6ª Edição do Festival Novas Frequências acontece entre os dias 3 e 8 de dezembro no Rio de Janeiro

Xiu Xiu
Xiu Xiu

Principal festival de música exploratória da América do Sul traz pela primeira vez ao Brasil a banda de art rock americana Xiu Xiu, o experimentalista libanês Rabih Beaini, a americana-boliviana Elysia Crampton, figura à frente de uma nova estética queer nas pistas de dança e membros de dois dos mais importantes coletivos da música eletrônica contemporânea: Mexican Jihad e Fausto Bahía representando o NAAFI, e Toxe e Mechatok representando o Staycore; estreiam na programação um showcase com 13 artistas europeus membros da plataforma SHAPE e uma rodada de negócios

São Paulo – A 6ª edição do Festival Novas Frequências, principal evento internacional de música experimental e explorações sonoras da América do Sul, acontece entre os dias 3 e 8 de dezembro, no Rio de Janeiro. A programação acontece em diversos locais da cidade e reúne 44 atrações de 13 países diferentes em atividades que incluem shows, performances resultantes de residências artísticas, festa, discussões, instalações, caminhadas sonoras e, pela primeira vez, uma rodada de negócios e uma ocupação de 16 horas de duração.

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Continuando no formato de ocupação da cidade, o Novas Frequências distribui seus eventos este ano em cinco espaços da cidade, ocupando diversos bairros nas Zona Sul, Norte e Centro do Rio: Oi Futuro Ipanema, Galpão Gamboa, Leão Etíope do Méier (Praça Agripino Grieco), Audio Rebel e Fosfobox.

Fruto da parceria entre os produtores culturais Chico Dub e Tathiana Lopes, o Novas Frequências surgiu em 2011 sempre à procura de artistas que rompem com fronteiras pré­estabelecidas em busca de novas linguagens sonoras. Considerado o Melhor Festival do Rio de acordo com o Prêmio Noite Rio 2013, o evento só realiza apresentações inéditas no país. No caso dos artistas nacionais, a curadoria prima por apresentações que nunca ocorreram antes no Rio – seja trazendo artistas de outros estados que ainda não tocaram na cidade ou propondo performances comissionadas de artistas residentes.

A grande novidade em 2016 vem a ser uma parceria com o SHAPE, uma plataforma voltada para música, a arte sonora e a performance audiovisual fundada por festivais e centros culturais da Europa membros da rede colaborativa ICAS junto com o programa da União Europeia Creative Europe. Sigla para “Sound, Heterogeneous Art and Performance from Europe”, o SHAPE é formado por 16 associações europeias provenientes de 16 cidades diferentes. Ele consiste em uma plataforma de 3 anos (2015-2017) que visa apoiar, promover e criar intercâmbios entre músicos emergentes e inovadores e artistas interdisciplinares com um interesses em diferentes áreas do som e daperformance. 

A cada ano, os 16 festivais e associações envolvidas escolhem coletivamente 48 artistas extremamente criativos a participarem de um mix de performances ao vivo, residências, oficinas e apresentações ao redor do mundo, em festivais e eventos especiais. Os 16 membros do SHAPE e suas respectivas cidades são: CTM (Berlim, Alemanha), Schiev (Bruxelas, Bélgica), Rokolectiv (Bucareste, Romênia), UH Fest (Budapeste, Hungria), Unsound (Cracóvia, Polônia), Cynetart (Dresden, Alemanha), musikprotokoll im steirischen herbst (Graz, Áustria), TodaysArt (Haia, Holanda), MoTA – Museum of Transitory Art (Liubliana, Eslovênia), RIAM (Marselha, França), Biennale Némo (Paris, França), MeetFactory (Praga, República Checa), Maintenant (Rennes, França), Skaņu Mežs (Riga, Letônia), Les Siestes Électroniques (Toulouse, França) e Insomnia (Tromsø, Noruega).

Em dezembro de 2016, o encontro anual do SHAPE, na forma de um showcase, acontecerá durante o Festival Novas Frequências. Um total de 13 artistas, selecionados por 12 dos 16 festivais que compõe a plataforma, irão participar do Novas Frequências. Além disso, os curadores e diretores artísticos destes festivais europeus também virão ao Rio em busca de intercâmbios, cooperações e novas parcerias com os artistas da cidade e do país. 

A lista de artistas participantes do SHAPE dentro da 6ª edição do Novas Frequências é:

Andreas Trobollowitsch (AT) indicado pelo musikprotokoll im steirischen herbst
Black Zone Myth Chant (FR) indicado pelo Maintenant
Céh (HU) indicado pelo UH Fest
Gil Delindro (PT) indicado pelo Cynetart
J. G. Biberkopf (LT) indicado pelo MeetFactory
Julien Desprez (FR) indicado pelo Biennale Némo
Mike Rijnierse (NL) indicado pelo TodaysArt
Mr. Mitch (UK) indicado pelo Les Siestes Électroniques
Sis_Mic (FR) indicado pelo RIAM
Stephen Grew (UK) indicado pelo Skaņu Mežs
Stine Janvin Motland (NO) indicado pelo Insomnia
Toxe (SE) indicado pelo CTM
Új Bála (HU) indicado pelo UH Fest  

