Softwares fiscais: competitividade nos processos de Comércio Exterior

por Juliana Bermudez*

As empresas buscam inúmeras possibilidades de regras de negócio internacionais para abrir o leque de oportunidades de imersão nos mercados internacionais. O que direciona boa parte dessas negociações é o compliance, que é responsável por padronizar os negócios praticados internacionalmente.

Somado a esse padrão de comportamento de negócios, temos as legislações e os benefícios brasileiros, que, quando encaixados com as regras praticadas podem catalisar novos negócios e economias para as organizações, aumentando o lucro que poderá ser direcionado para a penetração em outros mercados, pouco ou nada explorados, ou ainda a solidificação no mercado que foi o foco principal, até então. Muitas empresas, porém, desconhecem que podem ter maior e melhor participação brasileira no mercado internacional por meio de mecanismos eficientes, com regulamentos que o norteiam, apoiados pela tecnologia.

Como forma de incentivar a exportação de mercadorias, o Governo Federal e a Secretaria da Receita Federal criaram alguns mecanismos denominados de regimes aduaneiros especiais, com contornos tributários que possibilitam um maior e melhor aproveitamento dos benefícios inerentes ao comércio internacional. Mas para explorar com eficiência esses recursos é preciso contar com o apoio de um software especializado em Comex (Comércio Exterior), aproveitando ao máximo as facilidades.

Se por um lado o governo incentiva com isenções, por outro as empresas precisam deter o controle dos seus processos internos para terem acesso aos incentivos fiscais. O uso de planilhas excel para controlar a produção ainda é um processo recorrente no Brasil e oneroso, que distancia as organizações dos benefícios que elas podem usufruir. O ponto principal, neste caso, é que sem um software adequado o controle não é seguro, o que impede as empresas de participarem dos regimes e até mesmo de correrem o risco de serem autuadas.

A questão que se coloca é quanto as empresas estão perdendo por falta de controle. Neste contexto, ainda há o momento econômico atual de dificuldade financeira, com capacidade de investimento reduzido e limitação das empresas que importam. Deixar de usar um dos benefícios propostos pelo Governo pela falta de controle é permitir que a empresa não aproveite melhor as oportunidades para sobreviver em tempos de crise.

Com o dólar em alta, é tempo de exportar mais e reduzir o custo da importação. Com um controle efetivo, ganha quem estiver bem amparado tecnologicamente para conseguir obter competitividade neste momento. E, neste caso, a condição só existe para quem tem um bom controle gerenciado por um sistema compatível com essa demanda.


 

*Juliana Bermudez é diretora executiva da Divisão de Aplicativos da Sonda IT, maior integradora latino-americana de soluções de Tecnologia da Informação e líder no fornecimento de soluções para comércio exterior.

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