Banda australiano-brasileira é destaque em festival de inovação em Minas Gerais

King in The Belly
King in The Belly

Foram quatro dias de palestras e workshops, com mais de 3.000 pessoas de diversas partes do país. Entre profissionais de tecnologia, design, startups e inovação, não era difícil distinguir um outro público de presença massiva no evento: a tribo da música independente. Com palestras e conteúdo para os interessados no assunto, o Hack Town 2017 (http://hacktown.com.br/) levou à Santa Rita do Sapucaí (MG), entre 07 e 10 de setembro, produtores e músicos de toda parte do país. Neste cenário de oportunidades, uma das bandas mais promissoras da cidade soube aproveitar bem a ocasião. Trata-se do king in The Belly (http://kinginthebelly.com.br/), banda de rock alternativo formada pelo australiano Luke Kiernan (baixo) e mais três brasileiros: Luís Fernando Bertoloni (Vocal e Guitarra), Diogo Silverio (Guitarra) e Vinicius Boareto (bateria).

Apesar do Hack Town ser um evento de palestras, conta Luke Kiernan, todo o ecossistema que se forma ao redor do festival proporcionou que, em quatro dias, o King in The Belly fizesse quatro shows e ainda fosse protagonista de um dos eventos de música independente mais interessantes que o Sul de Minas já recebeu: o King in The Belly Backyard. “Foi um feriado prolongado inesquecível”, lembra o australiano que se mudou para Santa Rita há pouco mais de três anos e já se apresentou com a banda em cidades do Sul de Minas e em alguns dos principais bares de música autoral da capital paulista.

O King in The Belly Backyard, projeto realizado pelos integrantes no quintal do restaurante Casa do Beto nos dias 07, 08 e 09 de setembro contou com um palco próprio, uma curadoria de três dias de evento e dois shows da banda. O King in The Belly recebeu nomes como MOONS, Patronagens Band, Guido Del’ Duca, Lucas Rinor, Lucas Julidori, Saulo Haikal, Mário, Indigo Som, Pão e Circo e Fall & Rise – sempre com foco em música autoral. “O King in the Belly Backyard conseguiu reunir algumas das bandas e artistas mais promissores da cena independente nacional”, afirma Carlos Henrique Vilela, um dos organizadores do Hack Town, “e fez com que grandes nomes do mercado musical saíssem bastante impressionados de lá”, completa.

A apresentação de maior impacto, no entanto, foi na abertura da Casa Google Developers, iniciativa inédita da marca global fora dos Estados Unidos. Tocando na varanda da casa localizada nas instalações do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) para os participantes do Hack Town que circulavam pelo local, o King in The Belly apresentou ao público algumas de suas composições, como ‘Behind’ e ‘Bridge’, lançadas em 2017, e Crazy Canja e Let’s Go, que farão parte do seu primeiro EP, a ser lançado no final do ano. A banda ainda tocou no festival Yellow Brick, que também acontecia em Santa Rita do Sapucaí no feriado da independência.

Rodrigo Ratto, gerente geral de operações da Ditto Music no Brasil, conta que ficou impressionado com a banda. “Tive o privilégio de acompanhar os shows do King In The Belly por três noites seguidas. Eles fazem um rock rural atual, puro e direto, aliado a influências do psicodelismo inglês e do rock setentista americano”, destaca Ratto, que durante quase uma década foi executivo da Universal Music Group no Brasil. “Os integrantes da banda têm pleno domínio de palco, esbanjam carisma e possuem uma legião de fãs super engajados e apaixonados por sua música”.