O Festival Novas Frequências nunca teve tantos guitarristas em seu line-up como na edição de 2016. Ainda que o uso do instrumento não denote nada próximo do que se convencionou chamar de “rock and roll”, o bom e velho rock não deixa de ser uma referência fundamental em uma série de artistas presentes no programa. Xiu Xiu é uma banda de art rock dos Estados Unidos que se inspira em inúmeros gêneros musicais – do pós-punk à música percussiva asiática. Formado pelos húngaros Gábor Kóvacs e Raymond Kiss, oCéh faz um som barulhento, com distorções de guitarra, vocais potentes e eletrônicos. Kóvacs também se apresenta solo através da alcunha Új Bála, projeto de techno industrial minimalista e cerebral revolto por uma obscura atmosfera. Mais ou menos na mesma pegada do Céh, está o inédito encontro entre Tantão, God Pussy e Lê Almeida, combo que mistura vocais gritados, barulho vindo de pedais e geradores de ruídos, além de guitarras shoegaze cheias de fuzz. Já o francês Julien Desprez, um virtuoso guitarrista de jazz, relaciona, via “Acapulco Redux”, as sonoridades do seu instrumento à lâmpadas de led acionadas por meio do som. Ambos de São Paulo, ambos apresentando sonoridades escuras do pós-punk, ambos em formato trio, estão o Rakta (formado apenas por mulheres) e o Cave Wave (formado apenas por homens).

Esta questão geográfica envolvendo a cidade de São Paulo é uma característica bem forte da 6ª edição do Novas Frequências. Além do Rakta e do Cave Wave, o festival apresentaThiago Miazzo, músico experimental com influências de drone, vaporwave e dark ambient que sonorizará ao vivo o game “Destruction Derby” enquanto a plateia joga o jogo. Há também uma pequena seleção de artistas que trabalham com o techno – alguns mais pesados, outros podendo abraçar sonoridades mais ambient. São eles: Bruno Belluomini,Raquel Krugel e Rampazzo (e o carioca Gorilla Brutality). Ainda sobre a música eletrônica de pista, Pininga profetiza sobre como será o funk do futuro, trazendo referências dos coletivos mais proeminentes da música eletrônica contemporânea, como o NAAFI e o Staycore.

Em uma seara mais experimental, do noise à improvisação livre jazzística, o festival apresenta uma colaboração com o Dissonantes, projeto paulistano de livre improvisação formado somente por mulheres. O projeto, pela primeira vez operando fora de São Paulo, irá contar com suas fundadoras Natacha Maurer e Renata Roman; Carla Boregas ePaula Rebellato, que são 2/3 do Rakta; e, finalmente, a carioca Leandra Lambert, uma veterana da cena, em atuação desde os anos 1990. 

Baseado na improvisação livre, na herança de Walter Smetak e na manipulação e colagem de samples, há o Interregno Trio, conjunto formado pelo trumpetista paulistano Rômulo Alexis junto dos baianos Ed Brass e João Meirelles (respectivamente sax e eletrônicos). Também operando via improvisação, o pianista inglês Stephen Grew trabalha com as forças vitais do instrumento, seus sons e sua multiplicidade de padrões rítmicos e extremos dinâmicos. 

Luisa Puterman, produtora-assistente do Novas Frequências por dois anos, se apresenta finalmente como artista no festival. Participante em 2015 da Red Bull Music Academy em Paris, a paulistana Luisa irá apresentar ‘”Moto Perpetuo”, performance resultante de uma residência desenvolvida especialmente para o festival no Red Bull Station, em São Paulo.A partir de pesquisas sobre narrativas sonoras, sound cinemas e audio books, busca-se criar uma experiência offstage – extrapalco – de um dia no contexto do festival.

Esta questão extrapalco também se apresenta no trabalho de Daniel Limaverde, RBMA alumni em Tóquio 2014. “Sweet Spot” é outra obra criada em parceria – e consequentemente residência artística – com o Red Bull Station. Daniel vai criar peças para serem ouvidas em locais específicos da cidade, acessadas via internet, unindo narrativas sonoras, vestígios de memória e novas perspectivas para a ocupação da cidade. Já o holandês Mike Rijnierse vai utilizar, mais específicamente na peça sonora “Relief”, frequências de ultrassom para interferir na percepção do público do espaço em que habitam.

Em 2013, o Novas Frequências realizou uma festa, em 2014 duas, em 2015 uma e, agora, em 2016, serão duas novamente. Na primeira delas estarão quatro artistas que são peças fundamentais de dois coletivos que estão mudando a cara da club music contemporânea. Os mexicanos Fausto Bahía e Mexican Jihad são fundadores do NAAFI, plataforma que nos últimos anos tomou de assalto às pistas mais vanguardistas do globo, envolvendo ritmos regionais mexicanos, percussão indígena, herança afro, “future reggaeton”, dancehall, plena, grime, jersey club, kuduro, funk carioca e ballroom house. Já o coletivo Staycore, capitaneado, dentre outros, por Toxe e Mechatok, incorpora ritmos dançantes do mundo todo como kuduro, dancehall e hip hop à referências pop em colagens totalmente dançantes e inovadores.

Nem integrante do NAAFI e nem integrante do Staycore, porém muito próxima deles e de outros coletivos, como o descentralizado NON e o berlinense Janus, é a americana com raízes bolivianas Elysia Crampton, uma artista à frente, junto com Arca, Rabit e Lotic, de uma estética queer que, segundo o Pitchfork, “compreende um som cada vez mais sem fronteiras que é difícil de descrever, mas radicalmente visceral em vigor”. Próximos dos NAAFI, dos Staycore e do seu parante mais próximo na América do Sul, o uruguaio Salviatek, estão o já mencionado Pininga e também Superfície, carioca radicado em Cork, na Irlanda, que mistura funk carioca com grime inglês. 

