Rolé Carioca vai bater uma bola pelo Maracanã

Maracana em 2007, Jcsalmon
Maracana em 2007, Jcsalmon

O Rolé Carioca segue com sua vocação de redescobrir a história e o patrimônio cultural do Rio de Janeiro. No ano em que a cidade recebe o maior evento esportivo do mundo,  a região do Maracanã será desbravada pelos professores-guias do passeio, no próximo dia 22 de maio. A segunda aula a céu aberto da temporada 2016 sairá da Praça da Bandeira, a partir das 9h, para mergulhar na história, arquitetura e identidade do bairro que dá nome ao lendário estádio, palco de duas finais de Copa do Mundo, inúmeras partidas épicas, aquele que um dia foi o maior do mundo e que abrigará a abertura e o encerramento dos Jogos Olímpicos deste ano. Como de costume, o evento é gratuito e dispensa inscrições.

O roteiro traçado pelos professores de História da Estácio Rodrigo Rainha e William Martins prevê o seguinte trajeto:

Praça da Bandeira, Baixo Garage, Escola Nacional de Circo, Centro Cultural Wilson Moreira, Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro, Palacete da Laguna, Estátua do Bellini – Maracanã – UERJ. A ideia é explorar pequenas ruas e recantos escondidos sob os viadutos e as grandes vias que cortam a região e pontuar as transformações urbanísticas, socio-econômicas e culturais da região,  até chegar ao estádio.

“Oficialmente não existe o bairro do Maracanã.  Maracanã é o rio que desce do maciço da Tijuca e circunda o maior estádio do mundo.  Inaugurado em 1949, inacabado, para a Copa do Mundo de Futebol de 1950, o estádio recebeu posteriormente o nome de um dos mais importantes jornalistas da crônica esportiva, Mário Filho, irmão de Nelson Rodrigues. Mas no coração de todos os cariocas o seu entorno criou o bairro do Maracanã”, explica Rodrigo Rainha.

Os passeios se consolidam em 2016 como uma das opções mais interessantes de conhecer a história da cidade. A experiência sensorial de percorrer os locais e a transmissão oral do conhecimento fizeram com que o público se apropriasse do Rolé Carioca. Além da história e curiosidades sobre os locais visitados, o público acaba percebendo problemas atuais: conservação de seu patrimônio, mobilidade urbana, gentrificação, trânsito, paisagens naturais etc. E o Rolé Carioca acaba contribuindo para que o público faça um inventário afetivo do município, proponha mudanças e faça cobranças à administração pública. Assim, juntos, público e evento seguem reescrevendo a história e zelando pela cidade.

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O SEGUNDO PASSEIO DO ANO – 22/05/2016
Este bairro reúne as principais paixões construídas ao longo do século XX para os brasileiros: a invenção de nossa nacionalidade, com grandes prédios, casarões (Escola Prado Jr.; Instituto de Educação; Escola Nacional de Circo; Colégio Militar, por exemplo), em um Rio de Janeiro que transita das chácaras para uma nova área de urbanização.  Não é acidente que a região tenha sua interligação original pelo entorno da Rua São Francisco Xavier, santo escolhido pela ordem jesuíta que primeiro ocupou a região.  E o futebol, pai de nossa nacionalização tardia, nossa lembrança mais cotidiana do sentimento de nacionalidade que nos une.

A região que hoje conhecemos com nomes de Maracanã, Praça da Bandeira e adjacências é na verdade um mangue histórico do Rio de Janeiro. Área que passava boa parte do ano alagada, ajudava a manter a Baía de Guanabara limpa, mas fazia ser inóspita a ocupação física da região. É ainda durante o Brasil Colonial no século XVIII que a ideia de expansão da cidade começou a ser discutida e foi decidido fazer a drenagem das regiões das atuais Cidade Nova e Praça da Bandeira para passagens das carroças, abertura de ruas.  Naquele momento o Rio começava a se integrar não só pelos rios, como sempre fora, mas também por terra.

Durante o século XIX as populações que fugiam do Centro passam a ocupar e criar um intenso quadro de valorização do Engenho Velho, destacando obras de urbanização, como canalização e drenagem dos rios, passagem da linha férrea e obras de saneamento.  O bairro da Tijuca, Aldeia Campista e Vila Isabel se tornam áreas residenciais, passando a ser atendidos pelos serviços de Ferro-Carril, precursores do bonde, organizado pelo glorioso João Evangelista, barão de Mauá.

