Autora brasileira morando há vinte e cinco anos na Alemanha é destaque na literatura contemporânea

Margot Weide
Margot Weide

Nasci em São Paulo; morei e conheci quase todos os Estados brasileiros. Cursei a escola Técnica de Química Têxtil e me formei pela Universidade Santa Úrsula no Rio de Janeiro, trabalhando durante anos em diversas áreas como psicóloga.

Acreditei na minha intuição e embora amando a alegria brasileira em suas misturas culturais e raciais, fiz-me portadora do passaporte alemão, saindo do Brasil com minhas filhas há vinte e cinco anos. Aqui encontrei a paz para escrever.

Tanto no Brasil como na Alemanha busquei pelo que denominamos áreas não científicas e exercito em âmbito privado o esoterismo que me inspirou neste romance. Meu lema de vida é “acredite e vai”.

“Busque-se! Descubra quem você é em sua essência e seja! Crie a sua história; você é único e está dentro da vida com um objetivo. Seja positivo em suas propostas e vá em frente; se a ideia veio, acredite!”

Boa Leitura!

Escritora Margot Weide é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor, conte-nos em que momento surgiu inspiração para escrever “Alaba Textory – O sussurro dos Sinos”?

Margot Weide – Para mim é um prazer e uma honra participar dessa entrevista e agradeço muitíssimo pela oportunidade da Revista Divulga Escritor.

Respondendo… escrever e ler sempre foram meus passatempos preferidos; ao chegar na Alemanha me veio um vazio intelectual por que eu não dominava perfeitamente o idioma alemão. Me correspondia com amigos e parentes, mas a ideia de escrever para me distrair, me agradou.

Eu tinha como quê um encontro com os meus personagens e era divertido criá-los, construi-los em suas dificuldades e vitórias. Fazê-los crescer por dentro, principalmente, em suas emoções, medos, ameaças cotidianas…

Este livro é o primeiro de uma trilogia, de que forma esta trilogia está dividida?

Margot Weide – Na verdade esse é o meu primeiro livro e a trilogia está dividida por datas, épocas.

Quando eu encerrei o meu romance “Alaba Textory – O sussurro dos sinos”, senti que a história tinha muito potencial, e poderia continuar. Assim, coloquei o ano seguinte tal qual vinha fazendo e procegui criando “Alaba Textory – A melodia dos ecos” .

Os três romances tratam do mesmo tema: a realização do ser humano; sua busca interior; suas limpezas interiores, colocando os lixos mentais fora.

O que são lixos mentais?

Margot Weide – Tudo o que nos foi ensinado e que não nos servem! Nos sufocam em nossa existência. São conceitos e pré-conceitos sem valores, ultrapassados, os quais não nos favorecem como indivíduos. Somos manipulados  através do medo; pecado; ameaças que nos freiam para a vida e em nosso crescimento como pessoa. Sem querer abusar do espaço que me concedem há no meu segundo livro um exemplo colocado em símbolos:

“”… Por que nos assustamos? Ou numa história mais clara: inúmeras pessoas nos falaram. E essas inúmeras vozes se tornaram uma só, fortemente gravada em nossos neurônios. Essas vozes disseram:

“Você precisa se proteger, o inverno será rigoroso, isto é, virão muitos problemas”. E no intuito de nos ajudar, ofereceram agasalhos, os quais sem pensar, sem questionar, vestimos. Nos cobrimos, nos protegemos, sem saber ao certo o que fazíamos e por que o fazíamos. Vestimos várias camisetas, por cima delas várias camisas de mangas longas, vários pulôveres e dois ou três casacos. Com toda certeza nossa percepção é de desconforto e incômodo. Estamos pesados e abafados, no entanto, nos sentimos protegidos. À medida que retiramos casaco após casaco, um alívio se faz presente, porém percebemos que embora o peso maior se tenha ido, ainda estamos apertados, sufocados. Então, na busca de conforto, iniciamos a retirada dos pulôveres, um depois do outro, lentamente. Experimentamos, testamos nosso novo bem-estar. Sem nos darmos conta, foram retiradas também algumas camisas.

