Robert Scheidt e Bruno Fontes terão duelo particular com australianos no Mundial de Laser

Das 34 edições da competição, vinte foram vencidas por Brasil e Austrália. Disputa em Kingston, no Canadá, a partir desta quinta-feira, servirá de desempate entre os dois países

22/08/2004-ATENAS/GRECIA - VELA CLASSE LASER Robert Scheidt conquista a medalha de ouro ©Wander Roberto/COB/Divulgacao

Brasil e Austrália vão travar um duelo particular a partir desta quinta-feira (dia 2) nas águas do Lago de Ontário, em Kingston, no Canadá, palco do Mundial da Classe Laser. Das 34 edições da competição, vinte foram vencidas por velejadores brasileiros e australianos. E os dois países estão rigorosamente empatados no geral com 17 medalhas cada, sendo dez de ouro, quatro de prata e três de bronze. Robert Scheidt, Bruno Fontes e João Pedro de Oliveira serão os representantes do Brasil na busca pelo topo do pódio.

“O nível das disputas na Laser está muito alto hoje. Não há só um ou dois velejadores que se destacam, mas vários velejadores com potencial de chegar à vitória, o que torna as regatas bem mais acirradas. Na fase classificatória das competições, é normal todos oscilarem, terem um ou dois resultados ruins. O importante é fazer uma boa média no início para chegar à fase final em condições de brigar por medalha”, disse Scheidt, maior medalhista olímpico do Brasil.

Do lado australiano estarão presentes Tom Burton, medalha de ouro na etapa de Hyéres, na França, da Copa do Mundo de Vela, em abril, e vice do Mundial de 2014, Luke Elliot, Mitchell Kennedy, Jeremy O´Connell, Ryan Palkand e Matthew Wearn. Outros destaques estrangeiros são o alemão Philipp Buhl, bronze no Mundial de 2013 e ganhador de três etapas da Copa do Mundo na atual temporada; o cipriota Pavlos Kontides, prata no Mundial de 2013 e nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012; o holandês Nicholas Heiner, campeão mundial no ano passado; o croata Tonci Stipanovic, vice-campeão mundial em 2012; e o britânico Nick Thompson, segundo colocado nos Mundiais de 2010 e 2011.

Em Kingston, Scheidt vai em busca do seu 11º título mundial na classe Laser. Ele foi campeão em 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002 (Mundial de Laser e Mundial da ISAF), 2004, 2005 e 2013. Além disso, soma a conquista juvenil em 1991. Recuperado de cirurgia no joelho esquerdo, o velejador retornou às competições com a conquista da medalha de bronze em Hyéres.

“Tive uma preparação diferente por causa da lesão e pulei a etapa de Palma de Mallorca da Copa do Mundo. Também não disputei a etapa de Weymouth por estar muito próxima do Mundial. Preferi treinar mais e fortalecer a parte física. Estou muito bem preparado”, afirmou Scheidt que, ao lado de Bruno Prada, ganhou três Mundiais da Classe Star em 2007, 2011 e 2012.

Pelo regulamento do Mundial de Laser, estão previstas 14 regatas, duas por dia, até o dia 8 de julho. A fase classificatória será entre os dias 2 e 5, com a fase final começando no dia 6. Não haverá disputa da regata da medalha. Dois resultados ruins poderão ser descartados, sendo um em cada fase.

Outros brasileiros
Além de Scheidt, o Brasil será representado em Kingston por Bruno Fontes e João Pedro de Oliveira. “Minha expectativa é a de que o Mundial seja meu melhor campeonato no ano. Estou me sentindo bem e vou sonhando alto, querendo lutar pelo título. Quero uma medalha, algo que não tenho. Sei que vai ser um campeonato muito complicado, mas tenho de pensar grande”, declarou Fontes.

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