“Que Mal Eu Fiz a Deus?”

Comédia que levou 12 milhões de pessoas aos cinemas franceses, estreia no Brasil dia 6 de agosto

Retratar temas polêmicos como preconceito, religião e conservadorismo nem sempre tem o resultado esperado, mas Philippe de Chauveron, diretor e roteirista da produção francesa “Que Mal Eu Fiz a Deus?” acertou em cheio no tom de seu mais novo filme. Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês deste ano, a comédia levou mais de 12 milhões de pessoas aos cinemas franceses e entra em cartaz no circuito nacional dia 6 de agosto.

Na França, o filme se tornou o maior sucesso de bilheteria de 2014 e o sexto maior sucesso francês da história. Foi considerado pelos críticos franceses um hino à homogeneização do país, que ocupa a 5ª posição na lista de países com o maior número de população imigrante. Pierre Vavasseur, do Le Parisien, escreveu: “E se os problemas fossem resolvidos pelo humor? […] É preciso dizer todo o bem que se pensa desse filme, pois ele é simplesmente repleto de humanidade, inteligência e revigorante generosidade”.

Na trama, Claude (Christian Clavier) e Marie (Chantal Lauby) formam um casal muito tradicional. Católicos e pais de quatro filhas, o maior desejo deles é que cada uma se case com alguém que se encaixe em seus parâmetros conservadores. Mas para a desilusão dos dois, as três mais velhas escolhem maridos de etnias e religiões diferentes: Rachid, um advogado muçulmano de origem argelina; David, um empresário judeu; e Chao, um investidor chinês. Em nome da harmonia familiar, o casal se esforça, mas não consegue esconder o desconforto. A última esperança é Laure, a filha mais nova.

Com distribuição da Pandora Filmes, a comédia sobre preconceitos e expectativas sociais, conta ainda no elenco com Ary Abittan, Medi Sadoun, Frédéric Chau, Noom Diawara, Frédérique Bel, Julia Piaton, Émilie Caen, Elodie Fontan, Pascal Nzonzi, Mpho Kamate e Tatiana Rojo.

Sinopse
O casal Verneuils tem quatro filhas. Católicos, conservadores e um pouco preconceituosos, eles não ficaram muito felizes quando três de suas filhas se casaram com homens de diferentes nacionalidades e religiões. Quando a quarta anuncia o seu casamento com um católico, o casal fica nas nuvens e toda a família vai se reunir. Mas logo eles vão descobrir que nem tudo é do jeito que eles querem.

Ficha Técnica
Direção: Philippe de Chauveron
Roteiro: Philip Chauveron e Guy Laurent
Fotografia: Vincent Mathias
Produção: Romain Rojtman
Som: Eric Tisserand, Michel Kharat, Serge Rouquairol
Edição: Sandro Lavezzi e Germain Boulay
Música: Marc Chouarain
Distribuição no Brasil: Pandora Filmes

Elenco
Christian Clavier – Claude Verneuil
Chantal Lauby – Marie Verneuil
Ary Abittan – David
Medi Sadoun – Abdul Rashid Mohammed
Frédéric Chau – Pierre Paul Ling Chao
Noom Diawara – Charles Koffi
Frédérique Bel – Isabelle Verneuil
Julia Piaton – Odile Verneuil
Émilie Caen – Ségolène Verneuil
Elodie Fontan – Laure Verneuil
Pascal Nzonzi – André Koffi
Mpho Kamate – Madeleine Koffi
Tatiana Rojo – Viviane Koffi

Sobre o diretor
Diplomado pela ESEC em 1986, Philippe de Chauveron começa no cinema como roteirista. Em 1995, escreve “As Trufas”, de Bernard Nauer, uma comédia com Jean Reno e Christian Charmetant. No mesmo ano roteiriza “Danslacourdesgrands”, de Florence Strauss. Escreve em 1997, “Bingo”, para Maurice Illouz. Passa à direção em 1999 e lança “Os Parasitas”, o qual também foi responsável pelo roteiro. Philippe de Chauveron escreve e dirige em 2004 “L’Amouraux Trousses”, com Jean Dujardin. De Chauveron volta ao roteiro por alguns anos, escrevendo pela primeira vez uma série, “LesBleus : premiers pasdansla Police, em 2007. Depois, roteiriza o futuro sucesso de público que será “Neuillysamère!”. Em 2010, volta à direção com a adaptação do desenho em quadrinhos popular de Godi e Zidrou, “O Aluno Ducobu”, cujo roteiro ele modela totalmente. Com o sucesso do filme, ele faz um novo episódio, “As Férias de Ducobu”, no ano seguinte, cuja história original ele já tinha escrito no ano anterior.

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