‘Se vivêssemos em um lugar normal’

Adaptada da obra literária do mexicano Juan Pablo Villalobos e encenada pela Cia Teatral Milongas, montagem reestreia no Teatro Municipal Serrador.

Se vivêssemos (foto: Thiago Cristaldi Carlan)
Se vivêssemos (foto: Thiago Cristaldi Carlan)

Após circular por todas as regiões do Rio, a tragicomédia “Se Vivêssemos em um Lugar Normal” está de volta ao circuito para curta temporada no Teatro Serrador, Centro, de 04 a 26 de outubro, com sessões as terças e quartas às 19h30. Adaptado da obra literária homônima do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos, o texto coloca em xeque as questões sociais de uma família de baixa renda prestes a ter sua casa demolida por empresários.

Encenada e adaptada por Roberto Rodrigues, o romance, de texto conciso, direto, leve, bem-humorado e às vezes irônico, narra a saga de Orestes, um dos sete filhos de uma família cujo pai é um professor de educação cívica, mestre em propagar todo tipo de impropérios, e a mãe, uma típica personagem do melodrama mexicano.  Dentro da “caixa de sapato”, apelido da casa em que vivem, no Morro da Puta que Pariu, o protagonista tenta entender sua situação econômica e mudar o curso de sua própria sorte.

Na iminência de ver a pequena moradia ser demolida pela chegada de um empreendimento imobiliário de alto padrão, cada membro da família cria subterfúgios, muitas vezes delirantes, para lidar com uma realidade cada vez mais opressiva. É neste cenário, sob o ponto de vista do personagem central, oscilando entre o adolescente entediado e o adulto raivoso, que se dá a sua percepção da luta de classes e do papel insignificante que a sua família ocupa no mundo.

‘A realidade de Orestes se mesclava à minha, e o livro trazia o verbo potente e ácido o suficiente que eu buscava já tinha um tempo, inspirado por grandes espetáculos como “O Pregoeiro”, “Descoberta das Américas”, “Estamira” e outros que possuem ironia, comédia e poesia em tons minuciosamente pensados, intuídos e valorizados pelos artistas que as representam’, enfatiza Roberto.

Sozinho em cena, o ator/personagem conta sua história, interpretando diversos papéis em um rico processo de composição corporal e vocal. A partir de um cenário composto apenas por um cubo de madeira, cria-se, com elementos puramente teatrais, a visualização dos espaços presentes na história. A trilha sonora assinada pelo compositor e músico Victor Hora, executada apenas com trechos de guitarra e violão, revela uma influência da viola country, do dedilhado brasileiro do samba e das tonalidades da música do sertão nordestino. No final entra um blues com pegada brasileira.  De uma narrativa cômica, dinâmica e irônica, essa história resultará em uma encenação deliciosamente subversiva.

PREMIAÇÃO EM FESTIVAIS DE CENAS CURTAS
Uma das cenas que compõe o espetáculo ‘Se vivêssemos em um lugar normal‘ foi apresentada em dois festivais de cenas curtas, com um ótimo retorno da crítica especializada e do público presente. No ‘Festival Niterói Em Cena de Esquetes 2014 – RJ’ a performance recebeu três prêmios: 3º lugar na categoria Melhor Esquete, Melhor Ator da Mostra Adulta e Melhor Esquete na categoria Júri Popular. Também foi indicado nas categorias Melhor Direção e Melhor Texto, no ‘Festival Breves Cenas 2014 – AM’, a apresentação recebeu Menção Honrosa do Júri Técnico. No 4o Festival de Esquetes de Petrópolis recebeu os  Prêmios de Melhor esquete e Melhor Ator.

SINOPSE
Uma família de baixa renda, moradora de uma favela, está prestes a perder sua casa para a construção de um imponente prédio no local. A triste notícia causa uma reação particular em cada um: pai, mãe e os cincos filhos. É neste cenário, sob o ponto de vista de Orestes, um dos filhos, oscilando entre o adolescente entediado e o adulto raivoso, que se dá a sua percepção da luta de classes e do papel insignificante que a sua família ocupa no mundo.

Serviço

‘SE VIVÊSSEMOS EM UM LUGAR NORMAL’

Gênero: tragicômico
Temporada: de 04  a 26 de outubro de 2016.
Dia da semana: Terças e Quartas
Horário: 19h30
Local: Teatro Municipal Serrador
Endereço: Rua Senador Dantas, nº 13, Centro.
Ingressos: R$ 40 (inteira)\ R$ 20 (meia – incluindo carioca paga meia)
Duração: 60 minutos:
Classificação Indicativa:14 anos
Capacidade: 276 lugares
Telefone: (21) 2220-5033.
E-mail Institucional: teatroserrador@aguasbr.org
Bilheteria: De terça-feira a sábado – ingressos antecipados: das 15h às 18h. Ingressos para eventos do dia: das 15h às 20h. 

Ficha Técnica
Texto: Juan Pablo Vilallobos
Atuação e adaptação: Roberto Rodrigues
Artistas Colaboradores: Breno Sanches, Jane Celeste e Maria Celeste Mendozi.
Figurino: Bruno Perlatto
Iluminação: Adriana Milhomem
Operador de Luz: Rafael Tonoli
Trilha sonora: Victor Hora
Designer: Ivi Spezani
Realização: Cia Teatral Milongas
Produção: Pagu Produções Culturais

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