Rorian Guimarães expõe na coletiva “Confluências”

Artista tem expo em aplicativo da Apple e agora exibe arte em desenhos no papel

Rorian Guimaraes a ink mulher de cabelo amarelo 2015 36x28
Rorian Guimaraes a ink mulher de cabelo amarelo 2015 36x28

Rorian Guimarães é um dos pioneiros da arte digital no Brasil. Em 1987, criou a exposição “FRACTALS, a Realidade do Inimaginável” apresentando 26 obras no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Em 2010, lançou a “ART GRAPHITE”, uma mostra virtual em forma de aplicativo com 21 obras e acesso exclusivo pelo iPhone e Ipad. A “ART GRAPHITE” continua na loja da Apple com downloads vindos, na maioria da França e dos Estados Unidos. 

Agora, na contramão da tecnologia, o roteirista e diretor de vídeo expõe seus desenhos e pinturas na exposição “Confluências”, ao lado dos artistas plásticos Luiz Andrai, Ileana Dimitriu e Jorge Calfo.  Os desenhos e pinturas dos quatro artistas têm como ponto de confluência, definido pelas curadoras, as museólogas Vera Filinto e Sueli Almeida, “um mergulho em águas profundas”.  A exposição “Confluências” será exibida na Galeria de Artes do Clube Militar de 1º a 23 de dezembro, de segunda a sábado, das 11h às 18h.

O retorno ao suporte mais simples – o papel – surgiu de “uma urgência avassaladora, daquelas que impelem a pessoa a criar algo a partir do nada”, explica o artista que vislumbra o poder de transformação da arte “deixe-se tocar e ela o fará descobrir profundos infinitos dentro da sua alma” como inspiração para seus desenhos e pinturas com figuras humanas contundentes e vigorosas. Nessa exposição, Rorian Guimarães estará ao lado de três outros artistas guiados pela “essência das emoções: ódio, solidão, ternura, doçura, captados por meio de linhas, cores, pinceladas que fogem à estética realista”, na definição da curadora Sueli Almeida.

 “Os temas dos desenhos e pinturas do grupo são variados: figuras humanas, paisagens, naturezas-mortas e abstrações.  A pujança da natureza, a acentuada vitalidade nos retratos, e o universo onírico que aflora nas formas abstratas também caracterizam esse conjunto de obras”, explica a curadora.

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Os artistas

Rorian Guimarães é nascido no Rio de Janeiro, radicado em São Paulo, e atualmente divide-se entre as duas cidades. Expõe desde 1987: MIS SP, MAC de Campinas, Casa da Fazenda do Morumbi, entre outras instituições. A partir de 2010, vem criando retratos, paisagens e naturezas-mortas com diferentes técnicas e linguagens. Sua criação compreende trabalhos com economia de traços, outros com profusão de cores e matéria conferindo dramaticidade à composição. Recentemente sua produção abstrata vem ganhando espaço e importância. As emoções e a alma humana emergem em seus desenhos com intensidade incomum.

Luiz Andrai é artista plástico e professor de artes no Rio de Janeiro. Iniciou-se nas artes plásticas por meio do desenho passando depois à pintura. Sua trajetória se construiu a partir do figurativo, e apresenta a sensualidade e a vibração do universo carioca. Recentemente, tem se dedicado a pinturas abstratas, com formas orgânicas que se articulam em trajetórias sinuosas, coloridas, intensas e dinâmicas. Os universos onírico e lúdico emergem em muitas de suas composições. As exposições de que tem participado no Brasil lhe renderam recepção bastante positiva de público e crítica.

Jorge Calfo é arquiteto, urbanista e artista plástico autodidata. Membro da Academia Brasileira de Belas Artes desde 2013, e de entidades voltadas às artes, já expôs no Brasil e no exterior. Em sua obra, a natureza está em evidência com força maiúscula: mar, praia, campo, montanhas. A essência desses elementos se revela por meio de ângulos não convencionais, da força e amplidão das pinceladas, e de acentuada destreza no uso da cor e das tintas. Em muitos de seus trabalhos, a matéria protagoniza a composição. Utiliza, em sua produção artística tintas acrílicas, têmperas, encáustica e aquarelas demonstrando versatilidade e domínio técnico.

Ileana Dimitriu nascida em Lübeck, Alemanha, veio ainda menina, com a família, para o Rio de Janeiro. Iniciou-se no desenho em Niterói. As cores, o ritmo e a vitalidade do Brasil estão presentes em seus trabalhos, assim como os temas, elementos, e personagens de Olinda, Recife, e do Rio, cidades onde viveu. A música, as barcas no cais, as personagens e a natureza estão em seus desenhos e pinturas. Seus trabalhos apresentam tanto formas muito simplificadas  e cores de forte contraste, como formas complexas, que vem à tona por meio de tons suaves e luzes diáfanas. A obra de Ileana transita entre composições fortes e dramáticas e outras delicadas e de profusa suavidade.

ROTEIRO

Exposição “Confluências”

De 1º a 23 de dezembro, de segunda a sábado, das 11h às 18h. Entrada franca.

Galeria de Artes do Clube Militar – Av. Rio Branco, 251

Curadoria: Vera Filinto –  Museóloga, trabalha no Museu de Arte Contemporânea da USP, São Paulo. Sueli Almeida – Museóloga da galeria de arte do Clube Militar, do Rio de Janeiro.

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