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dezembro 18, 2018
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8ª edição do Festival Novas Frequências acontece entre os dias 03 e 09 de dezembro no Rio

Fennesz - foto: Luis Martins
Fennesz - foto: Luis Martins

Festival traz pela primeira vez ao Brasil o japonês Keiji Haino e o alemão Moritz Von Oswald – e pela primeira vez ao Rio o austríaco Fennesz. Os três gigantes da música experimental encabeçam a 8ª edição do festival carioca, considerado o principal evento sul-americano dedicado à música exploratória e a vanguarda sonora. Inspirado no tema “infinito”, o Novas Frequências também conta em sua programação com diversas apresentações inéditas montadas especialmente para o festival: são performances diárias de piano acústico em diálogo com os sons da cidade – da Pedra do Arpoador ao Jardim Gramacho; do Paço Imperial à Favela da Maré; uma instalação em formato de paredão de som jamaicano; aulas de hatha yoga sonorizadas ao vivo; uma homenagem à Tropicalia em versão experimental; e um misto de show/performance/ instalação com duração de 24 horas.  

A 8ª edição do Festival Novas Frequências, principal evento internacional de música experimental e explorações sonoras da América do Sul, acontece entre os dias 03 e 09 de dezembro, no Rio de Janeiro. A programação acontece em diversos locais da cidade e reúne 21 atrações de 9 países diferentes em atividades que incluem shows, performances, instalações sonoras, projetos comissionados e site specific, palestras e oficinas.

O Novas Frequências possui formato descentralizado, ou seja, se espalha pela cidade, ocupando-a de formas variadas. Em 2018, 10 espaços recebem sua programação: Oi Futuro Flamengo, Labsonica, Teatro XP Investimentos, Teatro Ipanema, Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, Manouche, Cais da Imperatriz, Aparelho, Solar dos Abacaxis e Teatro Odisséia.

Fruto da parceria entre o curador Chico Dub e a gestora cultural Tathiana Lopes, o Novas Frequências surgiu em 2011 sempre à procura de artistas que rompem com fronteiras pré-estabelecidas em busca de novas linguagens sonoras. Para o festival, a experiência com o som e a exploração de seus limites tem mais relevância do que gêneros e estilos musicais – o que o torna mais próximo da arte contemporânea do que da música como entretenimento. Ainda assim, tentando buscar rótulos, podemos identificar na 8ª edição do Novas Frequências procedimentos ligados ao dub, techno, drone, noise, psicodelia, música ambiente, avanços da house music de Chicago, experimentos envolvendo mitologias sonoras nacionais e internacionais e o transe infinito do tambor africano.

O Festival Novas Frequências foi considerado um dos três melhores eventos de cultura do país segundo o Prêmio Bravo 2016!; apontado em 2016 e 2017 como um dos melhores festivais do mundo (e o principal evento de vanguarda brasileiro) pela plataforma internacional Resident Advisor; e eleito o Melhor Festival do Rio de acordo com o Prêmio Noite Rio 2013. Outra importante honraria adquirida pelo festival é ser membro integrante da rede internacional ICAS (International Cities Of Advanced Sound), network que reúne alguns dos mais importantes festivais de culturas sonoras avançadas, música de vanguarda e artes relacionadas como o Mutek (Montreal, Canadá), o Unsound (Cracóvia, Polônia), o CTM (Berlim, Alemanha) e o TodaysArt (Haia, Holanda).

Em sua 8ª edição, o Novas Frequências traz como tema o “infinito”. Segundo o curador Chico Dub, “o numero 8 é cheio de simbologia: significa Jesus Cristo no Cristianismo, é o número da sorte na China, universalmente considerado o símbolo do equilíbrio cósmico e da justiça. No momento de pensar a programação artística, foi impossível não criar uma associação com o 8 deitado, que também simboliza o infinito. Para um festival que busca não ter limites como o Novas Frequências, a conexão já nasceu pronta.

Continuando a montar o álbum de figurinhas da história da música experimental mundial, a 8ª edição do Festival Novas Frequências apresenta três gigantes de uma vez só – dois deles com passagens inéditas não só pelo Brasil como toda a América do Sul. Sob uma constelação de pseudônimos e selos, o alemão Basic Channel, de Moritz von Oswald e Mark Ernestus, se transformou em lenda nos anos 90 ao unir techno, house, dub e ambient em uma espécie de música que ninguém jamais havia feito antes: Kingston, Detroit e Berlim conversando em três vias no tempo e no espaço. Ícone da cena underground japonesa, o multi-instrumentista Keiji Haino é uma pedra fundamental na ponte entre o free jazz e noise rock e um campeão da performance em detrimento da técnica. Haino compara sua criação de som a oração, incessantemente alcançando o infinito. Fennesz é uma figura chave no mundo da música eletrônica. Inspirando-se primeiramente no techno e na sonoridade do selo Editions Mego, este austríaco combina computadores com seu instrumento favorito, a guitarra. Assim como o melhor drone, sua música oferece um vislumbre fugaz do infinito.

