1ª BIENALSUR, uma bienal diferente

Mostras simultâneas em países da América do Sul, Europa, África, Ásia e Oceania acontecerão no último trimestre de 2017.

Trata-se da BIENALSUR, cujo processo teve início em dezembro de 2015  e não conta com um curador geral

Booking.com

Mais de 2.500 artistas e curadores de 78 países apresentaram propostas para a
1ª BIENALSUR – Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul, que irá apresentar – no último trimestre do ano – mostras simultâneas em diversos espaços culturais e urbanos de países da Américas do Sul, Europa, África, Ásia e Oceania. É um modelo inédito de bienal, que trabalha com o conceito de processo em construção junto a artistas, curadores, colecionadores, universidades, críticos, jornalistas e público em geral.

A BIENALSUR deseja promover a responsabilidade social através da arte e da cultura. É multidisciplinar, e tem como objetivo criar uma rede de universidades e instituições culturais para que produzam não somente mostras, mas também material de reflexão sobre o presente e futuro da criação artística. A primeira edição do evento vem sendo construída desde o final de 2015, através do intercâmbio de ideias, debates e reflexões. Já foram realizadas 11 reuniões, “jornadas de diálogo”, em cinco países, com a participação de um grupo de intelectuais e gestores culturais. É a primeira vez na história das bienais que vários países são promotores de uma iniciativa.

Entre os participantes dos grupos de discussão, constam Estrella de Diego (professora da Universidade Complutense de Madri, acadêmica Gtular (da Real Academia de Bellas Artes de San Fernando e crítica do El País); Néstor García Canclini (sociólogo cultural, professor da UNAM, México, e doutor honoris causa de várias universidades argentinas); Ticio Escobar (gestor cultural, ensaísta e curador residente no Paraguai), Stephan Akin (historiador da arte e curador do Hirshhorn Museum, Smithsonian, Washington, USA), Marlise Ilhesca (jornalista, gestora cultural), Hans Herzog (curador e gestor cultural da Coleção Daros, Suíça); Tadeu Chiarelli (curador, professor da Universidade de São Paulo, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil), Gustavo Buntinx (historiador e crítico de arte, criador do Micromuseo de Lima, Peru), Elvira Dyangani Ose (professora da Goldsmiths University, Londres, curadora da Bienal de Gotemburgo 2015) e Jeanine Meerapfel (presidente da Akademie der Künste de Berlim, diretora de cinema e desenvolvedora do cinema expandido).

Organizada a partir da Universidade Nacional Tres de Febrero (UNTREF), em Buenos Aires, a BIENALSUR é dirigida por Anibal Jozami, reitor da Universidade e fundador do Museo de la Inmigración y el Centro de Arte Contemporáneo, o MUNTREF. Diana Wechsler, professora titular de Artes da Universidade de Buenos Aires, diretora de arte e cultura da UNTREF e subdiretora do MUNTREF, também participa da coordenação do projeto. Tadeu Chiarelli, Christian Boltanski, Ticio Escobar, Fernando Farina, Estrella de Diego são assessores da coordenação.

PROJETOS
Para selecionar os projetos que farão parte da BIENALSUR foram lançados dois concursos internacionais para projetos curatoriais e propostas de artistas, de caráter livre, com o objetivo de estimular a formulação de propostas que não poderiam ser executadas fora dos marcos excepcionais de uma bienal. A chamada para apresentação de projetos foi fechada em 30 de setembro último, com a marca de 2.543 projetos (300 brasileiros) de 78 países. No último dia 31 foi anunciada a lista dos pré-selecionados. 36 artistas e cinco curadores brasileiros estão entre os 377 projetos escolhidos.

Dezenas de cidades irão exibir os trabalhos. No Brasil serão 15 espaços, de museus a universidades, em São Paulo, no Rio de Janeiro e provavelmente em Minas Gerais, na Bahia e até no Mato Grosso. Quem estiver num espaço brasileiro, poderá ver ao vivo o que acontece num espaço em Bogotá ou em Caracas, por exemplo. E qualquer pessoa poderá ter acesso aos trabalhos pelo mundo. Os organizadores pretendem incorporar a tecnologia da “Realidade Aumentada” através dos celulares. Uma espécie de “Pokémon Go”, mas da arte sul-americana.

Em Buenos Aires, a BIENALSUR terá como sedes principais o Centro Cultural Kirchner, que conta com 110 mil m², o emblemático edifício do Hotel de Inmigrantes, o MUNTREF (da rede de museus da UNTREF) e o Museo Nacional de Bellas Artes (MNBA). A BIENALSUR também trabalha em colaboração com as cidades de Tucumán, Córdoba, San Juan, Montevidéu, Assunção, Bogotá, Lima, São Paulo, Santiago do Chile, Valparaíso, Rio de Janeiro, Quito, Cali, e Caracas. Dado o seu carácter internacional, foram convidados a participar os centros da arte contemporânea de outras latitudes como as cidades de Berlim, Cotonou, Sydney, Madrid, Paris e Genebra, por exemplo.

A BIENALSUR será como várias bienais simultâneas e conectadas. E também se destaca pelo o ineditismo de contar com diversos países promotores de uma mesma iniciativa. Outro diferencial é a coordenação a partir de uma instituição universitária.

BRASILEIROS CONFIRMADOS
Além dos projetos que serão selecionados, vários artistas convidados já confirmaram a participação no evento. Entre os brasileiros, Eduardo Srur, Regina Silveira, Elisa Bracher, Ivan Grilo, Jaime Laureano, Shirley Paes Leme, Estela Sokol, Alex Flemming e Paulo Nenflidio.

Mais informações em http://bienalsur.org/es

Booking.com