Outra questão importante do programa é uma menção a tendência desconstrutiva em referência às pistas de dança de muitos produtores contemporâneos. Entre a club music e a música conceitual, o lituano J. G. Biberkopf se utiliza de colagens para criar atmosferas distópicas ligadas ao mundo digital e à cultura clubbing ainda que de mãos dadas à música concreta. Mr. Mitch representa o que há de mais novo no grime experimental do Reino Unido. É um dos criadores, junto com Mumdance e Logos, do chamado “weightless”, uma etéria mistura de grime, ambient music e percussão minimalista. Norueguesa, Stine Janvin Motland faz de sua voz o seu maior instrumento. Sua “Fake Synthetic Music” “toca” peças pioneiras da música eletrônica apenas com o uso da voz. 

Não necessariamente de pista, mas ainda sim sobre artistas eletrônicos com interesses sonoros regionais-globais estão uma série de atrações de diversas origens. Também conhecido como High Wolf, o francês Black Zone Myth Chant passeia pelas sonoridades do hip-hop e do footwork sob influências da psicodelia afrocêntrica. Abdala, através do projeto ZUUUM, utiliza gravações de campo das congadas de Goiânia e manipulação de equipamentos e efeitos eletrônicos. O baiano João Meirelles, 1/3 do Interregno Trio, faz um live eletrônico solo sob o nome Infusão, misturando sintetizadores modulares com referências trocapicalistas. O mineiro de Pouso Alegre Projeto Mujique, artista de viés psicodélico que funde música popular brasileira (congada, batuques das religiões afro-brasileiras, samba), rock e música eletrônica. E, finalmente, o estadunidense Rob Mazurek, que, na inédita instalação “Psychotropic Electric Eel Dreams”, vai controlar 100 tubos fluorescentes de LED com o som das enguías elétricas do Rio Negro do Amazonas.

A arte sonora, ainda que num caráter mais performativo que instalativo, está presente em diversas peças apresentadas ao longo do festival. Além das já comentadas obras de Julien Desprez, Rob Marurek e Thiago Miazzo, está “Voidness of Touch”, performance em contínua evolução do português Gil Delindro que se baseia na exploração da matéria enquanto vibração. Andreas Trobollowitsch é um austríaco que trabalha basicamente com instrumentos preparados e objetos modificados. Em “Hecker”, pedaços de madeira de tamanhos e pesos diferentes são cortados por três lenhadores de acordo com uma partitura. O carioca Gustavo Torres apresenta “33 blast blast beat beat”, peça para dois bateristas de grindcore em que o eco e a repetição são os principais elementos. “Les Mondes” é uma performance da francesa Sis_Mic em que um longo processo, em ciclos, estica os sons até os seus limites.  

A relação com a imagem também não foi deixada de lado no Novas Frequências 2016. O artista multimídia alemão Ulf Langheinrich em “Full Zero” mistura uma voyeuristica filmagem de dança com subgraves poderosos que carregam propriedades alteradoras da mente. “Cosmogonia” é uma jornada audiovisual que atravessa territórios e continentes em um grande redemoinho telúrico e xamânico, uma cortesia dos cineastas franceses Vincent Moon e Priscilla Telmon e do produtor e DJ libanês Rabih Beaini. Este último também se apresenta solo, em um DJ set de techno assombrado.

Importante citar que o Novas Frequências é único membro brasileiro do ICAS (International Cites Of Advanced Sound), network que reúne alguns dos mais importantes festivais de culturas sonoras avançadas, música de vanguarda e artes relacionadas como o Mutek (Montreal, Canadá), o Unsound (Cracóvia, Polônia), o CTM (Berlim, Alemanha) e o TodaysArt (Haia, Holanda). O ICAS tem como objetivo estimular o diálogo, a troca de conhecimentos e o apoio mútuo entre organizações internacionais envolvidas com música e sons avançados. Desta forma ele promove a comunidade e a colaboração ao invés da competição entre empreendedores culturais. É uma plataforma criativa para a autorreflexão e aprendizagem em um nível global, convocando seus membros para se reinventarem constantemente. 

O Novas Frequências conta com o patrocínio master da Oi, do Governo do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Cultura, e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro; realização da Cardápio de Ideias Comunicação e Eventos, do Oi Futuro, da Funarte e do Ministério da Cultura; patrocínio da Heineken Brasil; apoio doSHAPE, do programa Creative Europe da Comunidade Europeia, ICAS, Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, Institut Français Brasil, Consulado do Reino dos Países Baixos, Bundeskanzleramt Österreich (Chancelaria Federal da Áustria), DS-X.org; e apoio de mídia da revista inglesa The Wire.

Artistas NF 2016 em ordem alfabética

Abdala apresenta: ZUUUM (BR)

Andreas Trobollowitsch apresenta: Hecker (AT)

Black Zone Myth Chant (FR)

Bruno Belluomini apresenta: Horos (BR)

Cave Wave (BR)

Céh (HU) 

Daniel Limaverde apresenta: Sweet Spot (BR)

Dissonantes apresenta:

Carla Boregas (BR)

Leandra Lambert (BR)

Natacha Maurer (BR)

Paula Rebellato (BR)

Renata Roman (BR)

 

Elysia Crampton (US) 

Fausto Bahía (MX)

Gil Delindro apresenta: Voidness of Touch (PT) 

Gorilla Brutality (BR)

Gustavo Torres apresenta: 33 blast blast beat beat (BR)

Infusão (BR)

Interregno Trio (BR)

  1. G. Biberkopf (LT)

Julien Desprez apresenta: Acapulco Redux (FR) 

Luisa Puterman apresenta: Moto Perpetuo (BR)

Mechatok (DE)

Mexican Jihad (MX)

