Rodrigo Santoro volta às telas dos cinemas no Brasil

A partir da quinta, 29/10, o ator e Embaixador da Montblanc no Brasil pode ser visto ao lado de Antônio Banderas e Juliette Binoche no filme "Os 33"

Rio de Janeiro Premiere of "The 33"

Inspirado no drama dos mineiros chilenos que ficaram soterrados na mina de San José, em 2010, “Os 33” chega às salas de cinema de todo o País. Nele, Rodrigo Santoro vive o então Ministro da Energia, Laurence Golborne, que não mede esforços para resgatar os mineiros com vida, enfrentando dificuldades técnicas e a angustiante passagem do tempo. Produzido pela Fox, o filme é dirigido por Patricia Riggen e tem ainda Antonio Banderas, Martin Sheen e Juliette Binoche no elenco.

Desde agosto, o astro brasileiro tem desfilado talento e elegância nos Tapetes Vermelhos das pré-estreias que aconteceram no Chile, México e Rio de Janeiro. Para essas ocasiões, o Embaixador da Montblanc no Brasil compôs o look com relógios e abotoaduras da Maison. “Rodrigo representa todos os atributos da Montblanc: elegância, talento, pioneirismo e comprometimento com as artes. Ele inspira e cativa plateias do mundo inteiro com a qualidade da sua atuação”, disse o diretor geral da marca no país, Alain dos Santos, ao anunciar Rodrigo Santoro como Embaixador da Montblanc no Brasil. 

O anúncio ocorreu em maio, durante um exclusivo jantar no Hotel Unique de São Paulo. “Fiquei muito feliz com convite para fazer parte da família Montblanc. Eu sempre admirei o que a marca representa e a qualidade e exclusividade dos produtos que eles criam”, disse, então, Santoro. 

Nesta entrevista, o ator fala dos seus planos na carreira, do seu papel de Embaixador da icônica Maison de luxo, e faz uma revelação: pensava em ser médico ou jornalista. Mas seu talento para as artes falou mais alto e o Brasil ganhou um astro que a cada dia conquista espaço e prestígio no cinema internacional.

Você é hoje você é o ator brasileiro com maior sucesso no cinema internacional, além de ter uma bela carreira no cinema e na TV nacionais. Como aconteceu essa transição Rio/Los Angeles e quais os principais desafios que enfrentou?
Esse processo aconteceu de uma forma gradativa. As primeiras oportunidades para trabalhar no Exterior vieram como resultado dos primeiros filmes que fiz aqui no Brasil; “Bicho de Sete Cabeças”, “Abril Despedaçado” e “Carandiru”. O “Bicho” foi muito bem recebido no festival de Biarritz, na França, e um diretor americano chamado Robert Ackerman estava presente nesta exibição e entrou em contato comigo fazendo o convite para filmar “A Primavera Romana da Sra. Stone”, com Helen Mirren, para a Showtime (TV americana).  Depois, o “Carandiru” esteve em Cannes, acabei recebendo um prêmio como ator revelação e isso gerou um interesse nas pessoas da indústria que estavam por lá e então outros convites começaram a acontecer. Sempre encarei estas experiências de trabalho fora do país como uma grande aventura. Sempre caminhei devagar procurando entender e assimilar as coisas com calma e nunca separei a minha carreira no Brasil e no exterior. A estrada é uma só. Os desafios são diferentes, mas estou sempre trabalhando com o mesmo material: o ser humano, seus sentimentos, seus conflitos, suas alegrias, suas relações uns com os outros e com a vida.

Como você consegue viajar de continente para continente com tanta frequência, e ainda administrar uma agenda tão agitada?
Realmente minha rotina nos últimos anos tem sido de muitas viagens. Gosto de viajar, conhecer novas culturas e formas de pensar a vida, mas, às vezes, esse vai e volta desequilibra um pouco as coisas e preciso trabalhar para me reorganizar. Pratico yoga e surf para equilibrar a mente e o corpo e poder administrar um dia de cada vez.

Você consegue identificar o momento em que soube que queria ser ator?
O momento específico, não. O curioso é que cresci achando que ia ser médico, acabei cursando comunicação social e depois comecei a trabalhar como ator. Acho que vida tem sua dinâmica e razão própria. Sempre acabamos fazendo aquilo que temos que fazer. Quando olho para trás e me lembro da infância, vejo que desde cedo já buscava maneiras de me expressar através da arte.

Você tem formação em Jornalismo pela PUC-RJ. Você chegou a trabalhar nesta área? Com os seus conhecimentos acadêmicos, você costuma antecipar as perguntas feitas a você nas entrevistas?
Não cheguei a trabalhar profissionalmente como jornalista, mas tive tantas aulas interessantes na faculdade como filosofia, política, psicologia, que a grande maioria do que aprendi eu pude aplicar tanto no meu trabalho como ator como na minha vida.

Como é um dia típico na vida da pessoa Rodrigo Santoro, não o ator?
Um dia típico? Quando não estou trabalhando, minha rotina é praticar esportes, ler, namorar, encontrar com os amigos, família, cinema, teatro, artes em geral…

Sabemos que você já conhecia a marca Montblanc. Como foi o seu primeiro contato com a marca/ produto Montblanc?
O primeiro contato foi no jantar em São Paulo com a diretoria e clientes da marca. Foi uma noite bastante agradável e fui muito bem recebido.

O que mais o atrai em seu papel de Embaixador da Montblanc no Brasil?
Eu estou realmente curioso para conhecer os ateliês da Montblanc, em Hamburgo, onde eles fazem a manufatura dos relógios na Suíça, e a Pelleteria em Florença. Acho fascinante ver os produtos depois de concebidos ganharem vida nas mãos precisas de verdadeiros artesãos. Também é muito estimulante, para mim, poder apoiar o trabalho excepcional da Montblanc no campo das artes e da cultura.

Como você avalia o envolvimento de Montblanc com as artes?
Eu compartilho do compromisso da Montblanc em apoiar as artes em todas as suas formas, e ajudá-las a prosperar. A Montblanc tem feito um trabalho fantástico ao longo dos anos ao apoiar artistas plásticos, músicos, dançarinos, diretores de teatro…

Com qual produto da Montblanc você mais se identifica?
Gosto muito das carteiras e dos relógios, além das malas e bolsas.

Se você pudesse mudar uma única coisa em você, o que seria?
Uma só? Acho que seria menos autocrítico.

E se pudesse mudar uma coisa no mundo, o que seria?
Uma só? Muito mais amor no coração das pessoas.

Quais são os seus próximos projetos?
Além de “Os 33”, alguns filmes vão estrear: “Dominion” (filme sobre o poeta Dylan Thomas; com John Malkovich, Rys Ifans); “Jane got a gun” (um faroeste com Natalie Portman e Evan McGregor); “Ben Hur” (história épica entre dois amigos, que se passa na época de Cristo.). E o próximo trabalho a ser feito será uma nova série chamada “Westworld”, para a HBO. Estreia no próximo ano.

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