​Mayam lança “8”, seu novo disco 

No “8”, cabe o infinito. É desafiando o senso matemático que o cantor e compositor carioca Mayam lança seu segundo álbum contendo os singles “Sua guarda”, “Azul blasé” e “De Nós Dois” (com participação especial de Maria Gadú) e outras cinco faixas inéditas. O lançamento é do selo Montanha, tem a produção assinada pelo próprio Mayam com Gabrieu Mello (Playmobille) e masterização no Abbey Road Studios. “8” já está disponível nos serviços de streaming.
 
O novo disco chega dez anos depois do primeiro registro lançado por Mayam, ainda adolescente, pela Trama. Este é um trabalho de ruptura e de autodescoberta. Pop e contemporâneo, o álbum trabalha o caminho para a maturidade e declarações veladas de amor, sem deixar de lado discursos menos românticos, como os debates acalorados na internet. Entre um disco e outro, Mayam se redescobriu como compositor em um processo que, embora tenha acontecido em outro compasso, agora revela uma voz mais própria e pessoal.
 
“Em 2009, gravei um EP com algumas músicas que estão no álbum, mas optei por não lançar. Depois, o disco em si estava finalizado em 2013, mas algo não pareceu certo naquele momento para o lançamento. E ficou claro que esse processo só estaria concretizado com a participação da Maria [Gadú] e tudo de bom que essa parceria já está trazendo. Acredito que só agora cheguei ao ponto de maturação que eu queria atingir para esse trabalho, em termos de produção e engenharia de som, algo que eu buscava desde o início. Não considero 10 anos um período demorado, mas sim o tempo que eu precisava para esse amadurecimento”, analisa Mayam que, aos 26 anos, soma surpreendentes 15 de carreira.
O tempo foi principal catalisador desse processo. Entre 2006, quando as primeiras músicas foram compostas, e 2016, quando finalmente ganham vida, as experiências pessoais e dois encontros musicais foram decisivos para determinar a identidade do disco. Um deles foi a voz de Maria Gadú, que veio para complementar “De Nós Dois”. Já o outro foi Gabrieu Mello, tecladista da banda carioca Playmobille. Em “8”, ele foi fundamental como co-produtor, garantindo para o trabalho a sonoridade que Mayam idealizava desde o começo. O resultado é uma obra que revisita o passado com a reverência e a tranquilidade de quem segue em frente, mas sem perder a graciosidade de quem não tem receio de expor o que sente.
 
“A paz”, “De nós dois” e “As horas passam” são resquícios desse tempo, que o próprio compositor classifica como sua “fase mais honesta”, em que as dores dos amores da juventude eram vividas pela primeira vez e se manifestavam de forma muito mais crua e intensa na escrita. Ao mesmo tempo, “Sua guarda” e “Outro tempo” são exemplos das músicas mais recentes, já influenciadas pela parceria com Gabrieu e que trouxeram um novo fôlego para o disco. No fim desse processo de reescrita e rearranjo de canções novas e mais antigas, sobraram oito faixas, um número que traz também o simbolismo do infinito. Aproveitando a inspiração científica de “As cordas”, a primeira faixa, todo o álbum foi envolto pela aura da vastidão do desconhecido.
 
“Sempre fui entusiasta de teorias, digamos, não muito convencionais – como viagem no tempo, alienígenas do passado, a dobra do espaço-tempo, teoria da relatividade e física quântica. Sempre tive a sensação que as músicas do disco estavam tocando em outro lugar – um outro planeta, um lugar que não esse. Pesquisando na internet, encontrei uma imagem que representava perfeitamente aquilo que eu imaginava. Foi feita por um artista polonês, Michal Karcz, que faz justamente esse tipo de ilustração em computação gráfica para livros e discos e isso me cativou totalmente. Ele conseguiu retratar exatamente o mundo que eu imaginava, em que havia duas luas que, em determinado horário do dia, se alinhavam e formavam um oito no céu. Isso faz referência ao infinito, o que dimensiona o universo, que pra escala humana é quase incompreensível”, explica.
 
Para dar forma ao disco, Mayam assumiu voz, guitarra, violão e baixo em algumas faixas, com Gabrieu nas teclas, synths, efeitos, vocais e baixo. A bateria foi assinada por Bicudo, Leleu e Tomaz Lenz, e Aureo Gandur e Marcos Maia se revezando no baixo. Completa as participações especiais o cello Frederico Puppi.
 
“8” é o primeiro lançamento de álbum do Montanha, selo independente fundado pelo próprio Mayam em parceria com o produtor Paulo Lira (Miguel, Weezer, 3OH!3, New Radicals) e braço de editoração, distribuição, mixagem e produção musical.
 
Ouça “8”:

Spotify: https://goo.gl/RBjssf
Deezer: https://goo.gl/ukIZfT
iTunes: https://goo.gl/9TQ1k1
Google Play: https://goo.gl/A8oY6u

Ficha Técnica:
Gravado e Mixado por Mayam, na Montanha
Produzido por Mayam e Gabrieu
Masterizado por Frank Arkwright no Abbey Road Studios, Londres
Mayam: voz, vocais, guitarra, violão e baixo
Gabrieu: teclas, synths, efeitos, vocais e baixo
Bicudo: bateria (1, 4, 6, 7 e 8)
Tomaz Lenz: bateria (2 e 3)
Leleu: bateria (Outro Tempo)
Aureo Gandur: baixo (As Horas Passam)
Marcos Maia:  baixo (De Nós Dois)

Participações Especiais:
Federico Puppi: cello (De Nós Dois)
Maria Gadú: vocal (De Nós Dois)

 

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