Artistas criam calendário solidário de conscientização sobre o câncer

Página Abril
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No dia 13 de dezembro, 12 artistas plásticos estarão reunidos no MEMO – Mercado Moderno, em Ipanema, para o lançamento do calendário “Ana 2017”, criado em homenagem à Analúcia Souza, fundadora do Silk Atelier, empresa carioca especializada em serigrafia com quase duas décadas que trabalha a quatro mãos com artistas de renome no mercado de artes do Rio de Janeiro e que terá renda revertida para a Fundação do Câncer, uma instituição privada e sem fins lucrativos, que há 25 anos atua na prevenção e controle do câncer no Brasil.

Os amigos e artistas Antônio Bokel, Clara Veiga, Manu Alves, Marcelo Eco, Marcelo Macedo, Marcelo Ment, Mari Cersosimo, Mayer, Mottilaa, Rafo Castro e Rodrigo Calixto decidiram perpetuar a memória de Analúcia, que faleceu este ano em decorrência da doença e criaram esse projeto.

A ideia foi unir amor e arte no calendário, que terá cada mês do ano representado por um dos artistas. O calendário também estará à venda na edição especial da Babilônia Feira Hype, na Lagoa, nos dias 17 e 18 de dezembro.

Um gesto de amor, uma iniciativa coletiva.

Ana 2017 - Mottilaa
Ana 2017 – Mottilaa

ANA 2017, meses:

JANEIRO – MAYER
Mayer investiga a natureza humana através da anatomia. Para Janeiro, o artista propõe uma reflexão sobre o nascimento do ano. Sua obra sob o título de “Abertura” convida o espectador à retomada do olhar lúdico, infantil. A forma ovóide do crânio de um recém nascido pela vista superior evidencia as aberturas anatômicas e sua efemeridade. Esta, ambivalente quanto ao sentido, a impermanência da vida, e, sobretudo, sua fragilidade. Nasce um novo ano, uma nova possibilidade. Mantenha a cabeça aberta.                 

FEVEREIRO – MENT:
Marcelo Ment, um dos mais importantes nomes da arte urbana brasileira  na atualidade, Ment é autodidata e integra a primeira geração de artistas de graffiti no Rio de Janeiro. Sua arte pode ser vista em grandes publicações do gênero e principalmente nos muros, sua base e principal plataforma de estudos. “As obras e histórias que venho construindo, são fundamentadas e baseadas em experiências e situações do dia a dia, vejo a arte acima de tudo, como forma de comunicação e busca de evolução em todos os sentidos.”. 

MARÇO – CLARA VEIGA:
Desde a infância, desenhar era um passatempo para Clara Veiga. Os momentos introspectivos em que rabiscava papéis com grafite aconteciam tão naturalmente, quanto a sua transformação em atividade profissional.  Formada em desenho industrial, a carioca de 27 anos ainda mantém simples o seu processo de criação: se antes desenhava em cadernos de colégio e bloquinhos de anotação, hoje só precisa de uma caneta Bic, privacidade e música.    

ABRIL – MARI CERSOSIMO:
Mari Cersosimo, 33 anos, é uma carioca que foi mordida pela poesia e pela arte ainda nos tempos de escola; época em que começou a recitar poemas em eventos e a participar de projetos experimentais e exposições. Formou-se em design pela PUC-Rio e em 2006 fundou o Petit Pois Studio, empresa na qual é sócia do marido. Desde então, realiza diversos projetos de design com viés artístico, tanto para marcas e empresas nacionais e internacionais, quanto para selos e músicos independentes. Segue misturando tudo: design, poesia, arte, trabalho, casamento, amigos, negócios e experiências.      

MAIO – BOKEL:
A trajetória do trabalho de Antônio Bokel, formou, em poucos anos de investigação pictórica, à criação de um mundo de signos próprios, que relacionam-se entre si pelo total despreconceito tipológico. O traço culto convive com símbolos gráficos primários de forma a complementá-los ora de forma crítica, ora envoltos em harmonias desconcertantes que amplificam suas intenções, criando então a complexidade que sua obra encerra. Porém, construindo à partir de um vocabulário gráfico sofisticado e personalizado, influenciado por Cy Twombly e que em alguns aspectos faz lembrar Rauschenberg pelas conexões e em outros Mimmo Paladino pela tipologia, o trabalho de Antônio Bokel tem a seu favor, a energia de uma posição estética bem definida, mesmo que com um grande número de referências visuais . 

JUNHO – RAFO CASTRO:
Artista visual multimídia, formado em desenho industrial, ilustrador e amante da tipografia e dos processos gráficos.

Rafo mantém a originalidade das suas criações levando para suas obras o diálogo entre o lúdico e o grotesco, em formas descontraídas que intrigam e entretém.  