Mike Rijnierse apresenta: Relief (NL)

Mr. Mitch (UK) 

Pininga (BR)

Projeto Mujique (BR)

Rabih Beaini (LB)

Rakta (BR)

Rampazzo (BR)

Raquel Krügel (BR)

Rob Mazurek apresenta Psychotropic Electric Eel Dreams (US)

Sis_Mic apresenta: Les Mondes (FR) 

Stephen Grew (UK) 

Stine Janvin Motland apresenta: Fake Synthetic Music (NO)

Superficie (BR)

Tantão feat. God Pussy e Lê Almeida (BR)

Thiago Miazzo apresenta: Destruction Derby (BR)

Toxe (SE)

Új Bála (HU)

Ulf Langheinrich apresenta: Full Zero (DE)

Vincent Moon + Rabih Beaini + Priscilla Telmon apresentam: Cosmogonia (FR/LB)

Xiu Xiu (US)

Programação

 ___Caminhada Sonora @ RJ____
3-8 de dezembro em diversos espaços da cidade (mais infos em breve)
Daniel Limaverde apresenta: Sweet Spot (BR) 

___Ocupação @ Galpão Gamboa___
sábado, 3 de dezembro, das 14:00 às 6:00
Palestra e rodada de Negócios – 14:00 
Informações em breve  

Instalações – 16:00 
Luisa Puterman apresenta: Moto Perpetuo (BR)

Mike Rijnierse apresenta: Relief (NL) 
Rob Mazurek apresenta Psychotropic Electric Eel Dreams (US) 

Terraço eletrônico – 18:00
Black Zone Myth Chant (FR)

Abdala apresenta: ZUUUM (BR)
Infusão (BR)
Projeto Mujique (BR)  

Performances sonoras e A/V – 17:00
Andreas Trobollowitsch apresenta: Hecker (AT)
Gustavo Torres apresenta: 33 BlastBlast BeatBeat (BR)
Julian Desprez apresenta: Acapulco Redux (FR) 

Thiago Miazzo apresenta: Destruction Derby (BR)  

Shows – 20:00
Cave Wave (BR)
Xiu Xiu (US)  

Festa – 23:00
Elysia Crampton (US) 
Fausto Bahía (MX)
Mexican Jihad (MX)
Toxe (SE)
Mechatok (DE)
Pininga (BR)

Superficie (BR)  

Galpão Gamboa
Endereço: Rua da Gamboa, 279
Ingressos: A venda de ingressos começa no dia 31 de outubro de 2016
Teatro – performances sonoras e a/v: R$ 20 (antecipado) e R$ 30 reais (na porta)
Shows – Cave Wave e Xiu Xiu: R$ 20 (antecipado) e R$ 30 (na porta)
Garagem – Festas: R$ 30 (antecipado) e R$ 40 (na porta)
Combo Gamboa (contempla a programação de Performances Sonoras e A/V, os shows do Garagem e a Festa): R$ 50 (vendas pelo site e na porta)
Combo Gamboa + Fosfobox (contempla a programação de Performances Sonoras e A/V, os shows do Garagem e a Festa do Galpão Gamboa no dia 03 de dezembro e a Festa na Fosfobox no 08 de dezembro): R$ 70  (vendas pelo site e na porta)
Terraço Eletrônico e Instalações: entrada gratuita
Venda antecipada: www.sympla.com/novasfrequencias
Acesso para deficientes
Telefone: (21) 98460-1350 / 98460-1351
Site: www.galpaogamboa.com.br

 

___Shows @ Leão Etíope do Méier (Praça Agripino Greco)___

domingo, 4 de dezembro, às 18:00
Vincent Moon + Rabih Beaini + Priscilla Telmon apresentam: Cosmogonia (FR/LB)
Rakta (BR)

Céh (HU) 
Tantão feat. God Pussy e Lê Almeida (BR)
 
Leão Etíope do Méier
Endereço: Praça Agripino Grieco s/nº
Capacidade: 1.500 pessoas
Classificação livre
Evento gratuito  

___Shows @ Audio Rebel___

segunda, 5 de dezembro, às 20:00 
Dissonantes apresenta:
Carla Boregas (BR)
Leandra Lambert (BR)
Natacha Maurer (BR)
Paula Rebellato (BR)
Renata Roman (BR)  

Audio Rebel

Endereço: R. Visconde de Silva, 55 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ
Capacidade: 90 lugares
Ingressos: A venda de ingressos começa no dia 31 de outubro de 2016
R$ 20 (antecipado) e R$ 30 (na porta)
Venda antecipada: www.sympla.com/novasfrequencias
Acesso para deficientes
Classificação: livre
Tel.: (21) 3435-2692
Site: www.audiorebel.com.br  

 ___Shows @ Oi Futuro Ipanema___

 terça, 6 de dezembro, às 20:00
Stephen Grew (UK)
Interregno Trio (BR)  

quarta, 7 de dezembro, às 20:00
Ulf Langheinrich apresenta: Full Zero (DE)
Stine Janvin Motland apresenta: Fake Synthetic Music (NO)  

quinta, 8 de dezembro, às 20:00
Gil Delindro apresenta: Voidness of Touch (PT)
Sis_Mic apresenta: Les Mondes (FR)  

Oi Futuro Ipanema

Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema, Rio de Janeiro – RJ
Ingressos: R$ 20 (na porta)
Capacidade Auditório: 90 lugares
Acesso para deficientes
Classificação: livre
Telefone: (21) 3131-9333
Site: www.oifuturo.org.br  

