T-Rex marca 16 anos de carreira com volta aos palcos

O artista lança ‘Game of Rap’ com a participação de nomes de peso do segmento

foto: Fábio Cintra

Acostumado a movimentar os bastidores do rap nacional, T-Rex, pioneiro no estilo musical, decidiu que era hora de retornar aos palcos. Produtor de diversos artistas de sucesso no segmento, o cantor está lançando um álbum próprio, batizado de “Game of Rap”, com 19 faixas, que incluem as participações de nomes de peso da modalidade e também amigos de longa data, como Hélio Bentes, do Ponto de Equilíbrio, e Maomé, da Cone Crew Diretoria.  

“O disco ‘Game of Rap’, a princípio, se chamaria ‘wonderground’ e foi idealizado para marcar o início dessa minha nova fase. Como sou produtor e sempre trabalhei com samples, minhas referências são estilos como jazz, soul, funk, MPB e samba. Gosto muito de ouvir Stevie Wonder, Michael Jackson, Djavan e Jorge Ben, por exemplo. Queria fazer um disco bem musical, com muita mistura”, explica T-Rex, também conhecido como Dino, artista nascido e criado no bairro de Vila Isabel e que, desde a infância, cresceu em meio ao samba e aos bailes funk dos anos 90.

A musicalidade e a experiência com produção se unem à história de T-Rex como MC, responsável pela criação de grupos que marcaram a trajetória do rap nacional. Em 2001, fundou o RapPress, que reunia uma turma da cena da Freguesia, na zona oeste, local para onde se mudou e mantinha um pequeno estúdio, que servia de QG para suas criações. O som feito ali no bairro, em pouco tempo, virou sucesso no Rio de Janeiro. Em 2003, também criou o coletivo JPA CLAN, que fez histórias nas batalhas da cidade. Na mesma época, por conta do mercado restrito na área, resolveu se profissionalizar e cursou a faculdade de Produção Fonográfica na Universidade Estácio de Sá. Em 2006, já consagrado como artista e produtor, criou outro grupo de sucesso, o UvU (Unir Versos Urbanos), que reunia os maiores MCs da época.     

“Me formei e produzi a primeira música de muitos dos artistas que hoje estão se destacando na cena. Exemplo: produzi a primeira música da Cone Crew Diretoria, do Mc Shock, do grupo Start, produzi também o Cabal, Esquadrão Zona Norte e quase todos os MCs que vieram do free style carioca”, diz T-Rex.

Como produtor, T-Rex conta que o segredo está nos detalhes e nas referências. “Acho que a ideia e o tema são fundamentais no desenvolvimento comercial da faixa. Agora, como artista, gosto de explorar os assuntos incomuns, de rimas inteligentes e rebuscadas e sou sempre subversivo. Minhas letras geralmente têm duplo sentido, dupla interpretação. Gosto de canções com conteúdo, acho que mesmo as músicas mais populares podem, sim, tocar o pensamento, além de fazer dançar”, complementa.

Atualmente, o rap desfruta de uma enorme projeção no país e o momento foi percebido por T-Rex como ideal para dar forma ao seu desejo de voltar aos palcos. “O rap nunca esteve tão em alta. A cada dia, o espaço na mídia aumenta, graças ao interesse do público no segmento. Eu costumo dizer que fiz sucesso na época errada (risos). Com 16 anos de carreira e quase 10 anos de formado, acredito que existe uma lacuna a ser preenchida com meu trabalho. Com organização, profissionalismo e experiência, sei que posso atingir um público que gosta de ouvir música. Não só na balada, mas no dia a dia, no carro, no trabalho, música pra pensar, músicas que marcam momentos na vida das pessoas. Essa é a minha proposta”.

O álbum “Game of Rap”, além da direção do celebrado Arthur Maia e participações de Hélio Bentes, do Ponto de Equilíbrio, e de Maomé, da Cone Crew Diretoria, conta ainda com músicas em parceria com Ber Mc do Cartel, Igão e LioJou do Spliff Rap, Gok do 2.2, Psicopato, MC Loco-Motiva, Pedro Zoli e Saulo Zion, produtor do disco. “O disco, apesar de ser um demo, uma porta para um disco profissional, teve uma ótima repercussão. A maioria das pessoas que ouviu gostou muito. É um disco muito musical, tem um pouco de tudo que eu gosto. Lancei-o em 2015 e desde então tenho viajado bastante”, comemora.

O artista está envolvido em outros projetos, como o Baile do Maomé e o canal do YouTube T-Rex Vídeos, que reúne entrevistas, batalhas, tutoriais de produção, videoclipes e tudo o que acontece na cena de rap no Brasil.

Mídia e redes sociais:

www.dinotrex.com.br

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