JULHO – MARCELO ECO:
Marcelo Eco faz parte da primeira geração de grafiteiros do Rio de Janeiro. Tem como marca seu personagem de “queixo pontudo” com traços rápidos e longilíneos. É normal encontrar seu personagem em grande parte do Rio de Janeiro, os corpos pelo efeito tridimensional, parecem mergulhar entrando e saindo das paredes. 

AGOSTO – RODRIGO CALIXTO:
Se a relação afetiva com a madeira começou em casa – por influência do pai – foi na faculdade de Desenho Industrial da PUC-RJ, que essa paixão ganhou força. Mergulhou então no estudo da madeira, suas aplicações, seus cortes, pesos, cores e possibilidades. Nove anos depois, sua obra premiada abrange desde o design de móveis criativos – que primam pela excelente execução e acabamentos, passando por obras de arte engajadas com questionamentos bem contextualizados, chegando a objetos híbridos que agregam ao mesmo tempo funcionalidade, beleza, geometrismo, colecionismo, memória histórica e afetiva. 

SETEMBRO –  MACK:
Marcelo Macêdo (Mack) é natural do Rio de Janeiro, Brasil, do ano de 1983, formado em design gráfico e com apetite criativo para as artes. Costuma levar seus desenhos para as ruas, que por sua vez, fornece o material para a construção de suas obras: pedaços de papel, madeira, objetos descartados, encontrados que são repaginados ganhando nova vida e sentido. 

OUTUBRO – MATEU VELASCO:
Mateu tem em sua formação cursos de gravura, ilustração, caligrafia experimental e computação gráfica. Fez residência artística na Hungria, em 2012, e desenvolveu uma linguagem própria como artista visual, que pode ser encontrada em muros e galerias de São Paulo, Rio de Janeiro, Tóquio, Los Angeles, Nova York e Paris, entre outras cidades pelo mundo.         

NOVEMBRO – MANU ALVES:
“Manu Alves constrói meticulosamente suas imagens com preenchimentos complexos de padronagens, dando vida a obsessivas texturas em elementos da fauna e flora. Através de uma pesquisa, descobriu que as aves domésticas sofrem pelo estresse do confinamento em gaiolas, o que pode ocasionar a neoplasia, que são crescimentos anormais de tecido no animal, e podem ser benignos ou malignos, sendo o termo câncer utilizado para os crescimentos malignos. Os periquitos australianos são os mais afetados, por isso os representou livres e em pleno vôo para o mês de novembro, um mês inteiramente azul.

DEZEMBRO – FELIPE MOTTA:
Felipe Motta aka MOTTILAA, artista gráfico carioca da escola de 78 e skatista desde os 10 anos de idade, tem seu trabalho enraizado na cultura de rua, principalmente no skate. Desenvolveu ao longo da sua trajetória profissional dezenas de projetos para o mercado de skate, para grandes nomes da música, principalmente do Rap, e para empresas renomadas. Desde 2006, MOTTILAA divide seu tempo entre trabalhos autorais de arte e projetos de design do Petit Pois Studio, onde é sócio da esposa, a designer Marianna Cersosimo. Juntos, desenvolvem projetos exclusivos para marcas, artistas e bandas nacionais e internacionais.

Fundação do Câncer:
A Fundação do Câncer é uma instituição privada e sem fins lucrativos que, há 25 anos, realiza ações estratégicas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil. Atua em promoção à saúde, diagnóstico precoce, assistência, cuidados paliativos, educação e pesquisa. A Fundação é parceira do Instituto Nacional de Câncer (Inca) no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e no projeto de expansão da Rede Brasileira de Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (Rede BrasilCord). 

Serviço:

ANA2017 por Silk Atelier

Curadoria: Silk Atelier

Artistas convidados: Antônio Bokel, Clara Veiga, Manu Alves, Marcelo Eco, Marcelo Macedo, Marcelo Ment, Mari Cersosimo, Mayer, Mottilaa, Rafo Castro e Rodrigo Calixto.

Projeto gráfico: Petit Pois Studio

Produção: Caio Pires, Rebeca Lemos, Manu Alves, Mayer e Tiago Morena 

Preço: R$ 150,00 (renda revertida para Fundação do Câncer)

Audiovisual: Sambacine

Lançamento: 13 de dezembro, às 18h, no Memo – Mercado Moderno

Rua: Saddock de Sá 207 – Ipanema – Rio de Janeiro

Venda: Edição 17 e 18 de Dezembro – De 12h às 20h

Parque das Figueiras (local da antiga Estação do Corpo)

Av. Borges de Medeiros s/n – Lagoa Rodrigo de Freitas

ENTRADA FRANCA

Apoios: Ezipa, Corte e Vinco, Seritécnica, Bar Caverna, Renata Abranchs, Artes e Ofícios, Birds Communications, TNT Assessoria – Toni Oliveira, Fundação do Câncer, Babilônia Feira Hype e Albergraf.