“A Alma Imoral” no Teatro OI Casagrande

Comemorando 11 anos consecutivos em cartaz em 2017 desde sua estreia em 2006, “A ALMA IMORAL”, de Clarice Niskier, volta ao Rio para curta temporada no Teatro OI Casagrande em janeiro de 2018. A peça, que já ultrapassa a marca dos 400.000 espectadores, vem se apresentado com êxito para as mais variadas platéias – desde apresentações intimistas em pequenas salas até sessões ao ar livre para platéias com mais de 1.000 pessoas, como na Virada Cultural de São Paulo, em 2012.

O texto da peça é uma adaptação de Clarice Niskier para o teatro, a partir do livro homônimo do rabino Nilton Bonder. A supervisão da montagem é de Amir Haddad. A atriz adaptou o texto com “o objetivo de mobilizar o pensamento e a emoção do espectador contemporâneo“, o que vem de fato acontecendo desde a sua primeira temporada, em meados de 2006 no Rio de Janeiro, quando estreou numa pequena sala de 50 lugares e de lá seguiu para um teatro de 400 lugares, onde chegou a ficar em cartaz de terça a domingo. E dali ganhou o Brasil, em teatros de Norte a Sul do país.

Depois dos 14 meses iniciais no Rio, partiu para uma tournée nacional, ocupando 29 salas com diferentes capacidades e perfis, e obtendo sempre a mesma resposta calorosa do público. Belém, Recife (Festival do Recife), Brasília, Belo Horizonte, Divinópolis, Ouro Preto (Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana), Niterói, Angra dos Reis (Festival de Angra), Resende (Festival de Resende), Nova Iguaçu, Petrópolis (Festival de Inverno), Porto Alegre, Garça, Catanduva, São José dos Campos, Vitória (Festival de Vitória), Curitiba (Festival de Curitiba), São Paulo (Teatros Eva Herz, Augusta e Cultura Artística), Piraju, Americana, Lençóis Paulista, Botucatu, além do Rio de Janeiro, onde estreou e retornou em outubro de 2011, para o Teatro Leblon. Em 2012, A Alma Imoral reinaugurou o Teatro Serrador, no Centro do Rio, onde realizou uma temporada popular com enorme sucesso. Ao longo de 2013 e no primeiro semestre de 2014, seguiu em novas temporadas no Rio, em São Paulo e retornou ainda às cidades de Porto Alegre, Teresina, Maceió e Salvador. No total, a peça já passou por 24 cidades, e ainda hoje segue viajando pelo Brasil.

No teatro é sempre a primeira vez. Quando me perguntam como é possível fazer uma peça tanto tempo sem se cansar eu respondo: assim como é possível amar tanto tempo a mesma pessoa sem se cansar. Nesse caso o tempo é muito subjetivo. Se a relação está viva, está viva. Dá trabalho, mas não cansa. Assim é na Alma Imoral. Eu amo esse trabalho, esse texto. Que vocês se sintam vivos diante de mim. Assim como tenho vontade de me sentir diante de vocês: viva.”, afirma Clarice.

A peça fechou seu primeiro ano em cena com três indicações ao Prêmio Eletrobrás de Teatro (melhor atriz, melhor peça e melhor figurino) e chegou ao segundo com duas indicações ao Prêmio Shell (melhor atriz e melhor figurino), tendo vencido na categoria de Melhor Atriz. Foi ainda contemplada em 2007 pelos Prêmios Caixa Cultural e Caravana Funarte de Circulação Nacional de Teatro, e em 2008 pelo Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz.

A PEÇA

A peça desconstrói e reconstrói conceitos milenares da história da civilização – corpo e alma, certo e errado, traidor e traído, obediência e desobediência.

Sozinha no palco, Clarice Niskier está em contato direto com a platéia, sem fazer uso da chamada “quarta parede”. Para contar histórias e parábolas da tradição judaica, a atriz vale-se somente de uma cadeira panton preta e um grande pano preto que, concebido pela figurinista Kika Lopes, transforma-se em oito diferentes vestes – mantos, vestidos, burcas, véus. O espaço cênico concebido por Luis Martins é limpo e remete a um longo corredor em perspectiva.

Clarice optou por não trabalhar com uma direção teatral no sentido tradicional, mas com a supervisão de Amir Haddad, que já vem fazendo este trabalho com alguns atores. “Super-visão pode significar uma visão maior ou superior, capaz de desvendar coisa que outros olhos mortais não conseguiriam ver. Assim como o super-homem (citado no espetáculo) com sua visão de raio x. Mas também pode significar uma sobre-visão, uma visão de cima, das coisas que estão acontecendo. Por exemplo: ‘A terra é azul’ disse Gagarin, sobrevoando o planeta. O que eu faço com a Clarice, bela atriz, mulher corajosa, procurando o seu lugar, é tentar dar a ela a visão de quem está de fora, e às vezes de cima, para melhor poder entendê-la e orientá-la na manutenção de sua órbita. Me dá mais prazer observar e ajudar um ator no divino exercício do seu ofício do que inventar efeitos de som e luz e algumas marcações e depois anunciar: ‘o diretor’. Sonho com um ator dono do seu próprio texto e dessa maneira, capaz de iluminar o texto de outrem pelo embate de suas idéias.”, propõe Amir.

