Victor Biglione e o “Violão de Aço Brasil” no Teatro Municipal de Niterói

Victor Biglione vai estar no Teatro Municipal de Niterói dia 13 de setembro, domingo, às 19h, com um show para promover seu mais recente cd intitulado “Violão de Aço Brasil”

Victor Biglione - Foto: Nando Chagas
Victor Biglione - Foto: Nando Chagas

No repertório estão “Tostão”, música de Milton Nascimento para o filme “Tostão, a fera de ouro”, de 1970; “As rosas não falam”, de Cartola, que ganha lirismo de alto nível no violão solo de Victor e o clássico;  “Duda no frevo”, de Senô, eternizado pelo Quinteto Violado;Muié rendeira”, do filme “O Cangaceiro”, de 1953, que abre caminho para um improviso nordestino bastante contemporâneo. Um tema com múltiplas regravações, “Insensatez”, que ganha o arranjo mais ousado do disco, tem uma releitura de grande originalidade, explorando ainda mais o lado erudito da composição. Também compõem o repertório “Cai dentro” (Baden Powell & Paulo Cesar Pinheiro), que nos remete à sonoridade do quarteto inesquecível que acompanhava Elis Regina, enquanto “Fé Cega Faca Amolada”, de Milton Nascimento, surge com sequências modais e escalas exóticas. Em “Amazonas”, o guitarrista entra com seu lado cigano neste tema consagrado de “latin-samba”, e “Por una cabeza” é a vez de Biglione mergulhar em suas origens para interpretar um dos tangos mais belos de todos os tempos. Composição de Marcos Suzano, “Flash” promove diálogo contagiante da percussão e melodia, e “Wave”, de Jobim, ganha roupagem inusitada com o violão de aço. Composição de Biglione para o filme “Condor” – segundo Kikito de sua carreira – “Lusco – fusco de Buenos Aires” transmite todo o clima de tensão da repressão na América do Sul, mas com pitadas utópicas da esperança da época. “São Jorge”, de Hermeto Pascoal, é executada no melhor clima nordestino com a sonoridade dos grandes duos de nossa época.

Consagrado no Brasil e no estrangeiro como um dos maiores guitarristas e violonistas da atualidade, Victor Biglione conquistou o reconhecimento do público e dos críticos. Com um estilo musicalmente eclético, misturando bossa nova, rock, jazz e blues. Victor já tocou com mais de 300 nomes da MPB e da música internacional. Lançou 16 CDs solos ou duos em diversos países e, ainda, outros dois pela Cor do Som, banda que integrou de 1982 a 1984, contribuindo para a consagração do pop-rock brasileiro. O novo disco do guitarrista Victor Biglione, “Violão de Aço Brasil”, é a sua homenagem como solista ao instrumento que teve grandes e inesquecíveis representantes na música popular brasileira.

Victor Biglione - Foto: Nando Chagas
Victor Biglione – Foto: Nando Chagas

A partir do estouro da bossa-nova, junto com a batida de João Gilberto no final dos anos cinquenta, foi o violão de “nylon” que passou a imperar na MPB. O “aço” voltou a entrar em cena posteriormente, décadas depois, mas sendo utilizado principalmente no acompanhamento de baladas “pop” e não como solista. Biglione já há algum tempo vinha fazendo duos de grande importância com este instrumento, ao lado de nomes como Wagner Tiso, Yamandú Costa, Andy Summers, João Bosco, Marcel Powell e Marcos Ariel. Agora, o guitarrista, atuando também como arranjador, lança seu novo CD, em que traz a nata do instrumental brasileiro.

Victor Biglione, o único brasileiro eleito pela Washburn, uma das maiores fabricantes de guitarras do mundo, para fazer parte do seu seleto grupo de melhores guitarristas do planeta, ao apresentar “Violão de Aço Brasil”, assina um show que o afirma como um dos mais importantes músicos de seu tempo.

VICTOR BIGLIONE – Osico estrangeiro com a maior participação em gravações & shows na MPB, cerca de 300 nomes, que incluem: Chico Buarque, Maria Bethania, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ivan Lins, Gonzaguinha, Wagner Tiso, Cesar Camargo Mariano, João Bosco, Cássia Eller, Djavan, Elis Regina, Hamilton de Holanda, Yamandu Costa, Armando Macedo, Hermeto Paschoal, entre muitos outros.

Tem uma forte carreira internacional também, tendo gravado 2 CDs com o guitarrista Andy Summers (The Police), conquistado dois prêmios “Grammy” um ao lado do conjunto Manhattan Transfer em 1988 e outro, com Milton Nascimento “Latin Grammy” em 2000. Tocou também com: Steve Hackett (Genesis), John Patittucci, Lee Konitz, Stanley Jordan, Eumir Deodato, Sergio Mendes, Benjamin Verdery, Vicente Amigo, Uakti, John Hiseman (Colesseum), Bob Moses, Bob Wiatt, Uzeb, entre outros. Tem participado dos principais festivais de jazz do mundo como: Montreux, Montreal, Hamburgo, Ottawa, New York Guitar Festival, Aruba, Blue Note, NammCalifórnia , Vila Celimontana, Santa Monica Civic Auditorium (Canadá), Madrid Jazz Festival, Towne Crier Cafe (New York), Frutas Tropicales (Finlândia)  Jazz Plaza Cuba, Rock in Rio (1985 – 2011), só pra citar alguns. Tem uma sólida carreira no cinema, tendo conquistado, cerca de 10 prêmios, incluindo, dois kikitos (1996 – 2007). É representante internacional das marcas: Marshall e Washburn. Possui cerca de 30 CDs gravados, lançados em todo o mundo. Entre as premiações, podemos citar: Prêmio “Cjub” de melhor musico de jazz em 2004, inclusão na calçada da fama de Ipanema em 2005, Prêmio da Música Brasileira em 2010, Cidadão Honorário do Município do Rio de Janeiro, a partir de 2008, Prêmio “Socimpro” 1982, com “A Cor do Som”, Troféu “Brahma Extra” 1989, Homenagem “Funarte”  pelos 30 anos de carreira.

Serviço

VICTOR BIGLIONE
Teatro Municipal de Niterói
Dia 13 de setembro – Domingo – 19 horas
Classificação: Livre
Ingresso: R$ 50,00 – R$ 25,00 (Estudantes, maiores de 60 anos, menores de 21 anos e pessoas com deficiência).
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 35, Centro, Niterói/RJ – Tel: (21) 2620-1624 

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