Abre no Rio de Janeiro exposição inédita do artista chinês Zhong Weixing

A exposição “Face to face – Retratos de mestres da fotografia contemporânea”, do artista chinês Zhong Weixing, que estreia dia 11 de maio no Museu Histórico Nacional, traz ao país obras realizadas em um ambicioso projeto desenvolvido pelo artista desde 2015. Fotógrafo e colecionador de arte, Zhong, especialista em capturar paisagens e detalhes de viagens, foca neste projeto um outro cenário: os maiores nomes da fotografia contemporânea mundial.

Com curadoria de Jean-Luc Monterosso e Milton Guran, a exposição traz retratos feitos em estúdio de nomes como os brasileiros Sebastião Salgado, Miguel Rio Branco e Vik Muniz, além de feras internacionais como Robert Frank, Bernard Plossu, Duane Michals, Cristina de Middel, Martin Parr e William Klein, entre outros. A ideia é buscar a personalidade do fotógrafo por trás das lentes. Depois de mergulhar intensamente na obra do autor ou autora que tem diante de si, Zhong nos oferece uma visão plural e uma interpretação bastante pessoal do retratado, como fragmentos da obra destes autores.

A inspiração de Zhong Weixing para a realização deste projeto vem do ano de 1851, de uma séria criada pelo caricaturista francês Félix Nadar, que planejou fazer um retrato das celebridades de seu tempo, em quatro pranchas litográficas. Somente uma ficou pronta, na qual retratava mais de 250 escritores e jornalistas, e que entrou para a história como o Panteão Nadar.

Fotógrafos retratados na exposição
Alain Fleischer, francês, vive e trabalha na França. Fresnoy, 2016.
Alberto Garcia Alix, espanhol, vive e trabalha na Espanha. Paris, 2016.
Andres Serrano, norte-americano, vive e trabalha nos Estados Unidos. Paris, 2016.
Arno Rafael Minkkinen, finlandês, vive e trabalha nos Estados Unidos. Paris, 2017.
Bernard Faucon, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
Bernard Plossu, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
Bruno Barbey, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
Christine Spengler, francesa, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.
Cristina De Middel, espanhola, vive e trabalha no México e no Brasil. Paris, 2016.
Daido Moriyama, japonês, vive e trabalha em Tóquio. Tóquio, 2016.
Duane Michals, norte-americano, vive e trabalha em Nova York. Nova York, 2016.
Elliott Erwitt, norte-americano, vive e trabalha em Nova York. Nova York, 2016.
Gianni Berengo Gardin, italiano, vive e trabalha em Milão. Milão, 2016.
Harry Gruyaert, belga, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
Jean-Pierre Laffont, francês, vive e trabalha em Nova York. Nova York, 2016.
Joan Fontcuberta, espanhol, vive e trabalha em Barcelona. Paris, 2017.
JR, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
Klavdij Sluban, esloveno, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
Martin D’Orgeval, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.
Martin Parr, inglês, vive e trabalha na Inglaterra. Paris, 2016.
Martine Barrat, francesa, vive e trabalha em Nova York. Paris, 2016.
Miguel Rio Branco, brasileiro, vive e trabalha no Brasil. Paris, 2016.
Neal Slavin, norte-americano, vive e trabalha em Nova York. Nova York, 2016.
Nobuyoshi Araki, japonês, vive e trabalha em Tóquio. Tóquio, 2016.
Orlan, francesa, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
Patrick Zackmann, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
Pierre et Gille, franceses, vivem e trabalham em Paris. Paris, 2017.
Ralph Gibson, norte-americano, vive e trabalha em Nova York. Paris, 2016.
Robert Frank, suíço, vive e trabalha em Nova York. Nova York, 2016.
Sabine Weiss, suíça, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.
Sebastião Salgado, brasileiro, vive e trabalha em Paris. Paris, 2015.
Valérie Belin, francesa, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.
Vik Muniz, brasileiro, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Paris, 2016.
Vincent Perez, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.
William Klein, norte-americano, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.
Yann Arthus-Bertrand, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.

Junto com a exposição será lançado o livro “Face to Face – Retratos de mestres da fotografia contemporânea”, da editora Bazar do Tempo, com a série de retratos feitos por Zhong Weixing.

Zhong Weixing
Nascido na província de Chengdu, na China, em 1962, é colecionador de arte e fotógrafo, membro da China Photographers Association e presidente da Chengdu International Photography Exchange Association. Seu trabalho é regularmente publicado pelas revistas China Photography, PIXEL, Tibet Geographic, dentre outras.

Entre as obras assinadas pelo artista estão: Peru Photographic Travelogue – Woodstock on the Summit, Sri Lanka Photographic Travelogue – A Momentary Reincarnation,Madagascar Photographic Travelogue, Carnet de Route Photographique, Obscure Sky with Yellow Land e Lost Paradise, com a qual ganhou o Grand Jury Prize no 12th Pingyao International Photography Festival em Pingyao, China.

Serviço:

Exposição “Face to face – Retratos de mestres da fotografia contemporânea”, do fotógrafo Zhong Weixing

Datas: 11 de maio a 16 de julho de 2017.

Local: Museu Histórico Nacional
Endereço: Praça Marechal Âncora, s/n – Centro – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 3299-0324
Horário de Funcionamento: Terça a sexta, das 10h às 17h30. Sábado, domingo e feriados, de 13h às 17h
Entrada: R$ 10,00 – grátis aos domingos.

Ficha técnica do livro:

Face to face – Retratos de mestres da fotografia contemporânea
Autor: Zhong Weixing
Número de páginas: 120
Formato: 20×24 cm
Preço: R$55,00Categoria: Fotografia
ISBN: 978-85-69924-21-0

TEXTO DOS CURADORES

Um panteão de fotógrafos
Em 1851, o caricaturista francês Félix Nadar, antes de fazer fama como fotógrafo, se propôs a desenhar o retrato das celebridades do seu tempo e apresentar o conjunto em quatro pranchas litográficas em formato de panorâmica. Destas, apenas a primeira foi efetivamente publicada, em 1854, reunindo mais de 250 escritores e jornalistas. Assim nascia o chamado Panteão Nadar.

É nessa linha de ação que se inscreve o trabalho de Zhong Weixing. Em 2015, ele começou a fotografar, de forma sistemática, os maiores fotógrafos da cena contemporânea. Renovar o gênero do retrato, eis o desafio que Zhong se propôs.

Trabalhando em estúdio, ele utiliza quase sempre um fundo negro e luz difusa. Instalado diante do seu modelo, realiza uma série fotos através das quais tenta, não exatamente revelar a pessoa por trás da personagem, mas sobretudo o fotógrafo por trás da pessoa. Seus retratos surgem como se fossem, eles mesmos, fragmentos da obra desses autores. A participação ativa dos retratados, que propicia um diálogo construtivo entre os dois fotógrafos, ao invés de uma confrontação, caracteriza o que poderíamos chamar de simbiose criativa de Zhong Weixing.

O conjunto dessas imagens se constitui, portanto, em um painel excepcional da fotografia contemporânea. Um panteão sem dúvida mas, sobretudo, uma homenagem vibrante a todos aqueles que fazem da fotografia uma arte maior do nosso tempo.

Jean-Luc Monterosso e Milton Guran

Curadores

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