A Tijuca é a área dos emergentes, de baixa classe, pequenos ricos, pequenos comerciantes. Na rua Ceará, aqueles casarões que hoje ficam em áreas das quais se foge, eram de uma nova elite se organizando.  Como também eram no entorno da Rua do Matoso e adjacências.

No século XX, como área mais importante da Zona Norte, repleto de imigrantes e casarões de uma pequena burguesia, aquela região não tinha como receber o esporte da moda no Rio, o remo, mas  recebia outro ícone europeu: o derby (o turfe).

A grande área margeada pelos rios Joana e Maracanã já era uma arena esportiva antes da Copa do Mundo, mas passou a fazer parte de um grande projeto durante o Estado Novo, o governo ditatorial de Getúlio Vargas. O projeto começou em 1938, logo após a derrota do Brasil no III Mundial, com o artilheiro da História, Leônidas da Silva, o Diamante Negro. Vargas já notara que o controle do esporte, em especial do futebol, tinha um apelo nacional, por ser barato na prática e facilmente difundido.  Assim, ele  cria o Conselho Nacional dos Desportos, e vende a ideia que o Distrito Federal deveria receber uma construção que demonstrasse ao mundo a grandeza de nosso país e do nosso futebol.  Assim começa a história do estádio do Maracanã, que chegou a abrigar 200 mil pessoas durante a Copa de 1950, em números extra-oficiais.

Principais pontos do passeio (por Rodrigo Rainha e William Martins):

Praça da Bandeira – As praças da Bandeira no Brasil inteiro são uma tendência herdada, afinal o país foi governado por militares pelo menos quatro vezes ao longo da República.  Com as remodelações a antiga Estação Lauro Muller transformou-se, após as construções da Radial Oeste, Trevo das Forças Armadas, a estação Praça da Bandeira, com a praça e a Bandeira criando a nova passagem para o progresso nacional.  A construção específica do espaço veio com o chamado PUB Rio (Plano Urbanístico Básico do Rio de Janeiro), organizado durante os anos de 1970 e 80 como forma de melhorar a integração da cidade.

Garage –   O movimento no entorno deste pequeno bar posto em um casarão numa rua que vinha perdendo valor desde as obras do metrô e da linha de trem, alugado junto ao Rotary Club, desenvolveu neste gueto urbano da Praça da Bandeira um campo para o movimento rock de toda a cidade. Lá, em um local impróprio e abafado, ao lado de uma das regiões mais famosas de prostituição do Rio de Janeiro, a Vila Mimosa, um pouco da cultura múltipla da cidade pode ser contada.

Escola Nacional de Circo – Foi criada em 1982 por Luis Olimecha e Orlando Miranda.  A atividade circense, tida como marginal ao longo da história do Brasil, composta por ciganos, meninos fugidos e pessoas não integradas com facilidade à sociedade, também era uma das atividades mais populares. Precisando de áreas descampadas de fácil acesso, é onde hoje se encontra a Escola Nacional de Circo que os circos que passavam pelo Rio de Janeiro montavam suas lonas.

Centro Cultural Solar Wilson Moreira – Inaugurado em 2011, em um casarão numa ruazinha bucólica da Praça da Bandeira, coladinho ali onde nasceu o samba temos um solar que homenageia Wilson Moreira.  Compositor nascido em Realengo e envolvido na fundação da Mocidade Independente de Padre Miguel, onde fundou alas, foi passista e compositor. Foi gravado pela primeira vez por Leny Andrade em 1956 e obteve sucessos com “Cantando para o morro”; “Goiabada Cascão”; “Te segura”; “Deixa clarear” (cantado por Clara Nunes), “Judia de mim;” “Mania da gente”; “Alô Gatinha” (cantado por Zeca Pagodinho); entre muitos sambas que remetem a batida da umbanda e do candomblé. O Centro, dirigido por Ângela Nenzy, já abrigou shows semanais e oficinas de instrumentos musicais e cursos livres para a comunidade de culinária, artesanato, reciclagem, teatro e dança.

Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro – Tenho certeza que temos dezenas de marmanjos pensando, ahh!!! Normalistas!!!  Saibam vocês que 2015 foi conhecido como ano do feminismo, então tirem suas velhas babas para lá e aprendam a respeitar.  Hoje o instituto superior de Educação, focado em Pedagogia, mas também com formação em Turismo e Informática, não é mais uma escola idealizada de meninas que teriam suas instruções, começariam a trabalhar e abandonariam a carreira ao se casar.  Lugar de mulher é onde ela quiser, e como professoras da educação infantil são fundamentais para transformação do país.

Aliás sempre foram!!! Essa escola é criada por um dos maiores educadores da história do Brasil, Anísio Teixeira.  Considerado um dos líderes do chamado Manifesto dos Pioneiros – um grupo de intelectuais que vinham propor a reforma da educação no Brasil, propondo as bases do que seria um plano Nacional de Educação.

As escolas normais no Brasil tem uma origem anterior, nos remetem ainda aos anos de 1890 e o advento da Nova República, mas seu formato reformador coloca o instituto de educação do Rio de Janeiro como um ícone das propostas da chamada Escola Novista.

Palacete da Laguna – O casarão da rua General Canabarro, com sua fachada rosa é conhecido como Palácio da Laguna, criado em 1950 e recebeu seu nome do ministro do exército Estilac Leal e faz referência a batalha da Laguna na Guerra do Paraguai.

A retirada da Laguna no entanto é um momento bastante controverso nas relações Brasil – Paraguai e a guerra decorrente.  O episódio narrado por Visconde de Tunay, um francês que era engenheiro de um avanço de coluna do exército brasileiro para proteger a região do Mato Grosso, mas que no entanto, tinha como ordens avançar até Laguna, região da fazendo de Solano Lopez e que haveria gado suficiente para abastecer as tropas, já no Paraguai.  Vitorioso em um primeiro momento, enfrentou a forte resistência paraguaia sendo obrigado a uma retirada estratégica e complexa, em que fala-se que de 1.800 homens, somente 700 teriam conseguido retornar.

Estátua do Belini – Maracanã – O Maracanã já teve parte de sua história contada, mas repetimos, o Brasil, decidido a ser reconhecido como uma grande potência na Copa de 1938 inicia articulações para se tornar a nova sede do mundial.  Trabalho que foi atrasado devido aos anos da II Guerra Mundial, mas a mesma facilitou as pretensões do Governo Vargas, uma vez que com a destruição da Europa, mais do que normal buscar regiões não arrasadas pela Guerra para sediar o evento.

O estádio foi inaugurado em 1949, em um jogo de Cariocas x Paulistas, vencido pelos paulistas, mas para sempre consagrando Didi como autor do primeiro gol na história do Maracanã.  A cidade passava a correr para o Maracanã, o nosso novo grande centro, a arena esportiva que iria mostrar ao mundo o poder dos brasileiros.

E chega a Copa de 1950, medo? Somente dos ingleses, inventores do esporte e pela primeira vez jogando uma Copa do Mundo, mas sua surpreendente eliminação para os americanos no campo das Laranjeiras pareciam deixar o caminho aberto.

Classificado, apesar de um surpreendente empate no Pacaembu, em que a seleção desfigurada pela rixa Rio – São Paulo, fortíssima naquele momento, foi vaiada.  Mas voltaria para casa para a fase final contra Espanhóis e Uruguaios.  E demos um baile na Espanha, a fúria, ao som de Touradas de Madrid de Braguinha goleou definitivamente, éramos campeões, tínhamos certeza.  Bastava um empate contra os uruguaios que já havíamos batido na Copa Roca.

