A criminalização do Funk

TERCEIRO DEBATE DA SÉRIE #COLABORA COM IDEIAS

A criminalização do funk é o tema do terceiro debate do projeto #Colabora com Ideias que acontece na próxima quarta, dia 19, das 19h às 21h, na Livraria da Travessa de Botafogo. A proposta de provocar uma discussão sobre o tema surgiu em função do Projeto de Lei que chegou ao Congresso com o objetivo de calar a cultura funk e que deverá ser votado no segundo semestre.

Para fazer uma reflexão sobre o assunto, o #Colabora com Ideias convidou MC LEO, funkeiro há 25 anos, autor de ‘Rap das Armas’ e ‘Endereço dos Bailes’, fundador da APA Funk e colunista da revista Caros Amigos; ADRIANA LOPES, linguista, professora da UFRJ e autora do livro ‘Funk-se quem quiser no batidão negro da cidade carioca’ e DENNIS NOVAES, cientista social com habilitação em antropologia, dedicado ao estudo do funk e sociabilidades em favelas. O debate será mediado por SILVIO ESSINGER, jornalista, escritor e roteirista de TV, repórter e crítico musical do Segundo Caderno de O Globo e autor do livro ‘Batidão, uma história do funk’.

Autora do livro ‘Funk-se quem quiser no batidão negro da cidade carioca’, a linguista Adriana Lopes defende que “o funk carioca não só representa musicalmente a contracultura da diáspora negra, como é uma das principais formas de lazer, de trabalho, de identidade das juventudes de periferia e favelas”. O cientista social, Dennis Novaes, está convencido de que o funk é uma forma de sociabilidade em favelas cariocas. 

De acordo com a proposta do empresário paulista Marcelo Alonso, autor do projeto de lei que prega a criminalização do funk, o ritmo é uma “falsa cultura” e “constitui crime de saúde pública contra crianças, adolescentes e a família”. O relator da proposta no Senado é Romário (Podemos-RJ), que já se declarou contra a proibição.

SERVIÇO:

#Colabora com ideias
Tema: Abaixo a criminalização do funk
Local: Travessa de Botafogo
Data: 19 de julho
Horário: Das 19h às 21h