A duração temporal é levada à última consequência – em um misto de apresentação/performance/ instalação de 24 horas –  com o Cão, quarteto com raízes nas artes plásticas formado por Dora Longo Bahia, Ricardo Carioba, Bruno Palazzo e Maurício Ianês. Seu trabalho inédito comissionado 40 40 40 12 explora as consequências materiais e simbólicas das relações com a medição do tempo, desestabilizando convenções que estruturam tanto a arte quanto a política.

Encabeçando as performances noturnas do festival – uma noite em busca do transe perfeito – está RP Boo, considerado por muitos como um dos fundadores do footwork, estilo de música e dança de ritmo sincopado, repetitivo e veloz (160 BPM) que é neto da house music de Chicago. Com origens européias (Suiça) e africanas (República do Congo), Bonaventure chega ao NF com três credenciais simultâneas: é ao mesmo tempo alumni da plataforma europeia SHAPE e dos incensados coletivos Discowoman e Non Worldwide, este último uma mistura transcontinental de gravadora e rede social que usa a internet para lutar contra o silenciamento da cultura africana. Saskia e Guillerrrmo, a primeira de Porto Alegre e a segunda de Manaus, são filiadas à Coletividade NÁMÍBIÀ, um encontro de pessoas negras ligadas às artes visuais e a música eletrônica.

A acústica de espaços físicos e a reverberação arquitetônica é explorada em duas atrações. Os clarinetes acústicos dos alemães The International Nothing tendem a ficar suspensos no espaço, algo como uma escultura sonora estereofônica de múltiplas camadas. A japonesa radicada em Paris Tomoko Sauvage investiga as possibilidades sonoras da água através de tigelas de porcelana e microfones hidrofônicos; é música meditativa tal como num ritual. Improvisação (aquática) livre.

Uma parte relevante da 8ª edição é dedicada a projetos comissionados, ou seja, propostas criados especialmente para o festival. São ao todo… 8. Henrique Iwao, a partir de seus estudos sobre compilados de gestos ou motivos recorrentes na produção fonográfica de um artista, vai desenvolver um trabalho inspirado nos 50 anos da Tropicália, movimento que certamente será homenageado para sempre no Brasil e no mundo. Por meio de gravações dos sons produzidos pelos motores de diferentes automóveis, graves/ruídos e batidas de pinos, a artista multimídia e designer de sons Stefanie Egedy vai apresentar o conflito de um cenário de uso de combustível de baixa qualidade.

Dois projetos comissionados foram criados especificamente para serem atividades extra-palco. Além de Moritz von Oswald, o NF 2018 também flerta com a música da Jamaica via Dubversão Sistema de Som, só aqui de forma muito mais explícita. Real Rock (eternal) Riddim é uma instalação sonora que remete aos ‘riddims jamaicanos’, células rítmicas que são retrabalhadas ad infinitum por produtores musicais desde o final dos anos 60. Já o trabalho da cantora, artista sonora e multi-instrumentista irlandesa Áine O’Dwyer propõe um diálogo com a cidade do Rio, misturando as notas de um piano com os sons da urbe – a cada dia, uma apresentação diferente, num local e horário distinto.

Em mais uma parceria com o SHAPE, plataforma voltada para música, a arte sonora e a performance audiovisual fundada por festivais e centros culturais da Europa, o Novas Frequências traz ao festival três destaques de seu programa em 2018:  Bonaventure, Tomoko Sauvage e a francesa Marine Tordjmann, a OKO DJ. Dona de um arsenal dos mais ecléticos, OKO DJ é a perfeita definição do que significa a expressão caixinha de surpresas.

Realizado pela empresa Cardápio de Ideias Comunicação e Eventos, pelo Ministério da Cultura e pelo Governo Federal, o Novas Frequências conta com o patrocínio master da Oi, patrocínio da Beck’s; apoio cultural do Oi Futuro; apoio do ICAS – International Cities of Advanced Sound, SHAPE – Sound, Heterogeneous Art and Performance in Europe, programa Creative Europe da Comunidade Européia, COINCIDÊNCIA – Programa de intercâmbios na América do Sul da Fundação suíça para a cultura Pro Helvetia, British Council, Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, Institut Français Brasil e Goethe Institut; e player oficial Spotify.

