Vendas para o Dia das Mães seguem em queda, diz FCDLESP

Sem perspectivas de crescimento, vendas podem ser as mais baixas dos últimos 8 anos aponta pesquisa

Uma pesquisa realizada pela FCDLESP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo) não aponta crescimento nas vendas para o Dia das Mães, a segunda data mais importante para o varejo depois do Natal. De acordo com a pesquisa, que coletou dados de CDLs (Câmaras de Dirigentes Lojistas) das principais cidades do estado, constatou-se que, se houver crescimento esse será de no máximo 1% ou 2%.

Para o presidente da FCDLESP, Mauricio Stainoff, este Dia das Mães será de baixo retorno de vendas e sem expectativas para abertura de novas vagas, mesmo que temporárias. “As vendas nesta semana que antecede o Dia das Mães é que determinarão se o varejo irá recuperar o faturamento do ano passado, mas, de acordo com a atual situação econômica, de incertezas e aumento da carga tributária, não há muito que se comemorar”, afirma. Para quem não dispensará uma data de “lembrancinhas”, o ticket médio por pessoa deve ficar entre R$ 60,00 e R$ 120,00.

Outra cidade que também não apresenta grandes expectativas é Campinas. Para a presidente da CDL de Campinas, Adriana Flosi, os baixos indicadores macroeconômicos estão sendo um dos principais motivos de recessão na região. “Se houver crescimento a expectativa é de 3% e isso é a pior percentual dos últimos 8 anos”, explica. “A alta dos juros e a inflação reduziram o poder de compra dos consumidores”, completa.

Sem presentes com maior valor agregado, a previsão é que setores como vestuário e calçados, seguidos dos eletroeletrônicos, perfumarias e higiene pessoal sejam os mais procurados pelos consumidores para presentear nesta data. “Diante da crise econômica e política, os filhos podem optar por presentes que não tenha valor muito alto, assim não se comprometem com novas dívidas”, explica Stainoff.

Quem segue com a mesma expectativa é a cidade de Santos, uma das mais representativas para o varejo do litoral sul do estado. Na região, segundo o presidente da CDL de Santos, Camilo Rey Andújar, os pequenos lojistas são os que sentirão o maior impacto da atual crise para as vendas do período. “Se comparado a 2015, não há expectativa de crescimento nas vendas e o mesmo se acredita para as contratações temporárias. Os comerciantes utilizarão a mão de obra atual para não terem aumento de custos”, afirma.

Na região de Barretos, porém, a expectativa parece ser mais positiva. O presidente da CDL de Barretos, André Luis Peroni Angelo, acredita num crescimento de 5%. “Colocamos esse número como meta, mas achamos difícil conseguir manter. Não se deixará de presentear, mas a data será marcada por presentes mais simbólicos”, explica.

Se de um lado o consumidor está receoso, do outro as empresa também estão precisando inovar para garantir um Dia das Mães mais otimista. “As empresas estão se reinventando e apesar de corte de custos, essas têm promovido ações para atrair os clientes que, por sua vez, está valorizando o dinheiro ao gastar. Vejo que um segmento que pode crescer são bens para casa, pois as pessoas têm saído menos (alimentação e passeios fora do lar) e com menos, elas estão fazendo mais”, afirma Angelo. 

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