COMO TUDO COMEÇOU

Clarice inicia contando ao público a origem da peça, que nasceu do seu primeiro encontro com o rabino Nilton Bonder, em 2002, num programa de televisão:

“(…) No final da minha entrevista, então, a apresentadora me perguntou se eu tinha uma religião. Disse que era de descendência judaica, mas que o teatro tinha me aproximado do Budismo, então que eu era uma judia-budista. Veio o intervalo… Quando o programa voltou ao ar a apresentadora disse que tinha chegado um fax meio-assim-pra-mim, mas que ela ia ler porque queria ouvir minha resposta. O fax dizia: – Minha filha, não existe judia budista. Ou você é bem judia ou você é bem budista. Assinado, Dona Léa… não lembro o sobrenome… Mas lembro que na hora não me pareceu budista…”.

A apresentadora do programa perguntou a Bonder o que achava do fax da telespectadora, e ele então trouxe nova luz à questão levantada por Clarice. Acolhendo o ponto de vista da atriz, o rabino afirmou que o Budismo poderia  inclusive ajudá-la a compreender melhor o Judaísmo. E ao final do programa a presenteou com um exemplar do livro que lançava na ocasião, “A Alma Imoral”. Clarice logo leu o livro e nele encontrou “traduzidos em palavras muitos de seus sentimentos, que até então não sabia como expressá-los”. Imediatamente começou a trabalhar na adaptação para teatro, fazendo leituras regulares para amigos, atores e público ao longo de dois anos, num processo acompanhado por Nilton Bonder, de quem sempre recebeu todo apoio e confiança.

PRÊMIOS, NÚMEROS E MAIS
Mais de 400.000 espectadores
Apresentações em 24 cidades brasileiras
3 indicações ao Prêmio Eletrobrás de Teatro 2006
2 indicações ao Prêmio Shell RJ 2007 (melhor atriz e melhor figurino), e vencedora como Melhor Atriz
Prêmio Caixa Cultural 2007
Prêmio Caravana Funarte de Circulação Nacional de Teatro 2007
Prêmio Qualidade Brasil SP 2008 de Melhor Atriz
Projeto selecionado pelo FATE 2012 para Circulação no Município do Rio de Janeiro
Projeto selecionado pelo Edital Petrobras Circulação Nacional 2014 Teresina / Maceió

“A ALMA IMORAL” FORA DO BRASIL
A adaptação de Clarice Niskier para “A Alma Imoral” já  recebeu várias propostas de montagem no exterior. Teve seus direitos cedidos para a Espanha em 2007 e uma montagem foi autorizada na Argentina em 2009, onde esteve em cartaz em 2010, no Teatro Payró, em San Martin, Buenos Aires.  

Serviço

REESTREIA: 10 de janeiro (4ªf) de 2018, às 21h

LOCAL: TEATRO OI CASAGRANDE – Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – a – Leblon / RJ  Tel: (21) 2511-0800

PRIMEIRA ESTREIA EM JULHO DE 2006 NO SESC COPACABANA / RJ

HORÁRIOS: sempre à quartas, às 21h / DURAÇÃO: 80 min / INGRESSOS: R$100,00 e R$50,00 (meia entrada) VENDAS PELO SITE http://www.tudus.com.brHORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA BILHETERIA: 2ª a sáb, das 14h às 21h; dom, de 12h às 19h / CAPACIDADE DO TEATRO: 926 espectadores / CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 18 anos / GÊNERO: drama / TEMPORADA: até 07 de fevereiro 

FICHA TÉCNICA
Autor do livro “A Alma Imoral”: Nilton Bonder
Adaptação, Concepção Cênica e Interpretação: Clarice Niskier
Supervisão: Amir Haddad
Cenário: Luis Martins
Figurino: Kika Lopes
Iluminação: Aurélio de Simoni
Música Original: José Maria Braga
Preparação Vocal: Rose Gonçalves
Direção de Movimento: Márcia Feijó 
Preparação Corporal: Mary Kunha 
Fotos: Dalton Valério, Elenize Dezgeniski e Letícia Vinhas
Programação Visual: Studio C 
Assistente de Produção / Coordenação do Projeto: José Maria Braga
Realização: Niska Produções Culturais

 

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