Programação em ordem alfabética

Áine O’Dwyer apresenta: Pianowalk – a series of site specific performances and choreographies for piano in the urbanscape (UK)

Arto Lindsay & Patrick Higgins apresentam: Into the void (BR/ US)

Bad do Bairro (BR)
Bonaventure (CH)
Cão apresenta: 40 40 40 12 (BR)
Dubversão Sistema de Som apresenta: Real Rock (eternal) Riddim (BR)
Eduardo Manso & Rafael Meliga (BR)
Felinto (BR)
Fennesz (AT)
Guillerrrmo (BR)
Henrique Iwao apresenta: Cacofonia Tropicália (BR)

J.-P. Caron apresenta: Loop de fita (BR)
Keiji Haino (JP)
Observador apresenta: Multiverso Interior (BR)
OKO DJ (FR)
RP Boo (US)
Saskia (BR)
Stefanie Egedy apresenta: Falha Comum (BR)
The International Nothing (DE)

Thelmo Cristovam apresenta: Ideias em cores gris dormem furiosamente (BR)
Tomoko Sauvage apresenta: Waterbowls (JP/FR)

NF 2018 – Programação

03 de dezembro @ Teatro XP Investimentos
20:30h
R$ 80,00 inteira (meia R$ 40,00 com carteira de estudante ou 1kg de alimento não perecível)
Moritz von Oswald (DE)
Felinto (BR)

Teatro XP Investimentos
http://teatroxpinvestimentos.com.br/
Endereço: Av. Bartolomeu Mitre, 1314 – Leblon (entrada do Jockey próximo ao Miguel Couto)
Capacidade: 366 lugares
Acesso para deficientes: sim
Estacionamento: sim
Classificação: livre
Contato: contato@teatroxpinvestimentos.com.br

03 de dezembro @ Manouche
23:00
R$ 80,00 inteira (meia R$ 40,00)
OKO DJ

Clube Manouche
http://manouche.casacamolese.com.br
Endereço: Rua Jardim Botânico, 983 – Jardim Botânico
Acesso para deficientes: sim
Estacionamento: sim
Classificação: livre

04 de dezembro @ Labsonica
(yoga + música): 11:00, 15:00 e 17:00h
(show): 20:00h
Entrada Livre

Thelmo Cristovam apresenta: Ideias em cores gris dormem furiosamente (BR)  
Observador: Multiverso Interior (BR)

Labsonica
http://www.oifuturo.org.br/cultura/labsonica/
Endereço: Rua Dois de Dezembro, 107 – Flamengo
Capacidade: X lugares
Acesso para deficientes: sim
Estacionamento: não
Classificação: livre

05 de dezembro @ Oi Futuro Flamengo
05/12 às 12h até 06/12 às 12h
Entrada Livre
Cão apresenta: 40 40 40 12
Oi Futuro Flamengo
http://www.oifuturo.org.br/agenda/locais/oi-futuro-flamengo/
Endereço: R. Dois de Dezembro, 63 – Flamengo
Capacidade: X lugares
Acesso para deficientes: sim
Estacionamento: não
Classificação: livre

06 de dezembro @ Espaço Cultural Municipal Sergio Porto
20:00h
R$ 30,00

Tomoko Sauvage apresenta: Waterbowls (JP/FR)

The International Nothing (DE)
Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto
Endereço: Rua Humaitá, 163 – Humaitá
Capacidade: 90 lugares
Acesso para deficientes: sim
Estacionamento: não
Classificação: livre
Tel.: (21) 2535-3846

07 de dezembro @ Teatro Ipanema
20:00h
R$ 30,00
Fennesz (AT)
Eduardo Manso & Rafael Meliga (BR)
Teatro Ipanema
Endereço: R. Prudente de Morais, 824 – Ipanema
Capacidade: 222 lugares
Acesso para deficientes: sim
Estacionamento: não
Classificação: livre
Tel.: (21) 2267-3750

07 de dezembro @ Aparelho
22:00h
R$ 30,00
Henrique Iwao apresenta: Cacofonia Tropicália (BR)
Stefanie Egedy apresenta: Falha Comum (BR)
J.-P. Caron apresenta: Loop de fita (BR)
Aparelho
https://www.facebook.com/pages/Aparelho/103662237014514
Endereço: Praça Tiradentes, 85 – Centro
Acesso para deficientes: sim
Estacionamento: não
Classificação: livre

08 de dezembro @ Encruzilhada/ A Gentil Carioca
18h

Entrada gratuita
Arto Lindsay & Patrick Higgins apresentam: Into the void (BR/US)
A Gentil Carioca
Rua Gonçalves Lédo, 17
Capacidade: X lugares
Acesso para deficientes: sim
Estacionamento: não
Classificação: livre

08 de dezembro @ Instituto Cultural Ruínas
0h
R$ 30,00
RP Boo (US)
Bad do Bairro (Badsista + Jup do Bairro) (BR)
Bonaventure (CH)
Saskia (BR)
Guillerrmo (BR)
Instituto Cultural Ruínas
Praça Tiradentes, 75
Acesso para deficientes: sim
Estacionamento: não
Classificação: livre