___Festa @ Fosfobox___

quinta, 8 de dezembro, às 23:00
Rabih Beaini (LB)
Mr. Mitch (UK) 
J. G. Biberkopf (LT) 
Rampazzo (BR)
Bruno Belluomini apresenta: Horos (BR)
Új Bála (HU)
Raquel Krugel (BR)
Gorilla Brutality (BR)  

Fosfobox
Endereço: Rua Siqueira Campos, 143
Ingressos: A venda de ingressos começa no dia 31 de outubro de 2016
R$ 30 (até 1 da manhã) e R$ 40 (após 1 da manhã)
Venda online: www.sympla.com/novasfrequencias
Capacidade: 300 lugares
Acesso para deficientes
Classificação: 18 anos
Telefone: (21) 2548 7498
Site: www.fosfobox.com.br

Biografia dos artistas em ordem alfabética 

Bruno Belluomini apresenta: Horos
(TRNQ/ Brasil)
https://soundcloud.com/horos
https://soundcloud.com/belluomini  

Horos é o novo trabalho autoral do paulistano Bruno Belluomini. Narrativa criada para dar vazão à sua recente pesquisa sonora, o projeto conceitual tem como protagonista Gustav Sokol, capitão da missão espacial Horos.

Idealizador da extinta festa de dubstep e bass music Tranquera (2005-2012), Bruno Belluomini já se apresentou em festivais como o Wiener Festwochen (Festival de Viena) e o Sónar São Paulo 2012, e já deu suporte para nomes como Ben Klock, Kode 9, Pinch, Move D e Appleblim. Seu trabalho já foi assunto nos veículos Vice, Spin, The Fader, XLR8R, DJ Mag e Mixmag, além do documentário britânico Bassweight (2010). Agony (2016), seu recente álbum pelo selo Lux Rec, está sendo tocado por Radio Slave, Scuba, Marsman, An-I, John Heckle, Volvox, Extrawelt, DJ Deep, Jacques Renault e Alexis Le Tan.

Belluomini também cuida do TRNQ, selo audiovisual para criação de conteúdo autoral. Entre álbuns, EPs e remixes, o catálogo já soma 7 títulos desde 2012.

Daniel Limaverde apresenta: Sweet Spot
(Brasil)
https://soundcloud.com/danielimaverde  

Agregando influências de jazz (Charles Mingus), música erudita (Arvo Pärt), eletronica (Matthew Hebert, Mount Kimbie) e pop (Björk), a música do compositor e produtor musical carioca Daniel Limaverde apresenta um profundo senso de clareza espacial, trabalhando notas, timbres e texturas como motivos visuais tridimensionais. Limaverde participou do Red Bull Music Academy de 2014 em Tóquio, Japão, tendo sido selecionado dentre mais de 6.000 inscritos de 110 países. Assinou a trilha sonora do longa metragem “A Morte de J.P.Cuenca”, para o Canal Brasil. No ano passado, realizou uma tour e uma residência artística itinerante nos EUA junto com outros 24 músicos de diversas partes do mundo como parte do programa OneBeat. 

Especialmente para o Novas Frequências e com o apoio do Red Bull Station em São Paulo, onde, por duas semanas, desenvolveu o trabalho em residência, Sweet Spot propõe a criação de realidades virtuais através de experiências estéticas e sensoriais que ressignificam espaços urbanos através do som. “Sweet Spot” trata de temas como memória, especulação imobiliária, sanidade, ocupações, solitude e temporalidade. Juntos, estes temas fazem parte da construção de uma narrativa central que irá contar com aproximadamente 20 peças sonoras disponibilizadas gratuitamente para download e streaming. Cada peça será site specific com o intuito de ser experimentada, via fones de ouvido comuns, em uma localização geográfica especifica. A obra funciona assim como uma instalação sonora de qualidade virtual, convidando o ouvinte a transitar em um circuito de espaços urbanos que serão ressignificados. Todos as peças serão compostas, arranjadas e gravadas em áudio binaural proporcionando uma espécie de bolha sonora tridimensional, dando, na verdade, a impressão que os eventos retratados estivessem de fato ocorrendo ao vivo ao redor do ouvinte. 

Elysia Crampton
(Break World/ Estados Unidos)
https://soundcloud.com/eande  

A americana de origens bolivianas Elysia Crampton é um produtora, artista sonora e colagista conceitual. Sua música é uma confluência ambiciosa de ideias que sintetiza múltiplas histórias sub-representadas, geografias, gêneros musicais e culturais em um material de pista viciante, colorido e contemporâneo.

Na sequência de American Drift, lançado no ano passado pelo selo americano Blueberry Records, seu mais recente trabalho, Demon City (Break World), é um álbum conceitual com participações de Chino Amobi, WhyBe, Rabit e Lexxi, que funciona como um poema épico. Vertido para os palcos e as pistas, Demon City se transforma em uma performance batizada Dissolution of The Sovereign: A Time Slide Into The Future, uma espécie de peça audiovisual que se desenrola tal como uma apresentação ao vivo, unindo a tradição oral e o legado teatral dos nativos bolivianos Aymara com a visão transfeminista abolicionista de Elysia.


Fausto Bahía
(N.A.A.F.I/ México) 
http://naafi.mx/artista/fausto-bahia/  

Tomás Davó, o Fausto Bahía, é uma das principais cabeças do N.A.A.F.I, coletivo mexicano baseado em Porto Escondido que nos últimos anos tomou de assalto às pistas mais vanguardista do globo. O segredo do grupo está na conexão das raízes da música de baile do México e das sonoridades pré-hispânicas com novos sons undergrounds que pipocam ao redor do país e do mundo. Seja lançando música pelo próprio selo, fazendo festas e festivais ou produzindo música original, o N.A.A.F.I mistura estéticas tradicionais com pós-modernas para quebrar barreiras e mudar clichês sobre a música latina. Uma discotecagem do N.A.A.F.I invariavelmente envolve ritmos regionais mexicanos, percussão indígena, herança afro, “future reggaeton”, dancehall, plena, grime, jersey club, kuduro, funk carioca e ballroom house.

