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maio 20, 2019
Música

Artista independente Analuh lança EP “Revela a Ferida”

Analuh (foto: Thaís_Rodirgues)
Analuh (foto: Thaís_Rodirgues)

Marcado pelo discurso de resistência e mistura de ritmos, o EP tem show de lançamento em Botafogo nesta sexta 

Analuh lança nesta sexta-feira, 25, “Revela a Ferida”, EP que mistura ritmos brasileiros como o Baião, o Maxixe e Maracatu, com ritmos como o Rock e o Blues no Bar Olho da Rua em Botafogo (R. Bambina, 6). O “extend-play”, composto de 4 músicas autorais, reflete sobre o cenário político-social brasileiro.

A cantora paulistana residente há 5 anos no Rio de Janeiro se dedica desde os 16 exclusivamente à música, principalmente a MPB. Tem como influência Cássia Eller, Elza Soares, Mutantes, Francisco el Hombre, entre outros. O crescente interesse pela política fez a artista independente ter um novo olhar para o seu redor. Participante ativa de manifestações e coletivos, a jovem cantora começou a refletir sobre as injustiças sociais, tema que inspirou o EP.

O processo de composição é descrito pela artista como um “vômito”. “Todas as músicas saíram em menos de 10 minutos a partir das minhas reflexões sobre o mundo”, conta Analuh. O nome do EP, inclusive, vem desse momento. As composições presentes relatam os problemas sociais que nossa sociedade enfrenta, mas que muitas vezes são naturalizados e não problematizados e solucionados. A ideia é dar um “chacoalhão” no ouvinte. Mostrar que tem algo errado e chamar pra luta. 

O show de lançamento conta com os músicos Rodrigo Souza na bateria, Danilo Nicácio na guitarra, Jonathan Panta no baixo e Jessé Alves no saxofone. Serão apresentadas músicas autorais de Analuh e covers, brasileiros e internacionais, que dialogam com a mensagem do disco. Uma noite feita pela mistura de ritmos para dançar, se divertir e entrar na luta. A entrada é com contribuição consciente sugerida a R$ 20.

Para ir esquentando, as músicas podem ser ouvidas no canal do youtube oficial da artista: https://www.youtube.com/channel/UC45hyN7VA-XttwaAPwunHrA . Em breve disponível em todas as plataformas digitais.

Serviço

Lançamento EP “Revela a Ferida”

25 de janeiro, às 20h

Bar Olho da Rua – R. Bambina, 6 – Botafogo, Rio de Janeiro – (21) 35576346

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/211836969697214/

Redes Sociais: @analuhaovivo

SOBRE ANALUH

Analuh, 23, é natural de Rosana, São Paulo. E foi nos bares da pequena cidade que começou a cantar. Sua família sempre gostou muito de música, e desde cedo, a cantora já dava pinta que queria seguir a carreira artística. Quando pequena, produzia pequenos shows na sala de sua vó, inventava músicas, se pintava e se apresentava para os familiares. Foi assim que começou a ficar íntima do violão e deu seus primeiros acordes. Foi também dessas pequenas apresentações que nasceu sua primeira composição, “Ódio”, que concorreu a um festival de compositores da cidade e ficou em sétimo lugar.

Aos 16 anos, mudou-se para São Paulo (SP) para estudar canto na ETEC de Artes e tentar a vida artística na cidade grande. Em 2013, mudou-se para Niterói (RJ), onde reside há 5 anos. Foi nos pequenos bares de Niterói e apresentações na rua que a cantora começou a se profissionalizar, chegando a completar mais de 200 apresentações na orla de Copacabana em 2016. Além de apresentação em bares como o Banana Jack Icaraí, Devassa Centro, fez uma participação no musical “Gonzaguinha: o eterno aprendiz”, em novembro de 2018.

FAIXA A FAIXA

Oh Muleque!: A música veio dos estudos da artista sobre educação e Paulo Freire. Ela fala da educação como ferramenta de manutenção das desigualdades sociais, e não como libertação. Também faz uma crítica a meritocracia, e a ideologia que qualquer um pode se tornar “Um Grande Milionário”. 

Maquiagem: Assim como as outras canções do EP, essa canção veio de forma natural. Analuh estava tomando banho, e pensou numa cena de uma mulher que sofria violência doméstica chorando no box. A partir daí, pensou em como é terrível a rotina dessas mulheres, que estão sempre alertas e temendo a próxima agressão, as coisas que elas deveriam passar, as mentiras, os abusos.

A culpa é sua: Ao compreender melhor a sociedade burguesa, e o papel do trabalhador como aquele que produz todas as riquezas e que não tem acesso a elas, Analuh utilizou o sarcasmo nesta faixa. Ela retrata o trabalhador como o culpado pelas crises e corrupções e, por isso, ele é quem paga a conta com medidas como a reforma da previdência.

Privilégio: A música foi composta quando estava na oitava série, num trabalho de escola. A professora apresentou a música “A minha Alma” do Rappa, e pediu para que fizessem uma música sobre segurança. Então, pensou nas casas grandes, com muros, câmeras e cercas elétricas que fazem parecer que todos então enjaulados. 

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