09 de dezembro @ Teatro Odisséia
18:30h
R$ 40,00
Keiji Haino (JP)
Teatro Odisséia
Av. Mem de Sá, 66 – Centro
Capacidade: X lugares
Acesso para deficientes: sim
Estacionamento: não
Classificação: livre

Atividades extra-palco

(performance) Áine O’Dwyer: Pianowalk – a series of site specific performances and choreographies for piano in the urbanscape (UK)

03 a 09 de dezembro @ diversos locais da cidade e diversos horários

Maiores informações na página do evento no Facebook:

(instalação) Dubversão Sistema de Som apresenta “Real Rock (eternal) Riddim”
03 a 09 de dezembro @ Solar dos Abacaxis

12:00 às 18:00h
Entrada Livre

Solar dos Abacaxis
R. Cosme Velho, 857 – Cosme Velho
Capacidade: X lugares
Acesso para deficientes: sim
Estacionamento: não
Classificação: livre

NF2018 – Bios
Áine O’Dwyer apresenta: Pianowalk – a series of site specific performances and choreographies for piano in the urbanscape

(MIE, Fort Evil Fruit/ Irlanda, Reino Unido)
https://aineodwyer.bandcamp.com

Combinando música folk tradicional e performance contemporânea, a irlandesa Áine O’Dwyer cria um trabalho multi-camadas, exploratório e experiencial. Cantora, harpista, pianista e artista sonora, chama atenção o interesse de O’Dwyer por espaços inusitados e esquecidos, coreografias do acaso, fenômenos acústicos, o ato de ouvir e a busca por resultados alternativos através de uma performatividade agrupada por instrumentos, desenhos, espaço, tempo, corpo e memória. Para a revista britânica The Wire, “a gama de seus interesses e sua maneira singular em perseguí-los a torna notável entre sua geração de artistas experimentais.

Em relação a trabalhos fonográficos, destacam-se Music For Church Cleaners Vol. I And II, álbum gravado no órgão de tubo da Igreja de São Marcos, em Londres. E também Gallarais, gravado no túnel do Tâmisa sob o Museu Brunel, também em Londres. O que une estes e outros registros da artista, é que na maioria das vezes, há poucas próteses tecnológicas óbvias envolvidas – sem truques de estúdio, quase sem edição. Nesse sentido, seus álbuns ainda evocam a tradição da performance artística original.

No NF, através de uma parceria com o British Council Brasil, O’Dwyer vai apresentar uma série de performances e coreografias para piano na paisagem urbana do Rio de Janeiro: a cada dia, uma performance diferente, num local distinto, em horários diversos.

Bonaventure
(Planet Mu/ Suiça)
https://soundcloud.com/bonaventure_mbote

Sob o nome artístico Bonaventure, Soraya Lutangu desenvolve armamento sônico projetado para confrontar as estruturas opressoras de poder, nos contar estórias de violência, indiferença e abuso combinados ao racismo.

Representada pela agência e plataforma Discwoman (nas Américas) e membra integrante da rede SHAPE (Europa), Bonaventure se utiliza de sua música como uma ferramenta em busca por sua identidade, com iniciativas práticas e especulativas para conectar suas raízes Africanas e Européias e investigar as relações humanas. Em Free Lutangu, a artista explora temas relacionados ao racismo institucional e à opressão, sentimentos e sensações que a artista vivenciou em primeira mão ao crescer em Lausanne, na Suíça. “Eu não faço música por hobby. Estou apenas preparando armas para poder falar com pessoas brancas”, afirma Bonaventure, considerada pela revista e website The Fader como “uma das novas vozes mais vitais do mundo”.

Cão apresenta: 40 40 40 12
(Brasil)

https://cargocollective.com/cao


Cão é um grupo de experimentação performática que explora as possibilidades de distorção dos limites da música, da performance e da arte sonora, refletindo influências e experiências dos integrantes. Formado em 2011, possui como integrantes: Dora Longo Bahia (baixo), Bruno Palazzo (guitarra), Maurício Ianês (vocal e samplers) e Ricardo Carioba (áudio sequenciador), que vivem e trabalham em São Paulo. Participaram dos programações do: Sesc Pompeia (festival de audiovisual expandido Prenúncios + Catástrofes, 2018), Masp (Mostra Avenida Paulista, 2017), CCBB de São Paulo (CCBB Performance, 2015), Mostra de Performance Verbo (Galeria Vermelho, 2014), Panoramas do Sul (Festival Videobrasil, 2013) e On/Off (Itaú Cultural, 2012).