Junto com Paul Marmota, Lao e Mexican Jihad (que também toca no Novas Frequências), Fausto Bahía começou o N.A.A.F.I em 2010 como uma festa. Eventualmente se tornaram um selo e um coletivo que envolve hoje mais de 14 projetos do México e de outros lugares, além de um estúdio de produção cultural que desenvolve, dentre outras coisas, projetos de pesquisa junto com instituições culturais, documentários e marcas de software. 

Gorilla Brutality 
(Domina/ Brasil)
www.soundcloud.com/gorillabrutality  

Formado por Alexandre Colchete e Eduardo Colombo em 2010, a dupla carioca Gorilla Brutality se deixa influenciar pelo grande fluxo de informações no mundo digital em nosso dia-a-dia como ponto de partida para a concepção de seu primeiro álbum (sem título) lançado em 2016 pelo selo Domina. Com referências que passeiam pelos universos dos sons dos hipermercados à Beyoncé, passando por ambientes microfonados e sons familiares que permeiam nossa realidade, a ideia do grupo é descontextualizar e gerar ritmos os mais variados possíveis. 

Interregno Trio
(Brasil)
http://www.joaommeirelles.com
https://soundcloud.com/edbrassbrasil
https://soundcloud.com/romulo-alexis  

“Estamos em um estado de interregno, entre uma etapa em que tínhamos certezas e outra em que a velha forma de atuar já não funciona…”  

O trio formado pelos baianos Edbrass Brasil e João Meirelles e o paulistano Rômulo Alexis une as sonoridades do sopro, pesquisas sobre Walter Smetak, o live electronics e suas produções em composição instantânea. O encontro dos três músicos abre várias possibilidades sonoras, com enfoque no drone, no ambient e no free jazz, num jogo entre instrumentos de sopro adaptados em diálogo com as técnicas de manipulação de timbres em tempo real da música eletrônica. 

Edbrass Brasil é artista intermidia e trabalha a partir da manipulação e colagem de gravações e samples, aliado ao uso de instrumentos de sopro não-convencionais. Pesquisador de live cinema e dança telemática, cria trilhas sonoras para cinema e peças de dança contemporânea e é coordenador em Salvador do projeto Low Fi – Processos Criativos. João Meirelles, que, através do Infusão, também se apresenta em formato solo no Festival Novas Frequências, é membro do grupo Baiana System e produtor da plataforma LARGO, de improvisação livre e ocupação do Teatro Vila Velha de Salvador. Rômulo Alexis é artista visual, trompetista e performer. Faz parte do duo Radio Diáspora junto à Wagner Ramos, em que unem música eletrônica e free jazz e é também um dos fundadores do Circuito Livre de São Paulo, ação coletiva de articulação de lug ares e formação de público para a linguagem musical da improvisação. 

Luisa Puterman apresenta: Moto Perpetuo
(Brasil) 
http://www.luisa-puterman.com/ 

Luisa Puterman vive e trabalha com som. Suas pesquisas e projetos exploram histórias, possibilidades, problemas e outros aspectos sobre composição e percepção sonora. Nos últimos anos, participou de festivais, residências e exposições com FILE-SP (2014); 18th Japan Media Festival (2014); FIVAC (Cuba, 2015); FIF-Belo Horizonte (2015); Red Bull Music Academy (Paris 2015); F.I.M.E (São Paulo, 2016); Primavera Fauna (Chile, 2016) e outras ocupações sonoras. Luisa também atua como produtora musical, engenheira de som e sound designer

Especialmente para o Novas Frequências e com o apoio do Red Bull Station em São Paulo, onde, por duas semanas, desenvolveu o trabalho em residência, “Moto Perpetuo” parte de explorações sonoras e vontades que buscam entender o som como potência visual por si só – ou seja, o som sinestésico. A partir de pesquisas sobre narrativas sonoras,soundcinemas e audio books, busca-se criar uma experiência offstage – extrapalco – de um dia no contexto do festival. 

Num local a ser combinado, o público é vendado e colocado dentro de uma van sem saber seu local de destino. Ao chegar, as pessoas (ainda de olhos vendados) são assistidas por membros da produção do festival e encaminhadas para o local da performance. As vendas só serão retiradas pós-performance. “Moto Perpetuo” trata de temas como êxodo, moto perpétuo, catástofres naturais e paisagens sonoras surreais. 

Mechatok
(Staycore/ Alemanha)
https://soundcloud.com/mechatok  

Mais conhecido como Mechatok, Timur Tokdemir é um produtor alemão de origens tunisianas e turcas que faz parte do selo e coletivo Staycore. Com formação musical clássica como guitarrista, Mechatok equilibra seu senso melódico com uma inclinação a sons mais duros relacionados ao espectro da dance music – seus DJ sets jogam com a músicaclubbing e com o rap, invocando sentimentos que vão do êxtase à vulnerabilidade. É raro um artista tão jovem (18 anos) apresentar um desenvolvimento sonoro tão próprio e distinto. Não à toa, o artista vem sendo considerado pela FACT Mag como um dos novos produtores do momento. 

