Vistas Revistas, O Rio Que Eu Vejo – Einblicke und Ausblicke Rios

Exposição de fotos mostra Rio de Janeiro em vários ângulos, a partir de 12 de setembro no Baukurs Cultural

Foto: Adriana Vaz
Foto: Adriana Vaz

“O Rio sempre apaixonou e continua apaixonando aqueles que passam, aqueles que ficam e os que vão…”. É com esse pensamento em mente que Thea Schünemann de Miranda, gaúcha descendente de alemães e poloneses radicada na cidade, abre a exposição Vistas Revistas, O Rio Que Eu Vejo! que ocupará o Baukurs Cultural a partir do dia 12 de setembro, sábado. A partir do encantamento que a cidade proporciona, Thea quis fazer sua homenagem aos 450 anos do Rio de Janeiro. O evento mostra diferentes olhares sobre a cidade: o estrangeiro e o local, o passado e o presente, o profissional e o amador. A entrada é franca.

Coube à designer e produtora Simone Melo a curadoria da exposição que une diferentes culturas e focos. É possível conhecer o Rio de Janeiro do século XIX através do olhar de dois alemães que estiveram por aqui na época: o pintor e gravurista Johann Moritz Rugendas e o fotógrafo Alberto Henschel. Enquanto o primeiro veio para o Brasil com a Expedição Langsdorff, o segundo foi retratista da família imperial, especialmente de Dom Pedro II. Essas imagens e desenhos foram misturadas ao mosaico colaborativocomposto por 450 imagens selecionadas através de uma campanha de duas linhas participativas com significados traduzidos, tanto para cariocas, quanto para alemães: Ausblicke, minhas vistas e Einblicke, minhas impressões. Paisagens de tirar o fôlego e momentos cotidianos pelo ponto de vista dos moradores locais.

Foto: Chris Martins
Foto: Chris Martins

Completam a exposição Vistas Revistas as narrativas fotográficas de três artistas e admiradoras da cidade. A jornalista e fotógrafa Chris Martins – que mescla fotos feitas com máquina profissional e celular -, a designer e fotógrafa Adriana Vaz – com seus registros postados em sua conta no Instagram -, e a também jornalista Martha Moreira, que enriquece esse trinômio com suas crônicas sobre a Cidade Maravilhosa, compartilhadas e muito curtidas em sua página no Facebook. Cada uma, em sua particularidade de expressão, são exemplos de pessoas que passaram a se dedicar, em paralelo a suas atividades principais, a capturarem instantes singulares da vida carioca. E, quase sem querer, revisitam vistas já representadas pelos alemães e outros adoradores da cidade.

A abertura da exposição marca também a entrega da medalha Bundestverdienstkreuz – mais alta honraria concedida pelo presidente da Alemanha – que a diretora do curso vai receber das mãos do Consulado, no mesmo dia, por sua dedicação em estabelecer intercâmbio linguístico e cultural entre os dois países. Para Thea, a homenagem é o reconhecimento de um trabalho que lhe dá muito prazer. Professora de literatura alemã, diplomada pela UERJ e pela Universidade de München, na Alemanha, ela sempre esteve ligada à cultura. Ainda estudante, participou do movimento de teatro alternativo e teve aulas com Amir Hadad. Trabalhou no Instituto Goethe, onde se especializou em literatura alemã.  Através do Baukurs, ela criou um espaço de atividades como Cineclube e Caldos Culturais (debates e lançamento de livros), além de música com o grupo Samba com Chucrute.  Em 2010 realizou o sonho de ter o seu próprio centro cultural, na simpática casa amarela da rua Goethe, com seus mosaicos coloridos, que reproduzem exatamente seu pensamento:  um coletivo de ideias, unindo as culturas alemã e brasileira.

Gravura Rugendas - Acervo IMS
Gravura Rugendas – Acervo IMS

Sobre o Baukurs
O Baukurs nasceu em uma pequena sala, em Ipanema. Cresceu suas raízes no Jardim Botânico por dez anos, abriu e fechou filiais em outros bairros, se estabeleceu na Barra e há cinco anos ganhou um centro de cultura na rua Goethe. Hoje, além das atividades culturais, concentra o curso de línguas ­ que também oferece aula de português para estrangeiros, somando um total de 500 alunos.

ARTISTAS DA MOSTRA MEU RIO

Chris Martins
Jornalista e assessora de imprensa, com mais de 20 anos de experiência. Há 12 anos é editora do JB em Folhas, jornal do Jardim Botânico (www.jbemfolhas.inf.br), e do sitewww.amigasdapracinha.com.br, para pais e mães. Criadora e produtorados eventoso Sebinho nas Canelas e Bloco da Pracinha, respectivamente troca de livros e bloco de carnaval, ambos voltados para o público infantil. Idealizou e foi curadora da exposição Força na peruca, na Caixa Cultural RJ, esse ano.

Dri Vaz
Tem alma carioca, adora viajar, conhecer o mundo e tem um talento especial para reunir os amigos. Formada em Design, pela Esdi (Escola Superior de Desenho Industrial), trabalhou com fotografia até encontrar sua vocação no ramo da indústria da música. Morou muitos anos, desde 1999, fora do Rio, em São Francisco, Barcelona e Madrid.

Martha Moreira
Carioca, nascida no Catete e criada em uma ladeira divertida e repleta de crianças no Humaitá, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Contar história é um prazer para a jornalista que escreve desde sempre e que disso seu ofício por mais de 15 anos nos jornais O Dia, Jornal do Brasil e O Globo. Atualmente é free-lancer. Os escritos desta exposição são parte de um mosaico de percepções sobre a cidade que Martha vem acumulando há anos e expressando em textos mínimos, múltiplos e comuns.”

FICHA TÉCNICA
Conselho curatorial: Thea Miranda, Guto Miranda e Simone Melo
Direção: Thea Miranda
Organização e Expografia: Simone Melo
Design: Guto Miranda
Textos: Kim Miranda e Simone Melo
Tradução: Johannes Kretschmer
Revisão: Martha Moreira
Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais: Radha Barcelos 

SERVIÇO

Vistas Revistas
Exposição com fotos de Johann Moritz Rugendas, Alberto Henschel, Chris Martins e Dri Vaz. Textos de Marta Moreira e mosaico coletivo
Baukurs Cultural – Rua Goethe 15 – Botafogo, Rio de Janeiro – Tel: 2294-6017
Abertura para convidados: dia 12 de setembro a partir das 18h
Abertura para o público: a partir de 14 de setembro  
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 16h
Entrada Franca   –  www.baukurs.com.br 
Até 01 de abril de 2016

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