No misto de concerto, performance e instalação sonora 40 40 40 12, o Cão estabelece uma relação entre tempo, estética e política por meio de sons e imagens. A partir da mudança na medição do tempo cronológico realizada durante a Revolução Francesa, o quarteto apresenta uma investigação prática da noção de “tempo revolucionário”. Em 1792, os revolucionários republicanos instauraram o tempo decimal que dividia o dia em dez horas, as horas em cem minutos, e os minutos em cem segundos, com o objetivo de renovar as formas de vida e apagar todos os vestígios do regime político anterior. Por 24 horas no teatro do Oi Futuro Flamengo, 40 40 40 12 irá explorar as consequências materiais e simbólicas das relações com a medição do tempo, desestabilizando convenções que estruturam tanto a arte quanto a política.

Dubversão Sistema de Som apresenta: Real Rock (eternal) Riddim
(Brasil)
https://soundcloud.com/dubversao

Ativo desde 2001, o Dubversão Sistema de Som é o primeiro sound system da região Sudeste a seguir fielmente o formato original jamaicano, com paredes de equipamento próprio e trabalho contínuo de bailes abertos nos mais diversos pontos da cidade de São Paulo, priorizando as periferias, mas não só: são várias as incursões no Estado, país afora, e até mesmo no Reino Unido, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai.

À convite do NF, apresentam a instalação inédita “Real Rock (eternal) Riddim”. Lançada em 1968 pelo conjunto Sound Dimension, a música “Real Rock” inspirou uma série de versões (chamadas na Jamaica de ‘riddims’) onde, ao invés de se repetir a letra original (como em uma ‘cover’), apenas se copia, com pequenas variações, a base instrumental. A instalação sonora, que traz ao Rio as mesmas caixas de som utilizadas pelo Dubversão em seus bailes em SP, só irá tocar versões de “Real Rock” – são mais de 400 delas, um número que cresce a cada ano – em uma espécie de loop eterno.

Felinto
(Brasil)
https://vimeo.com/user14712075

O trabalho do paulistano Felinto cria encontros inusitados entre música, rodas de debate, dança, meditação e ativismo negro. Criador dos projetos Afro Hooligans e Noala, Felinto, em paralelo a estas bandas, desenvolve composições eletrônicas, fractais, ligadas a contextos de uso e trabalho com medicina ayahuasca, hatha yoga e meditação. Felinto ainda é membro do Coletivo Sistema Negro, um grupo de ativistas, artistas, produtores e intelectuais negros e de lá conecta sua música à debates e encontros sobre masculinidade.

Como artista solo, sua pesquisa se situa entre o sintético e o orgânico, o digital e o analógico, além de samples e gravações de campo trabalhados de modo a criar extremos sensoriais que oferecem deslocamentos de percepção no ouvinte. Com composições baseadas em sobreposições de tempos irregulares e repetições de temas melódicos, Felinto sugere paisagens para caminhar e se perder do lado de dentro da pele, no miolo intocado de cada subjetividade. Filmes para serem vistos dos olhos para dentro.

Fennesz
(Touch/ Áustria)
http://www.fennesz.com/

Christian Fennesz é um compositor e músico austríaco conhecido a partir de seu próprio mundo musical, bem como seu impecável trabalho na criação de composições para guitarra. Em algum lugar entre a música concreta, erudita e ambient, Fennesz amplia os recursos e efeitos musicais para criar melodias e atmosferas que fundem conceitos clássicos e orquestrais com pesquisa musical conceitual e estruturas digitais complexas. Suas peças solo enfatizam as texturas de sua guitarra e enterram suas melodias em camadas e mais camadas de efeitos. Suas composições exuberantes e luminosas não são meros experimentos estéreis computadorizados: elas se parecem mais com com sensíveis gravações telescópicas da vida dos insetos da floresta tropical, ou ocorrências naturais atmosféricas; há um naturalismo inerente que permeia cada peça.

Fennesz esteve envolvido com a seminal gravadora de Viena Editions Mego e agora faz parte da tão importante quanto Touch, do Reino Unido. Seu trabalho inspirou produtores do gênero IDM/ambient/drone e o levou a colaborar com grandes artistas mundiais como Ryuichi Sakamoto, David Sylvian, Mike Patton, The Bug, Keith Rowie, Mika Vainio e Jim O’Rourke.

Guillerrrmo
(Brasil)
https://soundcloud.com/guillerrrmoam

Guillerrrmo é um projeto de acid house/techno iniciado em 2014 pela manauara Viviane Mendes. Reunindo influências de disco, electro, house e techno, sua sonoridade viaja entre grooves orgânicos e batidas retas espaciais. Desde 2015, vem compartilhando suas produções pelo Soundcloud, lançando tracks por selos como Tropical Twista Records e coletâneas como a Hystereofonica. Em 2017, se apresentou na festa Mamba Negra e no CCBB SP. Integra a Coletividade NÁMÍBIÀ em São Paulo e o coletivo de festas Keloidal em Manaus.

