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New York
maio 23, 2019
Exposição

“Alegria – A Natureza-Morta nas Coleções MAM Rio”

Adriana Varejão - Alegria, 1999 - foto: Jaime Acioli - 70cm
Adriana Varejão - Alegria, 1999 - foto: Jaime Acioli - 70cm

Com o mesmo título de uma instalação de Adriana Varejão, a exposição investiga este importante gênero da pintura, em obras em diversos suportes pertencentes ao acervo do Museu criadas por 34 artistas de várias gerações

O MAM Rio inaugura no próximo dia 6 de abril de 2019, a partir das 15h, a exposição “Alegria – A Natureza-Morta nas Coleções MAM Rio”, com curadoria de Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes, que reúne mais de 40 obras – entre pinturas, esculturas, vídeos, fotografias e instalações – produzidas por 39 artistas de diferentes gerações. A exposição dá continuidade às investigações de gêneros da pintura a partir dos acervos do Museu, mostradas em “Constelações – O Retrato nas Coleções MAM Rio” e “Horizontes – A Paisagem nas Coleções MAM Rio”, em cartaz até o próximo dia 12 de maio de 2019.

Com o mesmo título de um backlight fotográfico de Adriana Varejão, de 1999, a exposição busca revelar não só a dimensão mais histórica do gênero natureza-morta, mas também “possibilidades de releituras contemporâneas desse conceito”, informam os curadores. O conjunto de obras não foi reunido “somente com base no enquadramento estrito das obras nas características evidentes deste gênero, mas também na livre correlação dos trabalhos com o sentido mais geral da exposição”, explicam. “Sob tal licença, ‘Alegria’ também transborda do âmbito da pintura, da gravura, do desenho e da fotografia, para aquele, expandido, da escultura, do vídeo e de instalações para traçar um panorama aberto desse gênero da pintura no Brasil no exterior”, contam Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes.

Os artistas que integram a exposição são de várias gerações, como Guignard, Milton Dacosta, Vicente do Rego Monteiro, a portuguesa Lourdes Castro, Wilma Martins, Ivens Machado, Karin Lambrecht, Artur Barrio, Raul Mourão e Adriana Varejão.

NATUREZA-MORTA
A natureza-morta, da mesma forma que o retrato e a paisagem, foi um dos grandes gêneros da pintura europeia, entre os séculos 15 e 16, na Renascença. “Esses gêneros ganharam corpo como alternativa às pinturas de cenas religiosas, proibidas nos países que aderiram à reforma protestante, como a Holanda, que viu nascer o primeiro mercado de arte de que se tem notícia”, dizem os curadores. “As naturezas-mortas podem ser caracterizadas pela representação de objetos inanimados, vistos de uma curta distância. Sua escala intimista, somada à composição feita com base em motivos banais, mas agradáveis – frutas, flores, alimentos e objetos familiares ao olhar burguês – não significava, porém, que tais pinturas tivessem um teor laico-secular, apenas contemplativo, função que somente se consolidaria no começo do modernismo. Ainda que tratassem de cenas domésticas, essas pinturas, a despeito de sua fatura naturalista, tinham um teor simbólico então acessível a todos: evocavam o agradecimento pelo pão nosso de cada dia, conquistado pelo trabalho humano, sob a bênção divina”.

O gênero atravessou os tempos, e na segunda metade do século 19 as naturezas-mortas já haviam se libertado de sua simbologia protestante inicial, e se tornaram “fundamentais para a revolução que permitiu à pintura superar a ênfase no tema que a havia marcado no romantismo e no neoclassicismo – batalhas, coroações, funerais e casamentos reais, pintados em formatos grandiosos que direcionavam o olhar para a narrativa e não para a própria pintura”. Os curadores complementam: “A banalidade temática das naturezas-mortas abriu caminho para a contemplação exclusiva de elementos cromáticos, formais, espaciais e compositivos, que não só se tornaram essenciais para a fruição modernista, como abriram caminho para a arte abstrata com Wassily Kandinsky, em 1910”.

ARTISTAS NA EXPOSIÇÃO
Alberto da Veiga Guignard (1896, Nova Friburgo –1962, Belo Horizonte,)
Vicente do Rego Monteiro (1899 – 1970, Recife)
Alfredo Volpi (1896, Lucca, Itália – 1988, São Paulo)
Aldo Bonadei (1906 – 1974, São Paulo)
Iberê Camargo (1914,Restinga Seca, Rio Grande do Sul –1994, Porto Alegre)
Milton Dacosta (1915, Niterói–1988, Rio de Janeiro)
Maria Leontina (1917,São Paulo –1984, Rio de Janeiro)
Glauco Rodrigues (1929, Bagé, Rio Grande do Sul – 2004, Rio de Janeiro)
Lourdes Castro (1930. Funchal, Portugal)
Anna Bella Geiger (1933, Rio de Janeiro)
Wilma Martins (1934, Belo Horizonte) – quatro trabalhos
Luis Humberto (1934, Rio de Janeiro)
Eduardo Costa (1940, Buenos Aires) – três trabalhos
Ivens Machado (1942, Florianópolis – 2015, Rio de Janeiro)
Wanda Pimentel (1943, Rio de Janeiro)
Artur Barrio (1945, Porto, Portugal, radicado no Brasil) – quatro trabalhos
Waltercio Caldas (1946, Rio de Janeiro) – dois trabalhos
Vilma Slomp (1952, Paranavaí, Paraná)
Claudia Jaguaribe (1955, Rio de Janeiro)
Karin Lambrecht (1957, Porto Alegre)
Brígida Baltar (1959, Rio de Janeiro)
Jorge Barrão (1959, Rio de Janeiro)
Roberto Huarcaya (Lima, 1959) – três trabalhos
Marcos Chaves (1961, Rio de Janeiro)
Edgard de Souza (1962, São Paulo)
Franklin Cassaro (1962. Rio de Janeiro)
Katia Maciel (1963, Rio de Janeiro)
Adriana Varejão (1964, Rio de Janeiro)  
Efrain Almeida (1964, Boa Viagem, Ceará)  
Raul Mourão (1967, Rio de Janeiro)
José Damasceno (1968, Rio de Janeiro) – dois trabalhos
Julio Bernardes (Belo Horizonte)
Rodrigo Braga (1976, Manaus)
Felipe Barbosa (1978, Niterói)

Serviço: Alegria – A Natureza-Morta nas Coleções MAM Rio”

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

[Salão Monumental, segundo andar]

Lei de Incentivo à Cultura /Mantenedores do MAM Rio: Petrobras, Ternium, Ministério da Cidadania – Pátria Amada Brasil – Governo Federal

Abertura: 6 de abril, das 15h às 18h

Visitação: 6 de abril a 7 de julho de 2019

De terça a sexta, das 12h às 18h.

Sábado, domingo e feriado, das 11h às 18h.

Ingresso: R$14,00

Estudantes maiores de 12 anos: R$7,00

Maiores de 60 anos: R$7,00

Amigos do MAM e crianças até 12 anos: entrada gratuita

Quartas-feiras a partir das 12h: entrada gratuita

Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$14,00

Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85

Parque do Flamengo – Rio de Janeiro – RJ 20021-140

Telefone: 21. 3883.5600

www.mamrio.org.br





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