas (R$ 20, seis unidades) ou gratinadas na cachaça de caju, nata e grana padano (R$ 29, seis unidades) –  e petiscos como o bolinho de piracuí – farinha de peixe do Pará com aipim (R$ 26) e os palitos de tapioca com minas padrão e geleia de pimenta (R$ 24). Há ainda mexilhões ao vinho branco com fritas (R$ 49); burrata com rúcula, tapenade, pesto e tomates confitados (R$ 33,60) e batatas rústicas ao sal grosso e alecrim (R$ 19). Para beber, clericot de vinho branco (R$ 79, um litro); Aperol Spritz (R$ 25); Porto Tônica (R$ 27); Gin Tônica (R$ 35), além de caipirinhas e cervejas.

Além do menu fixo e do happy hour, todo primeiro sábado do mês a chef serve a maniçoba, receita tradicional paraense que é similar à feijoada, porém feita com folhas de mandioca (R$ 65, para uma pessoa; ou R$ 110, para duas).

E, para quem quiser levar um pouco do Carambola para casa, há quiches, pastas, biscoitos, caponata, geleias, chutneys variados e o brownie da Maia, que também já virou uma marca registrada, onde as nozes deram lugar à castanha do Pará. As opções mudam diariamente.

Maia van Velthem:
A chef Maia van Velthem já percorreu caminhos bem distintos antes de ser chef de cozinha e comandar seu próprio restaurante. Jornalista de formação, já trabalhou como assessora de imprensa e repórter antes de seguir sua vocação e a paixão pela Gastronomia. Em 2003, formou-se em tecnologia em Gastronomia na Escola de Nutrição da Universidade do Rio de Janeiro. Depois de vários estágios em restaurantes e hotéis do souschef no restaurante francês Chez Gerard, no centro de Londres. Dessa experiência, trouxe a exigência do cliente inglês e uma divertida mistura de ingredientes e culturas, típica daquele país. Na cozinha onde trabalhava, conviveu com irlandeses, argelinos, franceses e escoceses.

Antes de voltar ao Brasil, fez um tour gastronômico pela Europa e, principalmente na Itália, pôde estudar e pesquisar matérias-primas, preparações e técnicas culinárias. Atualmente, Maia coloca todos esses aprendizados em prática na cozinha do Carambola, dando ênfase aos ingredientes tipicamente brasileiros como taperebá, cupuaçu, açaí, tapioca, castanha do Pará. “Na cozinha você não pode ter medo de ousar. Muito menos de misturar técnicas e ingredientes. É muito importante estar sempre pesquisando novos sabores”, comenta a chef, que foi uma das precursoras na pesquisa e no resgate de ingredientes antes pouco conhecidos no Sudeste, entre eles a pimenta Jiquitaia, produzida pelas mulheres da Tribo Baniwa, que já utiliza há quase uma década em suas preparações.

Em 2007, Maia foi indicada ao prêmio “Veja Rio O Melhor da Cidade” na categoria chef revelação e, em 2009, foi eleita pelo Guia Danusia Bárbara na mesma categoria. De 2006 a 2010 comandou a cozinha do restaurante Quadrucci, no Leblon.

Serviço:

Carambola Restô  – Rua Prudente de Moraes,  1008, Ipanema Tower. Tel.: 2223-0336. 50 lugares. Terça e quarta, das 11h às 16h. Quinta e sexta, das 11h às 22h. Sábados das 9h às 22h; domingos e feriados, das 9h às 18h. Aceita todos os cartões. Aceita todos os vales refeição.

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1 comentário

Carambola Restô em nova fase | Receitas Búlgaras e Internacionais julho 30, 2018 at 02:00

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