Henrique Iwao apresenta: Cacofonia Tropicália
(Seminal Records/ Brasil)
https://henriqueiwao.bandcamp.com/

De 2009 a 2017, Henrique Iwao construiu suas coleções de colagens digitais, lançando-as pelo Seminal Records. São compilados de gestos característicos da obra fonográfica de um certo artista/banda, como por exemplo, todas às vezes que os Beatles cantam “yes” e “yeah” em sua discografia de estúdio. Outros trabalhos envolvem inverter uma instalação sonora a partir de todos os nomes de mulheres cantados na discografia de Chico Buarque; um vídeo em que todos os filmes da série Harry Potter são sobrepostos, mas apenas cenas em que os nomes do herói e do vilão aparecem são projetadas; e reordenar em ordem alfabética algumas canções, tal como em “Caboclo Faroeste”.

A performance comissionada Cacofonia Tropicália continua as explorações do trabalho “Solo Discoteca”, uma espécie de “wall of noise” criado a partir de até 64 discotecagens de música pop tocadas ao mesmo tempo. Cacofonia Tropicália ainda remete à prática do “all at once” – tudo de uma só vez – presente na arte conceitual popular de YouTube. Aqui, entretanto, há uma homenagem, e a forma traça arcos que passeiam entre os estágios da (1) sobreposição reconhecível, (2) da cacofonia (sobreposição confusa) e (3) do ruído (sobreposição unificada). E a Tropicália se renova no caos.

Keiji Haino
(Japão)
https://keijihaino.bandcamp.com/

Músico, vocalista, guitarrista e compositor japonês, Keiji Haino possui uma trajetória que passeia pelo rock, improvisação livre, noise, psicodelia, minimalismo e drone. Haino é um dos mais desafiadores e vitais artistas japoneses da atualidade. Extremamente prolífico, vem produzindo desde os anos 1970 e continua a gravar regularmente, sempre procurando novos estilos e colaboradores. Peter Brötzmann, John Zorn, Derek Bailey, Tatsuya Yoshida, Jim O’Rourke, Orem Ambarchi, Stephen O’Malley e Merzbow são alguns dos nomes com que Haino trabalhou no passado.

Começando como um estudante de blues e rock, Keiji Haino chamou a atenção nos anos 80 através do psicodélico e poderoso grupo Fushitsusha. Ao longo do próximos 25 anos, Haino emergiu da cena underground japonesa como um experimentador extremista, muitas vezes colocando correntes de distorção e paredes de ruído contra fragmentos de poesia que o mesmo grita repetidamente, como numa espécie de oração codificada. Depois que uma série de gravadoras de expressão começaram a divulgar sua música no ocidente durante os anos 90, sua reputação como o mais enigmático e eletrizante guitarrista e dos mais evocativos e estranhos cantores do mundo cresceu a ponto de Haino tornar-se muso e modelo do estilista Marc Jacobs.

Moritz von Oswald
(Basic Channel, Tresor, Honest Jon’s/ Alemanha)
www.discogs.com/artist/17111-Moritz-von-Oswald

Moritz von Oswald é um dos mais influentes contribuidores às contínuas variações linguísticas da música eletrônica contemporânea. Verdadeiro pilar do techno germânico, seu refinado senso musical o levou aos domínios que ultrapassam as sintaxes entre a experimentação eletrônica, o jazz e o estilo clássico.

Nascido em Hamburgo, von Oswald começou sua carreira como parte do movimento Neue Deutsche Welle em 1980 – seu grupo de new wave Palais Schaumburg era formado por notáveis nomes da eletrônica alemã como Thomas Felhmann, Holger Hiller e F.M. Einheit. Depois, já estabelecido em Berlim, funda o Basic Channel, duo artístico e selo criado em colaboração com Mark Ernestus (da loja e distribuidora Hard Wax), passando a dar o tom ao dub techno de influência jamaicana e de Detroit, o que futuramente definiu o seu legado. Como uma das metades dos projetos Maurizio e Rhythm & Sound (ambos com Mark Ernestus), transformou este novo som em direções tanto minimalistas, quanto de raízes do dub, criando novas tradições na música eletrônica que prevalecem até os dias de hoje.

Colaborador em essência, Von Oswald também contribuiu com a ponte aérea Berlim-Detroit, desenvolvendo iniciativas com artistas como Juan Atkins, Jeff Mills e Carl Craig. Impossível também não mencionar o Moritz von Oswald Trio, projeto que conta com Max Loderbauer e o lendário baterista nigeriano Tony Allen, normalmente referido como um dos criadores do afrobeat.