Junto à sueca Toxe, sua companheira de Staycore (e que também é parte da programação do Novas Frequências), Mechatok produziu a faixa “Still Life”, trilha do desfile da Kenzo em seu desfile de estampas para a coleção Outono/Inverno 2016. Mechatok é também um grande colaborador da notória festa de Londres, e agora selo, Bala Club, ao lado de Uli K, Endgame e Kamixlo.

Mexican Jihad
(N.A.A.F.I/ México)
http://naafi.mx/artista/mexican-jihad/ 

Mexican Jihad é um dos DJs e produtores envolvidos no coletivo mexicano N.A.A.F.I, uma das principais frentes no desenvolvimento da música dançante do país do mundo, ao lado de nomes como Fade to Mind, Night Slugs, Janus, Principe Discos e Staycore. Trabalhando na teoria e na prática uma fusão de gêneros batizadas por eles mesmos como “ritmos periféricos”, o N.A.A.F.I vêm expandindo seus horizontes para fora da cena local, fazendo showcases e apresentações na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia e utilizando a música dos clubes para explorar a sua identidade latino-americana.

Até aonde se pode falar de identidade geográfica, e até aonde a mesma pode ser extrapolada no mundo globalizado de hoje, isso é o que Alberto Bustamante vem experimentando, sob a alcunha de Mexican Jihad. O artista, inclusive, prefere não se rotular como latino-americano, preferindo se deixar levar pelo o que não pode ser rotulado, pelo que fica no limite, não só musicalmente, porém em relação à pensamentos de cidade, sociedade, estética… Mexican Jihad prefere combinar diferentes gêneros e inspirações para assim transformar os territórios da club music

Pininga
(Salviatek/ Brasil)
https://soundcloud.com/edwarp 

Radicado em São Paulo há 9 anos, o DJ, produtor e artista pernambucano (Eduardo) Pininga mistura em sua sonoridade gêneros urbanos como grime, o house e o hip-hop, com ritmos locais e regionais como o funk, o tecnobrega e o maracatu. 

Enquanto prepara o seu primeiro EP para o selo uruguaio Salviatek, Pininga lança trabalhos originais e edits para importantes selos emergentes como o NAAFI (México) e o Staycore (Suécia). Seu trabalho também está presente na curadoria músical dos eventos colaborativos do Muscles Cavern de São Paulo, djing e produção da MC Linn da Quebrada, e também com artes gráficas e textos. Além disso, mantém uma residência mensal no programa de rádio online britânico Radar Radio e se apresenta em festas como Metanol na Rua (SP), Carlos Capslock (SP), Voodoohop (SP), Wobble (RJ), Salviatek (Montevidéu) e Hiedrah (Buenos Aires). 

Rakta
(Dama da Noite Discos, Nada Nada Discos/ Brasil)
https://rakta.bandcamp.com/   

Rakta é um trio de São Paulo formado apenas por mulheres que tem sua produção fundamentada no punk-rock e no pós-punk, trazendo influências da psicodelia, do gótico e do noise. Formada por Paula Rebellato (voz e teclado), Nathalia Viccari (bateria) e Carla Boregas (baixo), o mundo da Rakta transita entre o místico, o feminino e a potência de seu som – forte, tribalístico e performático. Mesmo que por vezes aparentemente urbano, a sonoridade do trio se deixa influenciar pelo bucólico e busca se aproximar de referências pagãs. 

Em 2016, a banda, que já possui três álbuns, excursionou nos Estados Unidos e no Japão, passando por diversos venues destes países e aumentando a já crescente visibilidade de seu trabalho – em Seattle, por exemplo, se apresentaram no mítico programa de rádio FM/digital KEXP. 

Rabih Beaini
(Morphine/ Líbano)
https://soundcloud.com/rabih 

Nascido no Líbano, o produtor e DJ Rabih Beaini (no passado conhecido como Morphosis) é um especialista em criar atmosferas imaginativas e granuladas. Poucos artistas conseguem montar um live analógico tão desafiador e intrigante como ele, onde, entre outros, dark wave, krautrock e techno se harmonizam de forma assombrada. Estas influências também aparecem na produções de Beaini junto ao Upperground Orchestra, um ensemble de improvisação que conta com inúmeras frontes e que explora os terrenos entre eletrônica, techno e o free jazz. Rabih ainda dirige o seu selo Morphine (Senyawa, Pauline Oliveiros, Pierre Bastien) e vem dando voz ao que existe de mais interessante na vanguarda da música eletrônica internacional, colaborando há anos, por exemplo, com o festival de música avançada CTM, em Berlim.

No Novas Frequências deste ano, Rabih Beaini se junta à Vincent Moon e Priscilla Telmon em “Cosmogonia”, uma espécie de colagem de filmes da dupla francesa. No projeto, Beaini trabalha com o som original das peças audiovisuais e improvisa, ao vivo, durante a projeção das mesmas, criando uma nova composição. Rabih Beaini ainda se apresenta na festa de encerramento do festival, na Fosfobox, em um DJ set de 2 horas. 

Rampazzo
(Step In Recordings/ Brasil)
https://soundcloud.com/rampazzo  

(Lucas) Rampazzo é designer, artista visual e músico baseado em São Paulo. Seus experimentos musicais se iniciaram durante uma residência artística em Rotterdam, na Holanda, em 2011, onde também desenvolveu trabalhos relacionados às artes visuais. De lá pra cá, passou a se envolver tanto em projetos artísticos ligados ao design gráfico quanto à música. A mistura entre formas e padrões geométricos com elementos de texturas orgânicas é o que caracteriza o seu trabalho autoral. Em suas músicas soam melodias graves e densas que, como mantras, se distribuem por repetições criando ambiente para melodias mais sutis e orgânicas.  

