60ª Edição da World Press Photo na Caixa Cultural

Em sua 60ª edição, a exposição World Press Photo leva à CAIXA Cultural Rio de Janeiro, de 16 de maio a 18 de junho, os mais impactantes registros do fotojornalismo mundial do último ano. São 154 imagens sobre temas variados como política, economia, esportes, cultura e meio ambiente. Este ano, o Brasil tem participação expressiva. Os fotógrafos Lalo de Almeida e Felipe Dana foram premiados e o Rio de Janeiro foi cenário de imagens vencedoras nas categorias Esportes e Assuntos Contemporâneos.

A principal fotografia vencedora, a World Press Photo do Ano, foi Um assassinato na Turquia”, do turco Burhan Ozbilici. O registro foi feito em dezembro de 2016, quando o policial Mevlut Mert, que estava de folga, atirou contra o embaixador da Rússia Andrei Karlov, em uma sala de exposições, em Ancara. Na imagem, o assassino aparece com a pistola na mão e o dedo em riste. Na ocasião, ele gritava: “Não se esqueçam de Alepo. Não se esqueçam da Síria”.

A foto esteve envolvida em certa polêmica e dividiu opiniões. O próprio presidente do júri – Stuart Franklin, também fotógrafo –  se opôs à escolha. Segundo ele, conceder o prêmio mais importante ao registro de um assassinato premeditado é amplificar a sua mensagem. No entanto, a maioria prevaleceu e a foto foi selecionada. O júri do concurso é independente e a sua decisão é sempre respeitada pela Fundação World Press Photo.

“Foi uma decisão muito, muito difícil, mas no final a maioria sentiu que a foto era uma imagem explosiva e muito representativa do ódio contemporâneo. Nós realmente achamos que ela resumia o que uma World Press Photo do Ano deve ser e representar”, afirmou Mary F. Calvert, membro do júri.

João Silva, também membro do júri, declarou: “Atualmente, vejo o mundo marchando para um abismo. Essa imagem é a face do ódio”.

Segundo Rafael Ferraz, diretor executivo da Capadócia Produtora Cultural, que há dez anos realiza a exposição no Brasil, essas imagens, produzidas por talentosos e bravos fotógrafos, nos dão o real conhecimento do que está acontecendo no mundo. “Por exemplo, não teríamos dimensão da crise dos refugiados, se não fossem essas fotografias. Por isso, espero que a exposição ajude as pessoas a se sensibilizarem e refletirem sobre os assuntos que estão afligindo o nosso planeta”, completa.

O Brasil na World Press Photo 2017
O brasileiro Lalo de Almeida, fotógrafo da Folha de S. Paulo, foi premiado pela primeira vez na World Press Photo.  Ele recebeu o 2º lugar na categoria Assuntos Contemporâneos com o sensível ensaio sobre bebês com microcefalia, vítimas do vírus da Zika no Nordeste – parte de um especial publicado pelo jornal em dezembro.

Já o brasileiro Felipe Dana, que trabalha para a agência The Associated Press, havia recebido uma Menção Honrosa em 2013. Este ano, no entanto, ele levou o terceiro lugar na categoria Notícias em Destaque, com a imagem “Batalha por Mosul”, feita no Iraque, durante a ofensiva das forças especiais iraquianas e das milícias aliadas para recuperar o controle da cidade tomada pelo Estado Islâmico.

O Brasil ainda está presente na foto do alemão Kai Oliver Pfaffenbach, que congelou o sorriso vitorioso do atleta jamaicano Usain Bolt na semi-final dos 100 metros rasos, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. A imagem recebeu o 3º lugar na categoria Esporte, fotos individuais.

A série de fotos premiada com o 3º lugar na categoria Assuntos Contemporâneos (histórias) apresenta a triste realidade dos moradores de um conjunto habitacional abandonado em Campo Grande, no Rio de Janeiro. Os registros são do alemão Peter Bauza.

Mevlut Mert Altintas shouts after shooting Andrei Karlov, right, the Russian ambassador to Turkey, at an art gallery in Ankara, Turkey, Monday, Dec. 19, 2016. (AP Photo/Burhan Ozbilici)

A premiação em números

O World Press Photo 2017 atraiu inscrições de todo o mundo: 5,034 fotógrafos de 126 nacionalidades inscreveram 80,408 imagens. O júri distribuiu prêmios em oito categorias para 45 fotógrafos de 25 países: Austrália, Brasil, Canadá, Chile, China, República Tcheca, Finlândia, França, Alemanha, Hungria, Índia, Irã, Itália, Paquistão, Filipinas, Romênia, Rússia, África do Sul, Espanha, Suécia, Síria, Nova Zelândia, Turquia, Grã-Bretanha e EUA.

A exposição é realizada em 45 países e vista por mais de quatro milhões de pessoas anualmente.

A World Press Photo, organização independente sem fins lucrativos, promove o mais importante concurso internacional de fotojornalismo. A fundação está empenhada em apoiar e promover altos padrões de qualidade na fotografia, com o objetivo de gerar interesse e reconhecimento no grande público pelo trabalho dos fotógrafos e de outros jornalistas visuais, e pela livre troca de informações.

Serviço:

Exposição World Press Photo 2017
Visitação:
 16 de maio a 18 de junho de 2015 (terça-feira a domingo).
Horário:  10h às 21h
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 4

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca).
Telefone: (21) 3980-3815
Classificação indicativa:
 não recomendado para menores de 14 anos 
Entrada franca
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

Apoio: Agência O Globo, Consulado dos Países Baixos e Praia Pixel

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