Renato Inácio lança “Limbo”, seu segundo álbum

Gravado no estúdio Family Mob, disco reflete os ímpetos beatniks do artista

Nascido e criado em São Paulo, Renato Inácio – cantor, compositor e produtor – morou durante dois anos em Buenos Aires antes de iniciar sua jornada em solo paulistano. Guitarrista majoritariamente influenciado pela fúria de Nirvana, os ruídos perfeitos de Pixies, a poética urbana de Lou Reed, a vanguarda de Sex Pistols e o alternativo-inventivo de Smashing Pumpkins, o músico debutou no cenário independente paulistano com o álbum “Porão”, de 2013. Produzido pelo próprio artista, gravado/mixado/masterizado no Estúdio Aton e com ilustrações de Anderson Gomes, o disco retrata o retorno de Renato ao Brasil, seu processo de estranhamento e reambientação e, ainda, seu despertar sonoro para suplantar parte da impessoalidade presente em seu cotidiano. Em 2014, Porão recebeu Menção Honrosa do Embrulhador, site com a principal lista de melhores discos da música brasileira.

Após shows em casas autorais centrais na rotina da cidade, como o Espaço Cultural Puxadinho da Vila e Sensorial Discos, Renato imergiu na criação de seu segundo disco para que, assim, conclamando a catarse presente em suas maiores referências musicais, voltasse à cena em 2016 com “Limbo”. Calcado no surrealismo paulistano, seu barulho-silêncio, ideais de liberdade, o cinema, a literatura e seu ritmo devorador, o álbum – também produzido por Renato – foi gravado no estúdio Family Mob, mixado por João Cruz no Estúdio A e masterizado por Chris Hanzek, em Seattle. Cru, crítico e amargo, “Limbo” – que não contém ajustes de afinação ou sobreposições – tem Gledson Gomes na bateria, Ricardo Blane no baixo e o registro em pouquíssimos takes. Com capa de Soshana, artista austríaca, o disco rendeu a sua segunda Menção Honrosa do site Embrulhador em janeiro de 2017.

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Visceral, latente e até indigesta, a obra do cantor e guitarrista relata não só suas buscas criativas, mas – acima disso – seus desencantos e reinvenções diante do cenário alternativo. Livre de retoques, Renato Inácio tem em “Porão” e “Limbo” suas crônicas beatniks em que inconformismo e solidão permeiam sua reinvenção.

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