Atualmente, participa do circuito independente de música eletrônica e experimental de São Paulo com performances ao vivo que transitam entre a ambient music e o techno. Em sua discografia constam dois EPs (Here, de 2013 e Ser/Estar, de 2015) lançados pelo selo Step In Recordings e uma música pela coletânea Hy Brazil Vol 4, de 2014. Em paralelo, ao lado de Thiago Behrndt, dedica-se ao Preto, projeto que consiste em encontros de música experimental ritualística e improvisação livre.

Raquel Krügel
(Subsubtropic Records/ Brasil)
https://soundcloud.com/raquelkrugelrk 

Raquel Krügel mora entre São Paulo e o Rio Grande do Sul, é formada em filosofia, trabalha como sound designer e é compositora de música eletrônica desde 2006. Mestre em filosofia da música, viajou pelo mundo durante 3 anos portando apenas um laptop para a produção de seu trabalho audiovisual. Acabando de fechar o seu segundo EP/tape pela Devoid Records, Raquel o fez utilizando-se inteiramente de um software de áudio. Assim como quando compôs RK, seu primeiro EP, pela Subsubtropic Records, em 2014. 

Rob Mazurek apresenta Psychotropic Electric Eel Dreams 
(Cuneiform, Rogueart, International Anthem/ Estados Unidos)
http://robmazurek.com/  

Cornetista, improvisador, compositor e artista multimídia, Rob Mazurek é o maior representante da prolífica cena de improvisação de Chicago. Aumentando o leque sônico da sua corneta via programação de computador, eletrônicos e uma variedade de teclados, a ampla paleta eletroacústica de Mazurek desafia simples categorizações.

Líder de grupos e ensembles como o Exploding Star Orchestra, Chicago Underground, Isotope 217 e Starlicker, Rob Marurek já dividiu o palco com figuras expressivas do jazz como Pharoah Sanders, Yusef Lateef, Bill Dixon, Roscoe Mitchell e Fred Anderson. Mazurek também mantém uma longa colaboração com artistas brasileiros, em especial com o núcleo em torno do paulistano Hurtmold. O trio São Paulo Underground (Novas Frequências 2013) acaba de lançar o quinto álbum e é formado pelos músicos Mauricio Takara e Guilherme Granado. Já no sexteto Black Cube SP, Mazurek toca com Takara e Granado, além de Rodrigo Brandão, Thomas Rohrer e Rogério Martins.

Na instalação inédita “Psychotropic Electric Eel Dream”, Rob Mazurek controla 100 tubos fluorescentes de LED com o som, leia-se choque, de enguias elétricas do Rio Negro do Amazonas. Entre 2000 e 2005, o artista morou em Manaus e gravou as descargas elétricas das enguias no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

Tantão feat. God Pussy e Lê Almeida
(Brasil)
https://godpussy.bandcamp.com
www.lealmeida.bandcamp.com   

Carlos Antônio Mattos, aka Tantão, é artista plástico e músico. Em 1983, junto com Márcio Bandeira e Lui, criou a banda de pós-punk Black Future. Tocando teclados e e bateria eletrônica, lançou com o Black o disco “Eu Sou o Rio” que, em suas faixas, misturava punk-rock, samba e samples. Desde então, esteve em inúmeros projetos musicais como John Merrick Experience, Demillus & Duloren, FUCK e The Bosch, além de participações em show do Chelpa Ferro e Dedo. Em 2016, está gravando um disco com produção da Rádio Lixo. Sua música e poesia se misturam com as performances e seu trabalho de artes plásticas. Já participou de duas residências em Amsterdã (2010 e 2011), além de ações na Casa Nuvem (RJ) e Ceia (BH). Suas telas, coloridas, são a mistura de sua personalidade incrivelmente caótica com as linhas organizadas de seus conhecimentos de desenho naval. Porém, nada disso importa. Tantão só se explica ao vivo. 

Especialmente para o Novas Frequências, Tantão irá se apresentar em um formato trio, inédito, junto com God Pussy e Lê Almeida. O primeiro é um projeto de noise com espírito DIY, iniciado em 2008 por Jhones Silva. No God Pussy, pedais, piezos, sintetizadores, rádios, geradores de ruídos, entre outros, são utilizados para uma explosão de noise e power electronics com fins politicos, tratando de falta de saneamento básico, atendimento hospitalar, educação, abuso de poder, violência e crueldade. Guitarras altas podem soar deslocadas junto a melodias pop, mas não para Lê Almeida. Suas canções concisas, sobre jeans velhos, bikes e comprimidos, são saturadas por altas doses de fuzz. “A resposta brasileira ao Robert Pollard”, segundo o The Guardian, Lê grava seus discos, são 6 ao todo, de modo caseiro e os distribui via Transfusão Noise Records, selo que fundou no início de 2004, além de fazer as artes das capas e pôsteres dos shows. Prolífico, o músico se divide em pseudônimos e projetos paralelos com amigos para dar vazão a tudo o que produz. Treli Feli Repi, Tape Rec, Babe Florida, Cramapel, Suite Parque, Refrigerantes e Carpete Florido contam com a participação dele, seja nos vocais, na guitarra ou na bateria. Também administra o Escritório, estúdio e clube de recreação que abriga as novas gravações das bandas da Transfusão Noise Records, que costumavam ocorrer no quintal do próprio Lê, em Vilar dos Teles, na Baixada Fluminense. 

Thiago Miazzo apresenta: Destruction Derby
(TOC Label, Seminal Records/ Brasil)
https://thiagomiazzo.bandcamp.com/ 

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