Série de documentários conta a história de cariocas que transformaram suas vidas através do esporte e da cultura

Jabuti Filmes, produtora responsável pelos filmes, é focada em conteúdo socioambiental e se preocupa em usar o audiovisual como ferramenta de crescimento pessoal

Campinho Show - Foto Ray Cosmo
Campinho Show - Foto Ray Cosmo

Cinco comunidades cariocas e as histórias de pessoas – meninos, meninas, homens e mulheres que romperam com o descaso do estado em seus territórios para inventar o novo. São histórias como a de Djeferson, trapezista que encanta e surpreende no Circo Crescer & Viver com seus 120kg, ou de Sebastião de Oliveira que viu na prática do  Badminton uma oportunidade de inserção social e fortalecimento da autoestima de crianças e jovens. São histórias que o produtor Luis Lomenha também vivenciou e conhece bem para, com segurança e sensibilidade, produzir a série de filmes – documentário que integram o Festival ReimagineRio, da organização americana RiseUp & Care, que terá início dia 06 de agosto. Os filmes serão exibidos até 17 de agosto no Estação Net Rio e em outros cinemas, com mais 250 sessões gratuitas em 50 pontos alternativos espalhados por toda a cidade e pela Baixada Fluminense. A programação completa estará disponível em breve em www.reimaginerio.com.br.

Para essa empreitada – os documentários retratam as histórias e transformações de pessoas ligadas aos projetos Circo Crescer e Viver, Miratus Badminton, Nós do Morro, Jongo da Serrinha e Cinema Nosso – Luis Lomenha convidou Kátia Lund (com quem trabalhou em projetos cinematográficos como o filme Cidade de Deus) e Lili Fialho para assumirem a direção e João Wainer para a fotografia. As filmagens ocorreram durante o ano de 2015 e 2016, com parte da equipe técnica imersa numa espécie de “residência cinematográfica” no bairro de Santa Teresa.

Luis Lomenha revela sua maior recompensa em trabalhar num projeto como este: “Não são filmes sobre as instituições. São filmes sobre as pessoas que vivem e fazem as instituições. As histórias são muito interessantes, com grandes personagens e o poder que as coisas têm quando você vive em comunidade”, revela.  Por muitas vezes, sua história se mistura à dos personagens que ele filma: são pessoas simples que contam como superaram adversidades e conseguiram ultrapassar barreiras para conquistarem seus sonhos.

A série tem uma continuidade prevista para 2017, dessa vez mostrando as boas histórias de outros países da América Latina, começando pela Colômbia. Os filmes seguirão para festivais e ficarão disponíveis em um portal de filmes na web.

Exibições nas comunidades:

Festival Reimagine o Rio de cinema
até 17 de agosto
Estação Net Botafogo – Rua Voluntários da Pátria 88
E circuito a confirmar: www.reimaginerio.com.br

“Não deixe a Peteca Cair” – Badminton

Sinopse
Quando Sebastião Dias de Oliveira começou a ensinar badminton a crianças na comunidade da Chacrinha, Zona Oeste do Rio, ele não tinha como imaginar aonde chegaria. O esporte era praticamente desconhecido e pouco praticado no país. Quase 20 anos depois, o Brasil participa pela primeira vez dessa modalidade nas Olimpíadas, graças a um trabalho sério e uma metodologia única e inovadora que une o esporte ao samba carioca. Essa é a ponta mais visível do trabalho de Sebastião, personagem inspirador que realiza, junto a seus companheiros, um trabalho permanente de transformação. 

Loucos Dizem que Somos Campinho Show

Sinopse
Guti Fraga se dedica ao Vidigal e cria ali uma nova realidade através da arte. Toda 4a feira, atrai a juventude com seu Campinho Show, espetáculo multimídia e inovador no melhor estilo show de calouros. A primeira geração formada por ele volta para homenageá-lo justamente no momento em que ele começa tudo de novo.  Marilia Furação, suas filhas, Mary Sheila, Babu Santana, Vanessa Soares e tantos outros criam juntos na arte o sentido daquilo que vale viver.

No Risco do Circo no Risco da Vida” – Crescer e Viver

Sinopse
Da união de dois amigos surgiu o Circo Crescer e Viver, que atua há mais de dez anos e fixou residência na Praça Onze, berço do circo carioca.  A escola ensina que o risco do circo é o risco da vida e seus alunos enxergam nas acrobacias e piruetas formas mais suaves e divertidas para encarar a realidade. 

Nosso Cinema Nosso”- Cinema Nosso

Sinopse
Cinco cineastas e um filme, dentro de outro filme. Como fazer cinema sendo filmado? Que cinema Uerlem, da favela Santa Marta ama e qual ele quer mostrar para o mundo? Diogo mora em Queimados, duas horas de trem até o Centro do Rio, mas a poesia e o cinema movem seu coração para a Lapa. Lá, ele encontra outros que, como ele, vem de longe para viver uma realidade em que se veem retratados, recriando o cinema nosso de cada dia.

Assó, Adorei o Jongo!” – Jongo da Serrinha

Sinopse
Dizem que o jogo engravidou em Angola, mas nasceu no Brasil. E, se foi nas fazendas de café do Vale do Paraíba que ele deu seus primeiros passos, foi na Serrinha, subúrbio do Rio, que ele floresceu e ganhou novos ares. Se antes era apenas jogado por quem tinha a cabeça coberta de fios brancos, hoje ele é dançado por crianças e jovens. Tia Maria, Pretinho da Serrinha, Suelen, Deli, Luiza, Lazir são alguns dos personagens dessa história.