Observador apresenta: Multiverso Interior
(Brasil) Von
https://vimeo.com/user14712075
https://www.facebook.com/yogaparatodossp/

Observador é um projeto idealizado por Felinto e Venessa Joda que mescla a prática de posturas físicas e métodos de respiração da hatha yoga com sound design, paisagens sonoras e música eletrônica contemporânea. Geralmente é apresentado em festivais de música, mas também desenvolve trabalhos com moradores de rua, presidiárias e media diálogos sobre gordofobia e descolonização do imaginário.

Felinto procura a sutileza de danças que se fazem para dentro, dos sons que confundem ao revelarem caminhos incomuns. Há tempos, o artista vem estudando música para trabalhos de pesquisa de consciência, ambientes de comunhão, ritual, dança e meditação. Suas composições passam por âmbitos da música eletrônica, do espiritual, da braindance e da new age. Vanessa Joda é professora de hatha yoga e desenvolve trabalhos ligados a deselitização com conhecimento oriental e empoderamento feminino. Há seis anos dirige o centro Yoga para Todos, no qual, além de aulas regulares, promove debates sobre yoga e auto gestão.

 

OKO DJ
(França)
https://soundcloud.com/okodj

Membra ativa do selo BFDM, OKO DJ (Marine Tordjmann) é constantemente elogiada por seu ecletismo e a qualidade de suas seleções, quebrando barreiras de gêneros musicais e do tempo. De sons contemporâneos aos sons futuristas dos anos 80, das músicas consideradas mais “frias” às sonoridades de países desconhecidos, OKO DJ possui um gosto musical único e repleto de personalidade. Responsável pelo departamento parisiense da LYL Radio, onde co-apresenta, com sua crew Bruits de la Passion, o programa “Synchronisme ou Barbarie”, a artista também revela tesouros musicais no seu programa mensal de rádio Pu$$y Nightmare, um espaço exclusivamente dedicado à artistas mulheres. OKO DJ também é artista filiada à inovadora plataforma de música e artes audiovisuais européia SHAPE – a mesma que dois anos atrás realizou um showcase dentro no Novas Frequências.

Se 2017 já foi prolífico para OKO, que se apresentou em venues como DT Camp, Concrete e Camp Cosmic, há muito mais a ficar atento em 2018, ano em que a artista já fez parte da programação do festival holandês Dekmantel e realizou mixes para plataformas como NTS Radio, Rush Hour, Crack Magazine, Strange Sounds from Beyond e Red Light Radio.

RP Boo
(Planet Mu/ Estados Unidos)
www.discogs.com/artist/400544-RP-Boo

O estadunidense RP Boo (Kavain Space) é citado como um dos nomes por trás do nascimento do footwork, estilo de música e dança de ritmo sincopado, repetitivo e veloz que é neto da house music de Chicago e que foi disseminado pelo mundo a partir de coletâneas da gravadora inglesa Planet Mu (Bangs & Works). Mesmo frenético, na casa dos 160 BPM para cima, o footwork há muito tempo se delicia com a fluidez, marcando presença em praticamente qualquer coisa – desde batidas de rock à samples de soul music.

Uma das marcas registradas de Boo, além do uso da drum machine Roland R-70 como sua “máquina de cabeceira”, é a completa ingenuidade de seus samples, trazendo como consequência uma função narrativa mais solta. O artista utiliza sons que remetem a funerais, trompetes, diálogos, etc; efeitos que muitas vezes criam um ambiente de suspense e paranóia, como num filme de Hitchcock. Em 2018, RP Boo lançou seu novo álbum, I’ll Tell you What!. Os temas centrais do projeto transitam entre “o cosmos, o movimento e a oposição”, e sugerem que este seja o seu mais autobiográfico trabalho, contando “novas histórias sobre pregar o meu evangelho para fora de Chicago”.

 

Saskia
(Brasil)
http://soundcloud.com/salnasalada

Natural de Porto Alegre, a cantora, compositora e produtora musical Saskia produz e grava suas músicas desde 2010. Seu live já colaborou com artistas nacionais (Negro Leo, Letrux e Carne Doce) e diversos selos e coletivos (Hérnia de Discos, Zona, Tropical Twista, Fita, Cerne e Vorlat). Também já foi editada pelo grupo de artistas da diáspora NON International e faz parte da Coletividade NÁMÍBIÀ, coletivo afro-brasileiro de música, arte e performance baseado em São Paulo. 

Suas gravações lo-fi utilizam poucos recursos e intercalam linhas melancólicas de guitarra e teclado com beats eletrônicos que transitam entre o trap, o indie, o funk e o folk, quase sempre acompanhados de letras salgadas e vocais amargos. Saskia é a efervescência de muitos gêneros.