Assim, com um nível mais claro de sensibilidade, notamos que as camisas e camisetas que restam em nosso corpo não nos cabem direito; nos foram doadas aleatoriamente e as enfiamos sem antes verificar se nos serviam de verdade. Algumas são grandes, outras pequenas e precisamos retirá-las para trazermos conosco o que queremos e o que precisamos… o que se adapta a nós, à nossa natureza divina. Até porque o inverno ameaçador não existe. Aí está o conflito: nos disseram que o inverno viria e precisamos retirar roupas que não nos cabem. “Ficar despido!?! Não sentirei o frio de que tanto falaram? Será mesmo necessário vestir-me adequadamente? Acho até que essas camisas e camisetas estão boas. Algumas têm tamanho menor… é, apertam um pouco, mas já me acostumei a elas. Se penso melhor, nem apertam tanto.” Melhor viver o mal-estar para sempre do que nos sentirmos vulneráveis, mesmo que por um curto período. Melhor viver o mal- estar para sempre, agredir nossos nervos e músculos, do que mudar uma situação conhecida””.

Desde o inicio da escrita do primeiro livro sabia que ia ser uma trilogia?

Margot Weide – Não em absoluto! Não haviam planos. Eu não escrevi uma trilogia. Meu livro estava dividido casualmente em datas e Estados brasileiros e a Novo Século Editora teve a ideia de formá-lo em três por ser muito grosso para o mercado, no entanto dentro da história, enfoco de forma premente “o realizar-se”, “o desligar-se de medos encobertos” que nos adoecem… entristecem, nos levam à caminhos infelizes.

Quais os principais desafios para escrita da trilogia?

Margot Weide – O desafio não esteve na escrita, mas sim, no pós-escrita. Um livro está no mercado e fica-se na espectativa da edição do segundo. Os leitores têm que esperar e nos cobram. Ai vem o segundo romance que fica meio capenga entre o antes e o depois…

Qual a mensagem que deseja transmitir ao leitor através das obras?

Margot Weide – Independente dos subtítulos a mensagem é única:

Busque-se! Descubra quem você é em sua essência e seja! Crie a sua história; você é único e está dentro da vida com um objetivo. Seja positivo em suas propostas e vá em frente; se a ideia veio, acredite!

Os três romances tratam do mesmo tema de forma envolvente e suave,  primando muito pelo valor feminino. Nós temos, como mulheres um lado intuitivo que foi deixado de lado; esse lado abandonado é citado com ênfaxe na minha história, sem no entanto o super valorizar. Eu o trago à tona.

A realização do ser humano; sua busca interior; a forca interna que todos nós trazemos conosco.

O que são lixos mentais? Tudo o que nos foi ensinado e que não nos serve!  

De que forma as mensagens se complementam?

Margot Weide – Minha leitura não se complementa… não complementa e sim libera; abre espaço, faz pensar e sentir. Também embala… faz crescer.

Diverte; conseguimos rir e chorar; lidar com emocao nos encaminha ao nosso âmago!

Qual a previsão para lançamento do terceiro e último livro da trilogia “Alaba Textory – Venha, vamos dançar”?

Margot Weide – Acredito que em junho já esteja no mercado.

Quem desejar como deve fazer para comprar os seus livros?

Margot Weide – Que eu saiba, eles podem ser encomendados em qualquer livraria, mas a minha editora trabalha com a Livraria Saraiva; livraria Cultura e as possibilidades por internet que são, inclusive mais em conta no preço.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Margot Weide. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Margot Weide – Leiam! Leiam sempre!

A leitura nos faz criar mundos por dentro e por fora; nos trás opções de aberturas psíquicas; nos amplia como seres.

Cuide-se: o primeiro amor é para você!

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