Mas a história não foi assim…  Discursos políticos na arquibancada, roletas que quebraram mas sinalizavam 200.000 pessoas correndo para o Maracanã para assistir a aclamação nacional definitiva.  Fábulas e histórias são muitas…  Mas nossa paixão por tragédias e culpados escolheu a vítima óbvia em um Brasil racista.  O maior goleiro da copa, líder, forte, depois do Brasil estar ganhando de um tento a zero, precisando de um empate, vê uma arrancada pelo fundo, cruzamento e gol de Schiaffino.  O Brasil se manda ao ataque, era obrigação vencer, e o ponta direita Gighia arranca novamente, Schiaffino fechando no meio, o atrevimento do negro em nosso gol, tentando fechar o cruzamento e a surpresa do chute  direto para o gol, milimétrico, ao pé da trave, dificílimo para qualquer guardarredes, mas naquele momento, nosso culpado estava escolhido, e não vencemos, por nossa fragilidade, nossa mistura, nossa permissividade e aceitar os negros…  Oh Brasil racista, oh Brasil vira-latas!!!  Os irmãos Mário Filho e Nelson Rodrigues se opõem, mas é tarde, achamos um eterno vilão.

Oito anos depois, um menino negro, tão abusado quanto Barbosa nos conduziu ao título, a taça foi erguida pelo capitão branco e descendentes de italianos, Bellini, e uma homenagem foi feita no velho Maracanã.  Não deveria representar o zagueiro do Vasco, mas a vitória de todos os brasileiros, mas é estranho notar que os que nos conduziram a vitória foram um negro elegante, chamado Didi, um mestiço de pernas tortas, chamado Garrincha, um negrinho jovem e abusado que atendia por Pelé, mas a imagem de todos os brasileiros erguendo a taça e ganhando o mundo tem traços brancos, cabelo liso, não à toa fica conhecido como a estátua de Bellini.

UERJ – Tão maltratada, tão importante…  Sua origem é a Universidade do Distrito Federal, um conjuntos de prédios que se espalhavam por toda cidade até ser finalmente reunido nos grandes blocos de concreto armado da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Mas por que será que é tão maltratada?  O que este espaço tão vital de educação da cidade é tratado de maneira tão triste pelos governantes?  Tenho uma teoria… Muita gente não sabe, mas a UERJ foi construída sobre as obras de um antigo hospital que nunca andou.  Diante do imenso terreno em uma área degradada, a população passou a ocupar, estabelecer família, criando uma favela na área que por conta do esqueleto do prédio passou a ser conhecida como Esqueleto.  A UERJ é tratada exatamente da mesma forma que o governo trata suas favelas: reclama de sua existência, acusa os moradores de fazerem confusão e não aceitarem as regras do governo, diz que manda dinheiro suficiente, mas na maioria das vezes que percebemos a ação do Estado é pelo peso das intervenções policiais…

Vamos falar da remoção da favela do Esqueleto:

As argumentações presentes naquele momento para a remoção da favela era o mesmo que movia o chamado Plano Doxiadis estabelecido durante o governo de Carlos Lacerda no Rio de Janeiro.  A ideia é que o Maracanã era uma área turística e seu entorno precisava ser embelezado para que as populações de turistas e gente vindo das partes mais ricas da cidade pudessem ir ao estádio Mario Filho sem se sentirem afetadas pelo incômodo vizinho.

Precisamos lembrar que nos anos de 1960 as favelas já eram claramente um problema social, dado ao crescimento das migrações, mesmo com ampliação de vias e as recentes ocupações de subúrbio e Baixada Fluminense, a preferência dos trabalhadores em busca de emprego eram se manter nas áreas, ainda que sem condições – que bem que não muito diferente das áreas mais distantes – das favelas.

Curiosidades do Bairro (por Rodrigo Rainha e William Martins)

Alagamentos:
A região da Praça da Bandeira é um Mangue!!! Aberta para a passagem do caminho de São Cristóvão, no projeto chamado Cidade Nova, o objetivo com o aterramento era melhorar a ligação do centro com as demais áreas da cidade, até aquele momento feita principalmente por rios ou pela Baía de Guanabara.  Apesar da ideia ter sido interessante, não contava com a força da natureza, que muitas vezes faz o homem lembrar que a geografia da cidade tende a inundar seu mangue no verão, ajudando a renovar a baía, e criando um filtro natural.  Então, podem fazer piscinas, mergulhos, drenagens, se a maré estiver alta e a chuva vier com vontade, pode ter certeza, a praça da Bandeira vai alagar.