Stefanie Egedy apresenta: Falha Comum
(Brasil)
https://stefanieegedy.bandcamp.com

Stefanie Egedy é uma artista multimídia e designer de sons. Utiliza gravações de campo, sons eletrônicos e materiais do cotidiano em suas composições. Atualmente, pesquisa ondas de baixa frequência sonora na ocupação do espaço e suas consequências na matéria, além de investigar, junto com Camille Laurent, as relações entre luz e som. É artista membra do ‘artist run space’ DAHAUS, em São Paulo, faz parte do trio de música abstrata Nada do Outro Lado, do duo eletrônico Operação Mínima e é co-fundadora do selo Coisas que Matam.

A performance inédita Falha Comum é uma alegoria à expectativa do desempenho social, algo recorrente na sociedade contemporânea. Por meio de gravações dos sons produzidos pelos motores de diferentes automóveis, graves/ruídos e batidas de pinos, Egedy apresenta o conflito de um cenário de uso de combustível de baixa qualidade. O conflito caminha para a iminente explosão dos motores e constitui uma ameaça ao funcionamento constante dessas máquinas.

The International Nothing
(Ftarri/ Alemanha)
https://theinternationalnothing.bandcamp.com/

The International Nothing é um projeto de clarinetes psicoacústicos formado por Michael Thieke e Kai Fagaschinski em 2000. A dupla compõe coletivamente esculturas sonoras multicamadas usando multifônicos, freqüências de batidas e tons incomuns como parte integral de sua linguagem. Ambos os músicos são conhecidos como improvisadores, mas neste projeto específico, desenvolvem e executam exclusivamente suas próprias composições.

A cada quatro anos, o duo lança um álbum através do selo japonês Ftarri – In Doubt We Trust, de 2018, é o seu quarto trabalho. Enquanto cada um de seus lançamentos anteriores consistia em várias peças curtas, a dupla resolveu inovar: o novo álbum é composto por apenas um única peça. Depois de dois anos e meio de profunda pesquisa sonora em reclusão, In Doubt We Trust não apenas revela uma mudança formal no desenho sonoro da dupla, mas também apresenta novos e inéditos cenários acústicos de ritmo lento e beleza frágil. Apesar de se ramificarem em novos territórios, algumas coisas sempre permanecem as mesmas com o The International Nothing: tudo o que se ouve são dois clarinetes – sem overdubs, sem manipulação eletrônica… e sem improvisação.

Thelmo Cristovam apresenta: Ideias em cores gris dormem furiosamente
(Brasil)
https://thelmocristovam.bandcamp.com/

Thelmo Cristovam é pesquisador independente em psicoacústica, artista sonoro, radiologista, músico, improvisador e noisemaker. Além do campo sonoro, também pesquisa e trabalha com fotografia, texto e vídeo. Cursou o bacharelado de física e matemática na UFPE em Recife, estudando as áreas de sistemas dinâmicos (caos determinístico e teoria da catástrofe) e lógica não formal (meta matemática). Atualmente, desenvolve um projeto que envolve a radioastronomia e o registro e o desenvolvimento de um trabalho com sons do cosmos com um interesse particular pelas explosões solares que estão no seu auge. Em termos gerais, sua pesquisa/poética inclui ações/oficinas e versa sobre a inexistência de tempo e como essa idéia abstrata hipotetizaria uma estratégia de consciência para moldar o mundo “real”.

Ideias em cores gris dormem furiosamente, a performance que Cristovam irá apresentar no Novas Frequências, se baseia no uso não autorizado de informações coletadas em tempo real de satélites na órbita terrestre.

Tomoko Sauvage apresenta: Waterbowls
(Shelter Press/ Japão, França)
https://o-o-o-o.org

Nascida em Yokohama, no Japão, e baseada em Paris desde 2003, Tomoko Sauvage investiga as propriedades sonoras e visuais da água em diferentes estados e as combina com eletrônicos. Porcelana chinesa de variados tamanhos e formatos, cheias de água e amplificadas por meio de microfones subaquáticos, os ‘waterbowls’ são um tipo de sintetizador natural que gera timbre fluido e utiliza ondas, gotas e bolhas. Através de materiais primordiais e gestos lúdicos, Sauvage busca equilibrar de forma tênue, aleatoriedade e disciplina, caos e ordem. Seu segundo álbum, Musique Hydromantique, alude à hidromancia (adivinhação por meio da água) e foi lançado pela Shelter Press em 2017.

Sob a forma de performances, instalações e composições musicais, seu trabalho é regularmente apresentado na Europa, Ásia e América. Sauvage já atuou e expôs em festivais internacionais, instituições e galerias como Roskilde Festival (Dinamarca), Flow Festival (Finlândia), Centre Pompidou (França), Museu Quai Branly (França), Présences Electronique (França), Borderline Festival (Grécia), Borealis Festival (Noruega), Museu Tamayo (México), High Zero Festival (EUA), Festival send+receive (Canadá), Empty Gallery (Hong Kong), TÖNE Festival (Reino Unido) e Grimmuseu (Alemanha).

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