Turfe:
Atenção para o páreo!!!! O Maracanã era originalmente ocupado pelo Derby Club do Rio de Janeiro, fundando em 1850.  E vivemos uma febre!!! Mas as corridas de cavalo e o turfe, sim turfe meus casos, nos anos de 1930 saíram de moda.  A região ficou esquecida e sub-utilizada, tanto que foi possível a moradores da cidade ocuparem um velho prédio inacabado, que também estava na área do Derby e criar a famosa favela do esqueleto.

Link com imagens: http://serqueira.com.br/mapas/derby.htm

O maior de todos:
Perdoem os demais, mas Maracanã é a casa do Clube de Regatas do Flamengo.  Sim, todos tem grandes vitórias no estádio, Bangu, América, Fluminense e Botafogo.  Mas foi lá que o clube nascido no morro da viúva por dissidentes do Fluminense Football Club tornaram-se Rubro Negros e símbolo da população mais pobre.  Quando o rádio passava a falar para todo o Brasil, mesmo sem ser o mais forte, passou a ser marcado pela raça de seus atletas.  Momentos emblemáticos foram travados no estádio, como o gol de Rondinelli, o Deus da Raça, em um Vasco superior.  Com Ary Barroso exaltando seu time de coração, em sua voz o Brasil se tornou majoritariamente flamenguista.  É o Flamengo o maior campeão da história do Maracanã, é o Flamengo que tem o maior artilheiro de sua história com Zico, é a torcida do Flamengo que entona contra todos a plenos pulmões: O Maraca é nosso!!!!!!

Samba!!!
Por favor eu exijo respeito!!! Eu sei que me fatiaram, passaram ruas, largaram uma bandeira perdida no mastro, passou água de tudo que é lado, mas o fundo de minhas ruas, escondido entre as árvores, eu devo avisar que eu sempre fui boêmio!!!  Os sambas do meu vizinho, Estácio, nunca tiveram preconceito comigo.  Aliás, ainda que em pequenas porções eu também sou herdeiro da Pequena África!!! Saravá!!!

A Casa do Rei!!          
Abram alas que vem chegando o Rei do futebol: Pelé!!! Negro forte, habilidoso, inteligente, puro talento. Transformou o Maracanã em um dos seus palcos favoritos.  Foi no Maracanã que o Santos de Pelé tornou-se bi-campeão Mundial de clubes.  No Maracanã o rei do Futebol bateu o argentino Andrada e fez o seu milésimo gol.

ROLÉ – 4ª EDIÇÃO
“O Rolé Carioca é um sistema integrado de comunicação de conteúdos históricos” – assim o projeto é definido por um dos diretores do Estúdio M’Baraká, idealizador e realizador do projeto. Inaugurado em 2013, o Rolé Carioca já atingiu a marca de 70 km percorridos em 21 passeios gratuitos, promovendo as histórias da cidade para um público estimado em 15 mil participantes. Hoje o projeto conta com um portal com informações sobre todos os passeios: www.rolecarioca.com.br – onde também são encontrados artigos, entrevistas, dicas culturais e curiosidades sobre os bairros.

Novidades no Rolé 2016
Este ano, o projeto Rolé Carioca terá uma série de desdobramentos: inauguração da série “Rolezinho Carioca”, com duas edições formatadas para alunos da rede pública; uma exposição e mais três passeios extras temáticos: o primeiro deles num agradável e romântico fim de tarde, no Dia dos Namorados. Também será lançando um guia impresso, para que cariocas e visitantes possam dar seus rolés pelo Rio sempre que quiserem.

Os outros locais escolhidos para esta bairros  em que o Rolé vai passar nesta quarta temporada são: Maracanã, Engenho de Dentro, Copacabana, Circuito Porto, Del Castilho e Laranjeiras. O local do último passeio, será escolhido por votação no site do projeto (www.rolecarioca.com.br), o público é que vai decidir, entre os roteiros já realizados, onde quer passear.

Calendário do Rolé 2016

  • Santa Teresa – 24 de abril
  • Maracanã – 22 de maio
  • Urca Especial Rolé do Amor – 12 de junho
  • Engenho de Dentro – 26 de junho
  • Copacabana – 31 de julho
  • Del Castilho – 28 de agosto
  • Circuito Porto – 25 de setembro
  • Laranjeiras – 30 de outubro
  • Bairro + Votado no site – 27 de novembro

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